Estudo reforça crescimento das cafeterias e aponta novos comportamentos de consumo e oportunidades de mercado Foto: Ped...
Estudo reforça crescimento das cafeterias e aponta novos comportamentos de consumo e oportunidades de mercado
Foto: Pedro Oliveira.
Na última sexta-feira, 24 de abril, durante a abertura do Café Fest, o maior evento sobre cafés do Centro-Oeste, realizado no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, em Goiânia, o Sebrae lançou o Boletim de Tendências Cafeterias – Valor, Experiência e Decisão no Consumo Diário. O estudo, feito pela Unidade de Gestão Estratégia UGE da instituição, foi entregue ao idealizador do evento, Pablo Jaime, e apresenta números sobre o setor, destacando mudanças no comportamento do consumidor e oportunidades para pequenos negócios.
O boletim mostra que as cafeterias deixaram de ser apenas pontos de venda e se consolidaram como espaços de convivência e experiência. O café, presente na cultura brasileira há quase três séculos, hoje é percebido como estilo de vida, identidade e até símbolo de pertencimento. “O café deixa de ser apenas uma bebida e passa a expressar estilo de vida, preferência pessoal e até sentimento de pertencimento”, afirma o gerente da UGE, Francisco Lima, que também participou do lançamento.
Segundo o estudo, o mercado global de cafeterias alcançou US$ 178 bilhões em 2024 com projeção de crescimento anual de 4,3% até 2030, e superar US$ 229 bilhões. O Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário, sendo o maior produtor e o segundo maior consumidor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, foram consumidas 21,4 milhões de sacas, mesmo diante de preços mais altos, o que reforça a relevância do café no cotidiano dos brasileiros.
Francisco destacou que no Brasil existem 482 mil empresas ligadas ao segmento, sendo 98% pequenos negócios. Em Goiás, são 19.985 estabelecimentos, dos quais 99% também de pequeno porte. “De 2020 a 2025, o setor apresentou crescimento contínuo, com aumento de 7,7% ao ano e uma expansão de 38% no número de empresas ativas”, explicou. Em 2025, o estoque de empregos no estado chegou a 15.937 postos de trabalho, evidenciando a força econômica do setor, enfatizou o gerente da UGE.
O boletim destaca tendências que moldam o consumo contemporâneo. A cafeteria é vista como “terceiro lugar”, um espaço entre casa (1º) e trabalho (2º) que oferece acolhimento e pertencimento. O bem-estar aparece como diferencial competitivo, com consumidores buscando opções equilibradas, ambientes agradáveis e atendimento fluido. A sustentabilidade, por sua vez, tornou-se componente estruturante da proposta de valor, com origem rastreável, redução de desperdícios e práticas responsáveis.
O gerente ressaltou ainda que é essencial observar as tendências de comportamento que moldam o consumo. “O consumidor de café de hoje é totalmente diferente daquele de 10 anos atrás. Ele busca qualidade, mas também experiências, bem-estar, sustentabilidade e tecnologia que reduza atritos na relação com a cafeteria”, afirmou
A valorização da origem sustentável dos grãos, o uso de tecnologia invisível para conveniência e a chamada premiumização acessível (é uma estratégia de marketing e negócios que eleva o valor de um produto ou serviço por meio de qualidade superior, sofisticação e experiências), que transforma o café especial em um pequeno luxo do cotidiano.
O boletim também aponta oportunidades em produtos prontos para beber, cafés funcionais e bebidas com ingredientes adicionais voltados à saúde e ao bem-estar. “O mais importante é traduzir essas tendências em prática, transformando-as em diferenciais competitivos para cada negócio”, concluiu Francisco.
O documento aponta ainda oportunidades em novos produtos, como cafés prontos para beber (RTD), bebidas geladas como cold brew e nitro coffee, e cafés funcionais enriquecidos com ingredientes voltados à saúde e performance. Essas inovações ampliam o repertório sensorial e aproximam o café de universos como o das bebidas energéticas e do autocuidado.
Para os pequenos negócios, o boletim sugere cinco diretrizes práticas: investir em design e diferenciação para sustentar a premiumização; adotar segmentação orientada por comportamento e renda; definir posicionamento claro em um mercado híbrido; integrar a jornada entre físico e digital; e apostar em colaboração local como estratégia de fortalecimento competitivo. “O mais importante é traduzir essas tendências em prática, transformando-as em diferenciais competitivos para cada negócio”, conclui Francisco.
SERVIÇO
Lançamento Boletim de Tendências Cafeterias - Valor, Experiência e Decisão no Consumo Diário
Acesse o Boletim: https://bit.ly/4mZb1Ru
Na última sexta-feira, 24 de abril, durante a abertura do Café Fest, o maior evento sobre cafés do Centro-Oeste, realizado no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, em Goiânia, o Sebrae lançou o Boletim de Tendências Cafeterias – Valor, Experiência e Decisão no Consumo Diário. O estudo, feito pela Unidade de Gestão Estratégia UGE da instituição, foi entregue ao idealizador do evento, Pablo Jaime, e apresenta números sobre o setor, destacando mudanças no comportamento do consumidor e oportunidades para pequenos negócios.
O boletim mostra que as cafeterias deixaram de ser apenas pontos de venda e se consolidaram como espaços de convivência e experiência. O café, presente na cultura brasileira há quase três séculos, hoje é percebido como estilo de vida, identidade e até símbolo de pertencimento. “O café deixa de ser apenas uma bebida e passa a expressar estilo de vida, preferência pessoal e até sentimento de pertencimento”, afirma o gerente da UGE, Francisco Lima, que também participou do lançamento.
Segundo o estudo, o mercado global de cafeterias alcançou US$ 178 bilhões em 2024 com projeção de crescimento anual de 4,3% até 2030, e superar US$ 229 bilhões. O Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário, sendo o maior produtor e o segundo maior consumidor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, foram consumidas 21,4 milhões de sacas, mesmo diante de preços mais altos, o que reforça a relevância do café no cotidiano dos brasileiros.
Francisco destacou que no Brasil existem 482 mil empresas ligadas ao segmento, sendo 98% pequenos negócios. Em Goiás, são 19.985 estabelecimentos, dos quais 99% também de pequeno porte. “De 2020 a 2025, o setor apresentou crescimento contínuo, com aumento de 7,7% ao ano e uma expansão de 38% no número de empresas ativas”, explicou. Em 2025, o estoque de empregos no estado chegou a 15.937 postos de trabalho, evidenciando a força econômica do setor, enfatizou o gerente da UGE.
O boletim destaca tendências que moldam o consumo contemporâneo. A cafeteria é vista como “terceiro lugar”, um espaço entre casa (1º) e trabalho (2º) que oferece acolhimento e pertencimento. O bem-estar aparece como diferencial competitivo, com consumidores buscando opções equilibradas, ambientes agradáveis e atendimento fluido. A sustentabilidade, por sua vez, tornou-se componente estruturante da proposta de valor, com origem rastreável, redução de desperdícios e práticas responsáveis.
O gerente ressaltou ainda que é essencial observar as tendências de comportamento que moldam o consumo. “O consumidor de café de hoje é totalmente diferente daquele de 10 anos atrás. Ele busca qualidade, mas também experiências, bem-estar, sustentabilidade e tecnologia que reduza atritos na relação com a cafeteria”, afirmou
A valorização da origem sustentável dos grãos, o uso de tecnologia invisível para conveniência e a chamada premiumização acessível (é uma estratégia de marketing e negócios que eleva o valor de um produto ou serviço por meio de qualidade superior, sofisticação e experiências), que transforma o café especial em um pequeno luxo do cotidiano.
O boletim também aponta oportunidades em produtos prontos para beber, cafés funcionais e bebidas com ingredientes adicionais voltados à saúde e ao bem-estar. “O mais importante é traduzir essas tendências em prática, transformando-as em diferenciais competitivos para cada negócio”, concluiu Francisco.
O documento aponta ainda oportunidades em novos produtos, como cafés prontos para beber (RTD), bebidas geladas como cold brew e nitro coffee, e cafés funcionais enriquecidos com ingredientes voltados à saúde e performance. Essas inovações ampliam o repertório sensorial e aproximam o café de universos como o das bebidas energéticas e do autocuidado.
Para os pequenos negócios, o boletim sugere cinco diretrizes práticas: investir em design e diferenciação para sustentar a premiumização; adotar segmentação orientada por comportamento e renda; definir posicionamento claro em um mercado híbrido; integrar a jornada entre físico e digital; e apostar em colaboração local como estratégia de fortalecimento competitivo. “O mais importante é traduzir essas tendências em prática, transformando-as em diferenciais competitivos para cada negócio”, conclui Francisco.
SERVIÇO
Lançamento Boletim de Tendências Cafeterias - Valor, Experiência e Decisão no Consumo Diário
Acesse o Boletim: https://bit.ly/4mZb1Ru
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