Moeda norte-americana recua 1% e tem melhor nível em 10 dias; Ibovespa sobe quase 2% e petróleo Brent passa de US$ 94 com tensão no Oriente ...
Moeda norte-americana recua 1% e tem melhor nível em 10 dias; Ibovespa sobe quase 2% e petróleo Brent passa de US$ 94 com tensão no Oriente Médio
Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil
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Em um dia de alívio nos mercados doméstico e internacional, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (21) em queda de 1%, cotado a R$ 5,142, no menor patamar em pouco mais de 10 dias. A Bolsa de Valores também reagiu e subiu quase 2%, fechando a semana no campo positivo, enquanto o petróleo tipo Brent voltou a superar os US$ 94 por barril, pressionado pelas tensões no Oriente Médio.
O movimento foi influenciado pelo enfraquecimento global do dólar, pela leitura do cenário eleitoral brasileiro e por um maior apetite por ativos de risco, em um ambiente de expectativa quanto às políticas do Tesouro dos Estados Unidos e ao quadro geopolítico internacional.
Fechamento do dia: câmbio, bolsa e petróleo
Principais indicadores desta sexta-feira (21), segundo o mercado financeiro:
- Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%);
- Dólar na semana: -1,53%;
- Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%);
- Ibovespa na semana: +2,45%;
- Petróleo Brent: US$ 94,39 por barril (+0,65% no dia);
- Brent na semana: +6,6%.
Dólar recua com cenário externo mais favorável
No mercado à vista, o dólar chegou a bater R$ 5,13 por volta das 15h30, antes de fechar a R$ 5,142, no menor nível desde 10 de agosto. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,53% frente ao real.
O movimento refletiu, em grande parte, o comportamento da divisa dos EUA no cenário internacional. O índice DXY – que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes – caiu para perto dos 98,856 pontos no fim da tarde, acumulando retração em torno de 0,80% na semana.
A queda veio na esteira das expectativas em torno de operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos, o que pode:
- aumentar a liquidez do mercado de treasuries;
- reduzir a pressão sobre os juros longos;
- consequentemente, diminuir a atratividade relativa do dólar.
Com esse pano de fundo, moedas de países emergentes foram beneficiadas. O real esteve entre as divisas de melhor desempenho do dia, ao lado do peso chileno. Na Europa, o euro atingiu o maior nível desde maio, e a libra esterlina, o maior patamar desde fevereiro.
Ibovespa engata terceira alta e reduz perdas do mês
O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,85%, fechando aos 171.031,73 pontos, na terceira alta consecutiva e no maior nível desde 10 de agosto. Com o desempenho desta sexta, a Bolsa brasileira acumulou alta de 2,45% na semana.
Apesar da recuperação recente, o índice ainda registra queda de 3,91% no mês, refletindo as fortes correções de preço observadas no início de agosto.
Entre os fatores que sustentaram o pregão positivo, analistas citam:
- o bom desempenho das ações de bancos, que têm forte peso no índice;
- o recuo do dólar, que tende a aliviar pressões de custo e risco;
- o monitoramento do fluxo de capital estrangeiro.
Dados da B3 indicavam, até o dia 19, saída líquida de R$ 22 bilhões em recursos estrangeiros do mercado acionário brasileiro em agosto. O repique do Ibovespa nos últimos dias é visto como uma correção parcial após as perdas mais intensas do início do mês.
Petróleo em alta com tensão no Oriente Médio
No mercado de commodities, o petróleo fechou em alta e acumulou forte valorização semanal, em meio:
- à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã;
- às incertezas sobre o fluxo de cargas pelo Estreito de Ormuz;
- e às restrições ao tráfego de petroleiros no Mar Vermelho.
O Brent, referência global, avançou:
- 0,65% no dia (+US$ 0,61), fechando a US$ 94,39 por barril;
- 6,6% na semana, em trajetória de firme recuperação de preços.
Já o WTI (referência norte-americana), fechou:
- em US$ 87,06 por barril, alta diária de 0,26% (+US$ 0,23);
- com ganho semanal de 5,6%.
O tráfego de navios no Estreito de Ormuz segue abaixo dos níveis anteriores ao agravamento das tensões, o que alimenta temores sobre:
- impactos adicionais na oferta global de petróleo;
- custos de transporte e seguros marítimos;
- possíveis reflexos sobre inflação e política monetária em várias economias.
As negociações entre Estados Unidos e Irã continuam paralisadas, mantendo o clima de incerteza e contribuindo para a sustentação dos preços em patamar elevado.
TAGS: DÓLAR, CÂMBIO, IBOVESPA, B3, MERCADO FINANCEIRO, PETRÓLEO BRENT, WTI, ORIENTE MÉDIO, TESOURO DOS EUA, ECONOMIA, BRASIL
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