Orientação é manter distância, não tentar captura e acionar o 190 para resgate especializado e seguro Por Matheus Salomão - Redação Tribuna ...
Orientação é manter distância, não tentar captura e acionar o 190 para resgate especializado e seguro
Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil
Ver um animal silvestre dentro de casa, no quintal ou em áreas urbanas é uma situação cada vez mais comum no Distrito Federal, sobretudo no período de seca e em épocas reprodutivas de algumas espécies. Nesses casos, a recomendação oficial é não tentar capturar, alimentar ou afugentar o animal. O procedimento indicado é ligar para o número 190, que faz o encaminhamento da ocorrência à instituição responsável pelo resgate e atendimento.
A presença de animais nativos em áreas urbanas geralmente está relacionada à busca por alimento, água e abrigo, fenômeno intensificado pela expansão das cidades e pela redução de áreas verdes. A convivência entre pessoas e fauna exige cuidados para garantir a segurança de todos.
Saruê e outras espécies mais comuns nas áreas urbanas
Um exemplo recorrente é o saruê (gambá-do-mato). No Cerrado, o período reprodutivo da espécie acontece principalmente entre julho e novembro, com pico de nascimentos em setembro. Nessa época, é mais comum encontrar adultos e filhotes circulando nas proximidades de áreas urbanas.
Assim como o saruê, outras espécies podem ser vistas em muros, telhados, quintais e terrenos baldios, o que torna ainda mais importante saber como agir sem colocar em risco a vida do animal e das pessoas.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre
Ao localizar um animal silvestre, a orientação é:
- Manter distância e evitar qualquer tipo de manejo;
- Não tentar capturar, segurar, prender ou cercar o bicho;
- Não alimentar o animal;
- Não tentar afugentar com vassouras, pedras, água ou gritos.
Pessoas sem treinamento podem:
- se machucar, dependendo da espécie envolvida;
- agravar o quadro de estresse e ferimentos do animal;
- provocar fuga descontrolada, aumentando o risco de acidentes.
Como acionar o resgate pelo 190
Ao ligar para o 190, é importante informar:
- Endereço completo;
- Ponto de referência próximo ao local;
- Tipo de animal, caso seja possível identificá-lo (ave, gambá, serpente, mamífero de grande porte etc.);
- Local exato onde o animal está (quintal, telhado, quarto, garagem);
- se ele apresenta ferimentos ou sinais de estar em situação de risco;
- se há pessoas vulneráveis nas proximidades (crianças, idosos, pessoas com deficiência).
Enquanto a equipe especializada não chega, o ideal é:
- isolar a área, impedindo a aproximação de pessoas e animais domésticos;
- evitar cercar o animal ou bloquear rotas de fuga naturais;
- observar à distância, sem tentar interferir.
Se o animal conseguir sair sozinho e deixar o local naturalmente, não é necessário agir, desde que não haja risco imediato.
Espécies potencialmente perigosas: cuidado redobrado
Quando o animal envolvido é potencialmente perigoso, a orientação é ainda mais rigorosa. Entre os exemplos estão:
- Serpentes;
- Tamanduás;
- Capivaras;
- Javalis;
- outros mamíferos de maior porte.
Nessas situações:
- não se deve tentar conter ou capturar o animal;
- a recomendação principal é aguardar a equipe de socorro, mantendo todos afastados.
Tentar manejar espécies de grande porte ou com potencial de agressão sem preparo técnico pode resultar em acidentes graves.
Proteção da fauna e dos pets: papel de cães e gatos
Outro ponto importante para evitar conflitos com animais silvestres é a forma como cães e gatos são tratados no ambiente urbano:
- manter cães e gatos sob supervisão, com coleiras de identificação;
- evitar que tenham acesso livre às ruas;
- impedir que pets circulem em áreas de vegetação sem controle.
Ataques de animais domésticos estão entre as causas frequentes de ferimentos em fauna silvestre. Além disso, o abandono de animais domésticos impacta diretamente a fauna nativa, favorecendo:
- confrontos;
- competição por alimento;
- transmissão de doenças.
Quando não intervir: comportamento natural e ninhos
Nem sempre um animal parado está necessariamente ferido. Alguns exibem comportamentos naturais de defesa:
- no caso do saruê, é comum a “tanatose”, comportamento em que o animal simula estar morto para afastar predadores. Ele pode ficar imóvel, aparentar apatia e não reagir à presença humana, sem necessariamente estar machucado.
Nessas situações, a intervenção precipitada pode causar estresse desnecessário.
Aves e ninhos em casas
Outro exemplo são aves que constroem ninhos em telhados, beirais ou estruturas da residência. A orientação é:
- aguardar até que os filhotes deixem o ninho naturalmente;
- não remover ninhos, pois isso constitui infração ambiental.
Depois da saída das aves, o morador pode:
- limpar o local;
- vedar frestas com telas ou espuma expansiva;
- adotar medidas que evitem novas ocupações.
Quando há conflitos frequentes: orientação técnica pelo WhatsApp
Em situações em que animais silvestres passam a conviver de forma constante com residências, provocando conflitos recorrentes, como:
- primatas acessando apartamentos;
- animais utilizando telhados como abrigo;
- presença contínua em varandas, quintais ou depósitos;
o cidadão pode solicitar orientação técnica especializada.
Dependendo do caso:
- uma equipe realiza vistoria no imóvel;
- são indicadas medidas específicas de manejo e prevenção, sem causar dano à fauna.
O contato para orientação pode ser feito pelo WhatsApp (61) 99148-73064.
Medidas preventivas recomendadas
Entre as ações sugeridas para reduzir conflitos estão:
- podar galhos próximos às janelas, para dificultar o acesso de primatas;
- instalar telas de proteção em janelas e varandas;
- manter o lixo sempre fechado, em lixeiras tampadas;
- evitar deixar ração de animais domésticos exposta, que pode atrair animais silvestres.
Com essas medidas, é possível proteger a fauna, garantir a segurança das pessoas e reduzir situações de risco nas áreas urbanas do DF.
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