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Inteligência artificial amplia risco de fake news nas eleições de 2026, alertam especialistas

Especialistas veem desafio crescente para o TSE diante do avanço de deepfakes, desinformação e baixo letramento digital no país Por Anderson...

Especialistas veem desafio crescente para o TSE diante do avanço de deepfakes, desinformação e baixo letramento digital no país

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

O avanço da inteligência artificial nas campanhas eleitorais brasileiras acendeu um alerta entre especialistas em direito eleitoral, ciência política e combate à desinformação. Com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando, cresce a preocupação sobre o uso da tecnologia para produção de fake news, manipulação digital e disseminação de conteúdos falsos em larga escala.

Prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O tema deve se tornar um dos principais desafios da gestão do ministro Nunes Marques à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela organização e fiscalização do processo eleitoral brasileiro.

Especialistas alertam para crescimento de manipulações digitais

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o uso da inteligência artificial pode elevar significativamente o nível de sofisticação das campanhas de desinformação até outubro, especialmente em um cenário de forte polarização política e baixo letramento digital da população.

O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, comparou a disputa entre manipulação tecnológica e fiscalização eleitoral a uma corrida permanente entre “doping e antidoping”.

“O doping sempre está um pouco à frente do antidoping”, explicou o especialista ao destacar que novas formas de manipulação surgem constantemente antes que os mecanismos de controle consigam identificá-las.

Deepfakes e IA preocupam Justiça Eleitoral

A principal preocupação envolve o uso de ferramentas de inteligência artificial para criação de deepfakes — vídeos, imagens e áudios falsificados digitalmente com aparência extremamente realista.

Especialistas avaliam que a velocidade de disseminação desses conteúdos nas redes sociais pode dificultar respostas rápidas da Justiça Eleitoral e das plataformas digitais.

O professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirmou que o TSE precisará de estrutura técnica altamente qualificada para enfrentar o desafio.

“Fico com dúvida se toda a burocracia será suficiente para dar conta de tudo”, ponderou o acadêmico ao comentar o avanço das tecnologias de manipulação digital.

Nunes Marques terá combate à IA nociva como prioridade

Segundo informações da assessoria do ministro Nunes Marques, o enfrentamento aos efeitos negativos da inteligência artificial nas eleições está entre as três principais prioridades da nova gestão do TSE.

Além do combate à desinformação, o ministro pretende ampliar o diálogo entre os tribunais regionais eleitorais e fortalecer o direito de resposta durante as campanhas.

Especialistas avaliam que a atuação da Corte poderá definir o nível de intervenção da Justiça Eleitoral nas redes sociais durante o período eleitoral.

Debate sobre liberdade de expressão deve ganhar força

O tema também reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão e combate à desinformação.

Para Jonatas Moreth, existe preocupação sobre a possibilidade de um ambiente digital se transformar em espaço de ataques pessoais, mentiras e campanhas de manipulação.

“Quando é uma arena de ofensa e mentira, há um grau de preocupação”, alertou.

Já o cientista político Marcus Ianoni afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como justificativa para práticas ilegais.

“A liberdade de expressão não pode viabilizar mentiras, calúnia, difamação e injúria”, destacou o professor.

Pesquisas eleitorais também entram no radar

Outro ponto considerado sensível pelos especialistas envolve a divulgação de pesquisas eleitorais.

Há receio sobre o uso de levantamentos fraudulentos ou clandestinos para influenciar o comportamento do eleitorado durante a campanha.

Embora a legislação exija registro oficial das pesquisas na Justiça Eleitoral, especialistas afirmam que ainda existem fragilidades nos mecanismos de auditoria e fiscalização.

“A gente ainda não encontrou uma fórmula que preserve autonomia das empresas e garanta fiscalização mais eficiente”, afirmou Jonatas Moreth.

TSE deve reforçar monitoramento digital em 2026

A expectativa é que o Tribunal Superior Eleitoral amplie mecanismos de monitoramento digital, cooperação com plataformas tecnológicas e uso de inteligência artificial para rastrear conteúdos ilegais.

As eleições de 2026 podem se tornar um dos maiores testes da história recente da democracia brasileira diante do avanço acelerado das tecnologias de manipulação digital.

Especialistas defendem investimentos em educação midiática, fortalecimento institucional e respostas rápidas da Justiça Eleitoral para reduzir os impactos da desinformação no processo democrático.

Polarização política aumenta desafios eleitorais

O ambiente político polarizado também é apontado como fator que amplia a vulnerabilidade da população à circulação de conteúdos manipulados.

Analistas avaliam que a combinação entre inteligência artificial, redes sociais e baixo nível de verificação de informações pode gerar forte impacto sobre o debate público e a confiança no processo eleitoral.

O TSE deverá atuar em parceria com órgãos de fiscalização, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa para tentar conter os efeitos das fake news durante a campanha presidencial.

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