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Frio intensifica dores crônicas e exige adaptação na rotina de pacientes no DF

Movimento, hidratação e proteção contra as baixas temperaturas ajudam a reduzir desconfortos e preservar a qualidade de vida Por Matheus Sal...

Movimento, hidratação e proteção contra as baixas temperaturas ajudam a reduzir desconfortos e preservar a qualidade de vida

Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil

Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, tem fibromialgia e artrose e sofre com a chegada do frio | Foto: Divulgação IgesDF

A chegada dos meses mais frios no Distrito Federal traz um desafio extra para quem convive com doenças crônicas, como fibromialgia, artrose e outras condições reumáticas. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), pacientes relatam aumento de dores, rigidez muscular e desconforto nas articulações durante o inverno – um cenário que, segundo especialistas, está mais ligado às respostas naturais do organismo ao frio do que a um agravamento direto das doenças.

Dores mais intensas no inverno

Há oito anos em acompanhamento no HRSM, Cláudia Cordeiro da Silva, 60 anos, convive com fibromialgia e artrose nas mãos e sente na prática o impacto das baixas temperaturas. “Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”, relata.

Situações como a de Cláudia são comuns entre pessoas com doenças crônicas. No inverno, além do aumento de problemas respiratórios, cresce a queixa de rigidez muscular, desconforto articular e piora de sintomas pré-existentes, especialmente em quem já tem histórico de dor.

Por que o frio aumenta a sensação de dor?

A reumatologista Rafaela Cruz, do HRSM – unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) –, explica que a piora dos sintomas nem sempre significa que a doença ficou mais grave. Na maioria dos casos, trata-se de uma reação fisiológica do corpo às temperaturas mais baixas.

“A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”, detalha a médica. Além disso, para preservar o calor interno, o organismo tende a reduzir a circulação sanguínea em regiões periféricas, como mãos e pés, o que aumenta a sensibilidade e pode intensificar a percepção da dor.

Rafaela destaca ainda que a influência do frio não é igual para todas as pessoas. “O frio e a dor são experiências muito subjetivas. Algumas pessoas sentem um impacto maior das baixas temperaturas, enquanto outras praticamente não percebem diferença”, aponta.

Manter-se ativo e aquecido é fundamental

Durante o inverno, é comum diminuir a prática de atividades físicas, ficar mais tempo sentado em casa e evitar sair à rua. Essa redução do movimento, porém, pode agravar a sensação de rigidez e desconforto.

“Quando nos movimentamos, melhoramos a circulação sanguínea e favorecemos a chegada de oxigênio aos tecidos, inclusive nas extremidades do corpo. Por isso, permanecer ativo e aquecido ajuda a reduzir a rigidez muscular e a sensação de dor”, orienta a reumatologista.

Mesmo sem praticar exercícios físicos de forma regular, Cláudia tenta manter uma rotina minimamente ativa. “Eu procuro caminhar quando preciso resolver alguma coisa e nunca saio sem me agasalhar bem. Percebo que, quando me mantenho aquecida e me movimento um pouco mais, as dores ficam mais suportáveis”, conta.

Hidratação e cuidados diários no inverno

Outro cuidado essencial é a hidratação. No frio, a sensação de sede costuma diminuir, mas o consumo adequado de água continua sendo indispensável para o bom funcionamento do organismo, incluindo músculos e articulações.

Segundo Rafaela, medidas simples podem fazer diferença:

  • manter-se fisicamente ativo, dentro dos limites de cada pessoa;
  • usar roupas adequadas para proteger do frio, especialmente pés e mãos;
  • manter boa hidratação ao longo do dia;
  • evitar permanecer longos períodos na mesma posição;
  • procurar orientação médica em caso de dor persistente ou de mudanças importantes nos sintomas.

“Com medidas simples, como permanecer ativo, hidratado e protegido do frio, é possível minimizar os efeitos das baixas temperaturas e atravessar o inverno com mais conforto e qualidade de vida”, conclui a especialista.

Onde buscar atendimento na rede pública

Pessoas que apresentam dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa para avaliação inicial. Na consulta, o profissional poderá solicitar exames, orientar mudanças de hábitos e, se necessário, encaminhar o paciente para atendimento especializado em reumatologia ou outras áreas da rede pública de saúde do DF.

O acompanhamento adequado ajuda a identificar precocemente problemas articulares e musculares, ajustar tratamentos e orientar estratégias para que o inverno não comprometa a rotina e a qualidade de vida de quem vive com dor crônica.

TAGS: SAÚDE DA MULHER, DORES CRÔNICAS, FRIO E SAÚDE, FIBROMIALGIA, ARTROSE, HOSPITAL REGIONAL DE SANTA MARIA, IGES DF, REUMATOLOGIA, INVERNO NO DF, QUALIDADE DE VIDA, HIDRATAÇÃO, ATIVIDADE FÍSICA, SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, UBS, DISTRITO FEDERAL

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