Protocolo da saúde pública garante mamografia de rastreamento, consulta com mastologista, biópsia e tratamento oncológico integral para mulh...
Protocolo da saúde pública garante mamografia de rastreamento, consulta com mastologista, biópsia e tratamento oncológico integral para mulheres e homens
Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil
O diagnóstico precoce é a principal arma no combate ao câncer de mama e pode salvar vidas. No Distrito Federal, a rede pública dispõe de um fluxo estruturado de atendimento que acompanha o paciente desde a primeira triagem na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o tratamento oncológico completo, com cirurgia e quimioterapia quando necessário. Embora seja menos comum, a doença também pode atingir homens – o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que cerca de 1% dos casos ocorra no sexo masculino.
A seguir, veja por onde começar, onde fazer mamografia, como funciona o encaminhamento ao especialista e o início do tratamento na rede pública do DF.
Porta de entrada: UBS mais próxima da residência
O primeiro passo para quem precisa de avaliação é procurar a UBS de referência, próxima à residência:
- Mulheres entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem sintomas, para mamografia de rastreamento;
- para descobrir a UBS correta, basta acessar o site da Secretaria de Saúde e informar o CEP da residência.
Mesmo fora dessa faixa etária, sinais suspeitos exigem avaliação médica imediata.
Sinais de alerta que exigem consulta
Entre os principais sintomas que merecem atenção estão:
- Nódulo palpável na mama (geralmente indolor);
- Alterações na pele da mama, como vermelhidão, retração ou aspecto de “casca de laranja”;
- Saída de secreção pelo mamilo, especialmente sanguinolenta;
- Mudança no formato ou tamanho da mama;
- Inchaço na axila;
- Inversão do mamilo (quando ele passa a ficar “para dentro”);
- Dor mamária persistente.
Na UBS, o profissional faz a avaliação clínica, orienta a paciente e solicita os exames de imagem necessários.
Onde fazer mamografia pelo SUS no DF
A mamografia de rastreamento é solicitada pelo médico da UBS e realizada em hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, parceria com o Laboratório Sabin, que amplia vagas e dá mais rapidez à entrega dos laudos.
Após a marcação, a paciente é informada sobre data, local e horário do exame.
Unidades que oferecem mamografia
A oferta inclui os seguintes serviços da rede pública do DF:
- Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
- Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
- Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)
- Hospital da Região Leste (HRL)
- Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu)
- Hospital Regional de Samambaia (HRSam)
- Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
- Hospital Regional do Gama (HRG)
- Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT)
- Hospital Regional de Ceilândia (HRC)
Em muitos casos, essas unidades também realizam exames complementares, como ultrassonografia mamária, conforme indicação médica.
Suspeita na mamografia: consulta rápida com mastologista
Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS:
- a paciente é encaminhada diretamente para consulta com mastologista, em um dos hospitais regionais;
- esse agendamento é prioritário e, em média, ocorre em menos de 30 dias.
Durante a consulta especializada:
- se o nódulo for palpável e houver indicação, o mastologista pode realizar a biópsia no próprio consultório;
- quando o nódulo não é evidente ao toque, o exame é agendado em uma unidade de radiologia, com procedimento guiado por imagem (mamografia, ecografia ou ressonância).
A biópsia permite confirmar ou afastar o diagnóstico de câncer e definir o plano de tratamento.
Diagnóstico confirmado: início rápido do tratamento
Quando o laudo confirma câncer de mama, a paciente segue imediatamente para o tratamento, em um fluxo organizado por protocolos da rede pública:
- a rapidez na transição entre diagnóstico e tratamento faz parte de uma política de cuidado coordenado e humanizado;
- o plano terapêutico é individualizado, levando em conta o estágio do tumor, o tipo de câncer, as condições clínicas e o contexto da paciente.
Dependendo do caso, o tratamento pode começar por:
- cirurgia (como mastectomia ou quadrantectomia);
- quimioterapia, quando há indicação de reduzir o tumor antes da cirurgia ou tratar doença mais avançada.
Ao longo de todo o processo, a paciente conta com:
- equipes médicas especializadas;
- suporte de enfermagem, psicologia e assistência social, conforme a necessidade;
- acompanhamento contínuo em unidades habilitadas para o atendimento oncológico.
Com um caminho bem definido, da UBS ao hospital de referência, a rede pública do DF busca garantir que mulheres e homens com suspeita de câncer de mama tenham acesso rápido a exames, diagnóstico e tratamento, aumentando as chances de cura e reduzindo complicações.
TAGS: CÂNCER DE MAMA, DIAGNÓSTICO PRECOCE, MAMOGRAFIA, UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE, PEITO ABERTO, MASTOLOGIA, BIÓPSIA, QUIMIOTERAPIA, CIRURGIA ONCOLÓGICA, REDE PÚBLICA, DISTRITO FEDERAL
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