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PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre e chega a R$ 3,4 trilhões, aponta IBGE

Agro puxa a atividade, indústria extrativa reage e consumo das famílias recua; economia acumula alta de 1,9% em 12 meses Por Matheus Salomão...

Agro puxa a atividade, indústria extrativa reage e consumo das famílias recua; economia acumula alta de 1,9% em 12 meses

Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A economia brasileira registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país – avançou 2%.

No acumulado de quatro trimestres, a expansão é de 1,9%, em linha com a projeção do Boletim Focus, do Banco Central, que estima crescimento de 1,92% para o PIB em 2026. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre, e a economia cresceu 1,9% no primeiro semestre frente igual período de 2025.

Agropecuária lidera crescimento; indústria extrativa se destaca

Pela ótica da produção, que analisa o desempenho das atividades econômicas, o setor agropecuário foi o principal destaque:

  • Agropecuária:
    • +2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre;
    • +6,2% no acumulado de 12 meses.

A indústria teve resultado mais moderado:

  • Indústria total:
    • +0,1% entre trimestres;
    • +1,4% em 12 meses.

Dentro da indústria, o maior impulso veio da indústria extrativa:

  • Indústria extrativa (mineração, petróleo e gás):
    • +3,4% do primeiro para o segundo trimestre.

Já o setor de serviços, responsável pela maior parcela do emprego no país, avançou:

  • Serviços totais:
    • +0,2% entre os trimestres;
    • +1,7% no acumulado de 12 meses.

Entre os segmentos de serviços, os melhores desempenhos foram:

  • Informação e comunicação: +2,1%;
  • Transporte, armazenagem e correio: +1,1%;
  • Atividades imobiliárias: +0,2%.

O comércio ficou estável (variação de 0%), refletindo um cenário de consumo ainda contido.

Houve quedas em:

  • Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: -0,4%;
  • Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: -0,3%.

A Formação Bruta de Capital Fixo – indicador de investimentos em máquinas, equipamentos, construção e infraestrutura – cresceu 1,2% no trimestre, sinalizando alguma retomada da capacidade produtiva.

Demanda interna: famílias reduzem consumo, governo gasta mais

Pela ótica da demanda, que observa gastos e investimentos, o quadro mostra:

  • Consumo do governo:

    • +0,4% em relação ao primeiro trimestre;
  • Consumo das famílias:

    • queda de 0,4% no período.

A retração do consumo das famílias indica cautela do consumidor, influenciada por fatores como:

  • juros ainda elevados em termos reais;
  • endividamento e inadimplência;
  • perda parcial de poder de compra em segmentos específicos.

No setor externo, o comportamento foi divergente:

  • Exportações: -0,8% em relação ao primeiro trimestre;
  • Importações: +1,8% na mesma comparação.

O resultado sugere maior entrada de bens e serviços estrangeiros no país, ao mesmo tempo em que as vendas externas recuam, o que pode pressionar o saldo comercial em alguns setores.

O que é o PIB e o que ele não mostra

O PIB é o indicador que mede o valor total de bens e serviços finais produzidos em uma localidade (país, estado, município) em determinado período. Ele permite:

  • acompanhar o ritmo da economia;
  • fazer comparações internacionais;
  • avaliar ciclos de crescimento e recessão.

O cálculo é feito com base em diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria. Para evitar dupla contagem, só entram no PIB os bens e serviços finais – aqueles que chegam ao consumidor.

Exemplo clássico:

  • trigo: R$ 100;
  • farinha de trigo: R$ 200;
  • pão: R$ 300.

O PIB não soma os três valores (R$ 100 + R$ 200 + R$ 300), mas apenas o valor final de R$ 300 do pão, porque os valores do trigo e da farinha já estão embutidos no preço final.

Os bens e serviços são avaliados a preços de mercado, incluindo impostos incidentes sobre o consumo.

Por outro lado, o PIB:

  • não mede distribuição de renda;
  • não captura diretamente qualidade de vida, bem-estar ou desigualdade.

Por isso, é possível:

  • um país ter PIB elevado e padrão de vida relativamente baixo, com forte concentração de renda;
  • outro ter PIB menor e alta qualidade de vida, dependendo de fatores como políticas sociais, educação, saúde e infraestrutura.

No caso brasileiro, o crescimento de 0,5% no segundo trimestre e 2% em 12 meses indica uma economia em trajetória de expansão moderada, com agro e indústria extrativa puxando o resultado, serviços avançando de forma desigual e consumo das famílias ainda pressionado – cenário que deve seguir no radar de governo, empresários e trabalhadores ao longo de 2026.

TAGS: PIB, ECONOMIA BRASILEIRA, IBGE, CRESCIMENTO ECONÔMICO, AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA, SERVIÇOS, CONSUMO DAS FAMÍLIAS, INVESTIMENTOS, REFORMA TRIBUTÁRIA, BANCO CENTRAL, BOLETIM FOCUS, BRASIL

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