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Morre aos 93 anos Adison do Amaral, referência da Justiça de Paz no Distrito Federal

Corregedoria comandada pelo desembargador Arnoldo Camanho de Assis presta homenagem ao juiz de paz, que iniciou sua trajetória em 1999 e ded...

Corregedoria comandada pelo desembargador Arnoldo Camanho de Assis presta homenagem ao juiz de paz, que iniciou sua trajetória em 1999 e dedicou mais de duas décadas à cidadania, à pacificação social e às famílias do DF

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

A Justiça do Distrito Federal perdeu uma de suas referências na Justiça de Paz. Adison do Amaral morreu no dia 6 de setembro de 2026, aos 93 anos, depois de uma trajetória de mais de duas décadas dedicada ao atendimento da população, à celebração de uniões matrimoniais e à promoção da cidadania. A Corregedoria da Justiça do Distrito Federal, atualmente comandada pelo desembargador Arnoldo Camanho de Assis, divulgou manifestação de pesar e destacou os serviços prestados por Adison à sociedade brasiliense. (TJDFT)



Corregedoria do TJDFT reconhece legado de Adison do Amaral

A manifestação institucional foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em 11 de setembro, cinco dias após a morte do juiz de paz.

No comunicado, a Corregedoria ressaltou a contribuição de Adison para a Justiça de Paz e sua atuação voltada à cidadania, à pacificação social e ao fortalecimento das famílias. O órgão também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores. (TJDFT)

O reconhecimento ganha dimensão especial pela longevidade de sua atuação. Durante mais de duas décadas, Adison participou de um serviço público que mantém contato direto com momentos particularmente importantes da vida das pessoas.

Trajetória na Justiça de Paz começou em Taguatinga

A história de Adison do Amaral na Justiça de Paz do Distrito Federal começou em 1999.

Naquele ano, ele passou a desempenhar a função junto ao 3º Ofício de Registro Civil, Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas de Taguatinga.

Posteriormente, passou a exercer a função no 5º Ofício de Notas, Registro Civil, Títulos e Documentos, Protesto de Títulos e Pessoas Jurídicas do Guará, onde figurava como juiz de paz titular. A relação oficial do TJDFT ainda registra seu nome nessa unidade. (TJDFT)

A passagem por Taguatinga e pelo Guará fez com que sua trajetória profissional estivesse diretamente ligada a duas importantes regiões administrativas do Distrito Federal.

Uma vida acompanhando histórias de famílias

Entre as atribuições mais conhecidas de um juiz de paz está a participação na celebração de casamentos civis.

Por trás de cada cerimônia, entretanto, existe uma dimensão humana que ajuda a explicar por que determinadas pessoas se tornam conhecidas e respeitadas pelas comunidades onde atuam.

Ao longo de sua trajetória, Adison participou de incontáveis uniões matrimoniais, segundo o TJDFT. O Tribunal destacou características como equilíbrio, sensibilidade, cordialidade e respeito no relacionamento que mantinha com os cidadãos. (TJDFT)

Assim, sua contribuição não pode ser medida apenas pelo número de anos em atividade.

São mais de duas décadas acompanhando pessoas em um dos momentos mais simbólicos da constituição formal de uma família.

Adison foi homenageado no bicentenário da Justiça de Paz

O reconhecimento à sua trajetória também ocorreu ainda em vida.

Em fevereiro de 2024, quando o TJDFT promoveu uma solenidade para celebrar o Bicentenário da Justiça de Paz no Brasil, Adison do Amaral esteve entre os juízes de paz homenageados pelo Tribunal.



Na ocasião, seu nome integrou a relação dos profissionais que receberam uma homenagem em reconhecimento à atuação desenvolvida na Justiça de Paz. (TJDFT)

O registro reforça a importância institucional que ele havia adquirido ao longo dos anos.

Arnoldo Camanho de Assis comanda atualmente a Corregedoria

A Corregedoria da Justiça do Distrito Federal está atualmente sob o comando do desembargador Arnoldo Camanho de Assis, nome que passa a integrar também o contexto institucional desta homenagem.

O magistrado assumiu o cargo de corregedor da Justiça do DF em 22 de abril de 2026 para o biênio 2026-2028, ao lado da nova administração do TJDFT. A gestão é presidida pelo desembargador Jair Soares, com Fernando Antonio Habibe Pereira na 1ª Vice-Presidência e Teófilo Rodrigues Caetano Neto na 2ª Vice-Presidência. (TJDFT)

A página institucional da Corregedoria, atualizada em 31 de agosto de 2026, confirma Arnoldo Camanho de Assis como atual corregedor da Justiça do Distrito Federal. (TJDFT)

A fotografia encaminhada à reportagem foi apresentada como registro envolvendo o corregedor. Como a identificação pessoal não deve ser feita exclusivamente por reconhecimento facial de uma imagem, o Tribuna do Brasil confirmou de forma independente, nos registros oficiais do TJDFT, que o atual ocupante do cargo é o desembargador Arnoldo Camanho de Assis. (TJDFT)



Corregedoria exerce papel estratégico no Judiciário do DF

A Corregedoria possui atribuições que vão muito além de questões administrativas internas.

O órgão atua no acompanhamento e fiscalização dos serviços judiciais de primeiro grau e desenvolve atividades voltadas à melhoria da prestação jurisdicional. No ciclo correcional 2026-2028, por exemplo, estão previstas etapas de diagnóstico, relatórios de gestão, visitas técnicas e inspeções em processos. (TJDFT)

Também existe uma relação institucional com os serviços extrajudiciais e com a Justiça de Paz, contexto no qual se insere a longa atuação de Adison do Amaral.

Por isso, a nota de pesar representa mais do que uma formalidade administrativa: registra institucionalmente a passagem de alguém que dedicou parcela expressiva da própria vida a esse serviço.

Justiça de Paz mantém ligação direta com a cidadania

A figura do juiz de paz ocupa um espaço particular dentro da estrutura relacionada à vida civil dos cidadãos.

Embora muitas pessoas tenham contato com esse serviço principalmente por ocasião do casamento civil, sua importância histórica está relacionada à ideia de aproximação entre instituições, famílias e comunidade.

No Distrito Federal, os juízes de paz estão distribuídos por diferentes serventias extrajudiciais, atendendo regiões como Brasília, Taguatinga, Ceilândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Brazlândia, Gama, Planaltina e outras localidades. (TJDFT)

É justamente nesse universo que Adison construiu sua trajetória.

Mais de duas décadas de serviço público e milhares de histórias

Uma carreira iniciada em 1999 significa que diferentes gerações passaram diante de Adison do Amaral durante o exercício da Justiça de Paz.

Casais que formalizaram suas uniões, famílias que começaram novas etapas e cidadãos que procuraram os serviços relacionados à Justiça de Paz encontraram nele um representante de uma instituição que precisa combinar formalidade jurídica e sensibilidade humana.

Essa dimensão foi ressaltada pela própria Corregedoria ao recordar sua atuação marcada por humanidade, cordialidade e respeito. (TJDFT)

Em uma atividade na qual procedimentos legais frequentemente coincidem com momentos marcantes da vida privada, a maneira como o cidadão é recebido também se torna parte da memória que permanece.

Um legado que permanece na Justiça do Distrito Federal

A morte de Adison do Amaral, aos 93 anos, encerra uma trajetória pessoal, mas deixa registros importantes na história recente da Justiça de Paz brasiliense.

De Taguatinga ao Guará, foram mais de duas décadas exercendo uma função intimamente ligada à cidadania e às famílias.

A homenagem institucional da Corregedoria do TJDFT reconhece exatamente essa dimensão: a contribuição de um homem que dedicou uma parte significativa de sua vida a servir à população do Distrito Federal.

Sob a atual gestão do corregedor Arnoldo Camanho de Assis, a instituição registra seu reconhecimento e se une aos familiares, amigos e às pessoas que conviveram com Adison ao longo dessa caminhada. (TJDFT)

Aos 93 anos, Adison do Amaral deixa não apenas o registro de uma longa passagem pela Justiça de Paz, mas uma história construída em torno de algo que está na essência dessa função: acompanhar pessoas, promover o diálogo e participar da formação de novas famílias.

Nota oficial da Corregedoria do TJDFT sobre Adison do Amaral



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