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Exposição dos Povos da Floresta ocupa Memorial dos Povos Indígenas em Brasília

Mostra gratuita reúne artistas indígenas e povos tradicionais da Amazônia, com obras, curtas e experiências em realidade virtual até 27 de s...

Mostra gratuita reúne artistas indígenas e povos tradicionais da Amazônia, com obras, curtas e experiências em realidade virtual até 27 de setembro

Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil

Brasília passa a integrar, a partir desta quarta-feira (29), a rota da Exposição dos Povos da Floresta, mostra que traz ao Memorial dos Povos Indígenas (MPI) um encontro potente entre arte, ancestralidade, território e memória. Com entrada gratuita e visitação até 27 de setembro, a exposição é parte da Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta e apresenta um amplo panorama das expressões culturais amazônicas em diferentes linguagens artísticas.

Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o festival promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso à arte produzida pelos povos da floresta em diversas regiões do país.

A cerimônia de abertura será realizada na terça-feira (28), das 19h às 21h, reunindo artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.

Arte amazônica em múltiplas linguagens

A Exposição dos Povos da Floresta constrói um percurso sensório e imersivo que aproxima o visitante das diferentes narrativas, cosmologias e modos de vida da Amazônia. O conjunto de obras reúne:

  • fotografias;
  • pinturas;
  • esculturas;
  • instalações;
  • registros audiovisuais;
  • experiências em realidade virtual;
  • curtas-metragens.

Entre os destaques estão trabalhos de artistas como:

  • Gustavo Caboco;
  • Paula Sampaio;
  • Will Arehj;
  • Wauto Am;

além do acervo fotográfico da Rioterra, com obras de:

  • Marcela Bonfim;
  • Alexis Bastos;
  • Fred Bastos;
  • Alexandre Rotuno;
  • e do próprio Will Arehj.

Diversidade de territórios e artistas da Amazônia

A mostra reúne criadores de diferentes estados da região amazônica, refletindo a pluralidade estética, cultural e territorial do bioma. Participam artistas de:

  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Amapá;
  • Pará;

com nomes como:

  • Saulo de Souza;
  • Rafael Prado;
  • Evandro Câmara;
  • Bototo;
  • Avener Prado;
  • Isaías Miliano;
  • Pedro Macuxi;
  • Kaiwino Wiz (Georgina);
  • Vinícius Kenede;
  • Caripoune Yermollay;
  • Ya Juarez;
  • Keyla Palikur;
  • Thay Ptit;
  • Hugo Figueiredo;
  • Gilson Tupinambá, entre outros.

Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta já percorreu:

  • Porto Velho (RO);
  • Boa Vista (RR);
  • Macapá (AP);
  • Belém (PA);

incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território.

Em Brasília, essas experiências convergem em uma mostra que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.

Arte como memória, resistência e produção de conhecimento

Mais do que apresentar obras, a exposição propõe uma reflexão profunda sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando:

  • memórias coletivas e individuais;
  • cosmologias e espiritualidades;
  • formas de resistência frente às pressões ambientais e sociais;
  • modos de produzir conhecimento por meio da arte.

O visitante é convidado a repensar a relação com a floresta, com os povos originários e com os territórios, compreendendo a arte amazônica como instrumento de afirmação identitária e debate político e cultural.

Programação audiovisual e realidade virtual

Além dos trabalhos expostos nas salas do MPI, a programação inclui:

  • exibição de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas centrais da mostra;

  • uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais, permitindo que o público conheça:

    • paisagens amazônicas;
    • saberes tradicionais;
    • vivências comunitárias;

por meio de tecnologia imersiva e interativa.

Acessibilidade e democratização do acesso à cultura

Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a Exposição dos Povos da Floresta contará com recursos de acessibilidade, incluindo:

  • intérpretes de Libras;
  • audiodescrição das obras por QR Code.

Com isso, pessoas com deficiência visual e auditiva terão acesso ampliado às narrativas e ao conteúdo artístico da mostra.

Ao reunir diferentes linguagens, territórios e experiências, o Festival dos Povos da Floresta reforça o protagonismo dos povos amazônicos e amplia a circulação de suas produções, aproximando o público brasiliense da riqueza cultural da região.

Serviço – Exposição dos Povos da Floresta

  • Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
  • Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
  • Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
  • Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h
  • Entrada: gratuita

TAGS: EXPOSIÇÃO DOS POVOS DA FLORESTA, MEMORIAL DOS POVOS INDÍGENAS, AMAZÔNIA, POVOS INDÍGENAS, ARTE CONTEMPORÂNEA, FOTOGRAFIA, REALIDADE VIRTUAL, FESTIVAL DOS POVOS DA FLORESTA, ACESSIBILIDADE, CULTURA, DISTRITO FEDERAL

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