Registros publicados no Diário Oficial ampliam opções terapêuticas para doenças graves e raras, incluindo fármaco que retarda evolução do di...
Registros publicados no Diário Oficial ampliam opções terapêuticas para doenças graves e raras, incluindo fármaco que retarda evolução do diabetes tipo 1
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou três novos medicamentos voltados ao tratamento de condições graves e, em alguns casos, raras: diabetes tipo 1, câncer de mama irressecável ou metastático e angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9) e permitem que os produtos sejam comercializados no país, após a conclusão da análise de segurança, eficácia e qualidade.
Tzield®: medicamento para retardar evolução do diabetes tipo 1
Um dos destaques é o Tzield® (teplizumabe), aprovado para retardar o início do diabetes tipo 1 em estágio 3 em pacientes:
- Adultos e pediátricos a partir de 8 anos;
- Que já estejam no estágio 2 da doença.
O diabetes tipo 1 é uma enfermidade autoimune, crônica e grave, em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Costuma se manifestar na infância ou adolescência e está associada a maior risco de:
- Doenças cardíacas;
- Comprometimento renal (doença renal crônica);
- Problemas oculares, como retinopatia diabética;
- Outras complicações micro e macrovasculares.
Ao atuar nos estágios iniciais, o Tzield® busca retardar a progressão para o estágio clínico mais avançado, o que pode postergar a necessidade de insulina e reduzir o risco de complicações precoces. Detalhes sobre protocolos de uso, indicação em diretrizes nacionais e eventual incorporação ao SUS ainda dependem de avaliações posteriores.
Datroway®: nova opção para câncer de mama irressecável ou metastático
A Anvisa também aprovou o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama que apresentem as seguintes características:
- Tumor irressecável (sem possibilidade de remoção completa por cirurgia) ou metastático (espalhado para outras partes do corpo);
- Receptor hormonal positivo;
- HER2 negativo;
- Histórico de terapia endócrina prévia;
- Submissão a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável ou metastática.
Esse perfil corresponde a um grupo expressivo de pacientes com câncer de mama avançado, para os quais as opções terapêuticas vão se tornando mais limitadas à medida que as linhas de tratamento se esgotam.
O novo medicamento amplia o arsenal disponível contra a doença, especialmente em casos em que o tumor:
- Responde aos hormônios, mas
- Não superexpressa a proteína HER2, o que exclui o uso de terapias anti-HER2.
O detalhamento sobre mecanismo de ação, efeitos adversos e condições de uso será especificado em bula e em notas técnicas da própria Anvisa e de sociedades médicas.
Andembry®: prevenção de crises de angioedema hereditário
O terceiro fármaco aprovado foi o Andembry® (garadacimabe), indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH).
O AEH é:
- Uma doença genética rara;
- Caracterizada por edemas (inchaços) repentinos, dolorosos e recorrentes;
- Com crises que podem acometer:
- Pele (inchaços em extremidades, face, membros);
- Mucosas;
- Órgãos internos, incluindo vias aéreas, o que pode representar risco de vida.
A aprovação de um medicamento profilático é particularmente relevante para pacientes com AEH, pois:
- Ajuda a reduzir a frequência e a gravidade das crises;
- Diminui internações e atendimentos de emergência;
- Impacta diretamente a qualidade de vida, permitindo maior previsibilidade e segurança no dia a dia.
Próximos passos: acesso, protocolos e possível incorporação ao SUS
Com o registro concedido pela Anvisa, os medicamentos:
- Podem ser comercializados no Brasil pelas empresas detentoras do registro;
- Devem seguir as regras de prescrição, monitoramento e farmacovigilância;
- Podem, futuramente, ser avaliados pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para eventual inclusão em protocolos do Sistema Único de Saúde.
No setor privado, o acesso dependerá de políticas de preços, negociações com planos de saúde e inclusão em rol de procedimentos da ANS.
As novas aprovações reforçam o movimento de chegada ao país de terapias mais específicas e modernas, voltadas a doenças de alto impacto individual e social, como o diabetes tipo 1, o câncer de mama avançado e o angioedema hereditário.

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