Presidente dos Estados Unidos afirma que ação eliminou principal chefe da organização criminosa venezuelana; operação ocorreu no estado de B...
Presidente dos Estados Unidos afirma que ação eliminou principal chefe da organização criminosa venezuelana; operação ocorreu no estado de Bolívar, próximo à fronteira brasileira
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder máximo da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. Segundo o governo norte-americano, a operação foi realizada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos em uma ação no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela.

A informação foi divulgada pelo próprio Trump por meio da rede social Truth Social. De acordo com o presidente norte-americano, a ofensiva foi resultado de uma operação classificada como “rápida e letal”, conduzida em cooperação com autoridades venezuelanas.
A região onde ocorreu a ação está localizada a cerca de 715 quilômetros de Pacaraima, município de Roraima que faz fronteira com a Venezuela.
Governo dos EUA intensifica combate a organizações criminosas
Ao comentar a operação, Trump afirmou que o objetivo é eliminar a atuação de grupos criminosos considerados ameaças à segurança regional e internacional.
Em sua publicação, o presidente declarou que integrantes do Tren de Aragua não terão mais locais seguros para se esconder na Venezuela ou em outros países. Segundo ele, os Estados Unidos continuarão perseguindo lideranças ligadas ao tráfico internacional de drogas e ao crime organizado.

A organização venezuelana tem sido associada por autoridades internacionais a atividades como tráfico de drogas, extorsão, sequestros, lavagem de dinheiro e atuação em redes criminosas espalhadas por diversos países da América Latina.
Governo venezuelano confirma ação e promete reforçar segurança
Embora utilize uma classificação diferente da adotada pelos Estados Unidos, o governo da Venezuela também se manifestou sobre o episódio.
Em comunicado oficial, as autoridades venezuelanas definiram o Tren de Aragua como uma organização criminosa e reafirmaram o compromisso de ampliar ações de segurança para garantir a proteção da população.
A nota destaca que o país continuará adotando medidas para combater grupos envolvidos em atividades ilícitas e manter a estabilidade interna.
Comando Sul teve papel central na operação
A ação foi conduzida pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, estrutura militar sediada na Flórida e responsável por operações, planejamento estratégico e cooperação em segurança envolvendo países da América Central, América do Sul e Caribe.
O órgão tem atuação frequente em missões voltadas ao combate ao narcotráfico, organizações criminosas transnacionais e ameaças à segurança regional.
A participação direta do comando em uma operação contra uma liderança do Tren de Aragua demonstra a relevância que o governo norte-americano passou a atribuir ao enfrentamento da facção.
Mudança na política dos EUA amplia cerco a facções
O anúncio ocorre poucas semanas após o Departamento de Estado dos Estados Unidos ampliar sua política de combate ao crime organizado internacional.
No fim de maio, o governo norte-americano passou a classificar organizações criminosas da América Latina sob categorias mais rígidas de segurança, incluindo grupos brasileiros como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
A medida sinaliza uma estratégia mais agressiva da administração Trump para enfrentar facções com atuação internacional, especialmente aquelas envolvidas em tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
Tren de Aragua tornou-se uma das maiores ameaças criminais da região
Originado na Venezuela, o Tren de Aragua expandiu suas atividades nos últimos anos para diversos países da América do Sul, tornando-se uma das organizações criminosas mais investigadas pelas autoridades internacionais.
O grupo ganhou notoriedade pela atuação em redes de tráfico humano, exploração sexual, extorsões e crimes relacionados à imigração irregular, além de manter vínculos com diferentes estruturas criminosas espalhadas pelo continente.
A morte de Niño Guerrero representa um dos maiores golpes já desferidos contra a organização e pode impactar diretamente sua estrutura de comando nos próximos meses.
TAGS: DONALD TRUMP, TREN DE ARAGUA, VENEZUELA, ESTADOS UNIDOS, NIÑO GUERRERO, CRIME ORGANIZADO, COMANDO SUL, SEGURANÇA INTERNACIONAL, NARCOTRÁFICO, PCC, COMANDO VERMELHO, AMÉRICA LATINA, POLÍTICA INTERNACIONAL, GUERRA AO CRIME, GEOPOLÍTICA
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