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Marconi critica desvalorização de policiais em Goiás e questiona pesquisa Quaest sobre cenário político de 2026

Pré-candidato aponta divergência entre propaganda oficial e realidade da segurança pública, contesta uso político de pesquisas eleitorais e...

Pré-candidato aponta divergência entre propaganda oficial e realidade da segurança pública, contesta uso político de pesquisas eleitorais e defende independência em relação a Lula e Bolsonaro

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

Em entrevista à Rádio BandNews, na manhã da última quinta-feira (23), o ex-governador e pré-candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que os profissionais da segurança pública vivem um cenário de desvalorização no estado e, em paralelo, divulgou por meio de sua coordenação de pré-campanha uma nota crítica à pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta semana, que mede o humor do eleitorado goiano para as eleições de 2026. Para Marconi, há um descompasso entre a narrativa oficial do governo, a realidade enfrentada por policiais e servidores e a forma como institutos de pesquisa têm sido utilizados no debate eleitoral.

Segurança pública: crítica à desvalorização e uso político das corporações

Durante a entrevista, Marconi Perillo afirmou que há um distanciamento crescente entre o discurso do governo sobre segurança pública e o cotidiano das forças policiais em Goiás. Segundo ele, a imagem de eficiência e investimentos exibida na propaganda institucional não se reflete na valorização concreta dos profissionais.

“As forças policiais estão sendo usadas como propaganda do governo, enquanto os profissionais enfrentam a falta de valorização”, declarou o pré-candidato, ao apontar que a base da estrutura de segurança – policiais civis, militares, penais e demais servidores – convive com frustrações salariais e sensação de abandono.

Um dos pontos centrais da crítica é a ausência do pagamento da data-base, mecanismo que recompõe perdas inflacionárias e é considerado, por categorias do funcionalismo, um pilar mínimo de respeito ao servidor. Marconi afirma que a não implementação da data-base tem ampliado a insatisfação dentro das corporações e alimentado um “sentimento de revolta” entre os profissionais.

O ex-governador relembrou que, em seus mandatos, promoveu reestruturações na área, com concursos públicos, aquisição de equipamentos, melhoria de condições de trabalho e políticas de aumento salarial. Para ele, qualquer promessa de avanço na segurança pública precisa, antes de tudo, passar pela valorização efetiva de quem está nas ruas.

“Segurança pública se faz principalmente com respeito a quem está na linha de frente”, reforçou, ao defender que a política de segurança não pode se limitar a ações midiáticas, mas deve incluir planejamento, investimento e diálogo permanente com as corporações.

Nota da pré-campanha questiona leitura da pesquisa Quaest

Paralelamente às críticas à gestão da segurança no estado, a coordenação da pré-campanha de Marconi Perillo divulgou uma extensa nota sobre a pesquisa Quaest/Genial, divulgada recentemente, que avaliou cenário eleitoral e avaliação de governo em Goiás. O texto afirma respeitar o papel das pesquisas como instrumentos do processo democrático, mas sustenta que a leitura dos dados precisa ser feita com “franqueza” e “prudência”.

A nota começa destacando uma aparente contradição: embora o levantamento registre 84% de aprovação ao atual governo estadual, 64% dos entrevistados declararam querer mudança no próximo governo – sendo 25% favoráveis a uma mudança total. Apenas cerca de um terço gostaria da continuidade integral da atual gestão.

Segundo a coordenação, isso evidencia que aprovação de desempenho e desejo de reeleger o mesmo grupo político são coisas diferentes. O eleitor, afirma o texto, “reconhece o que existe e, ao mesmo tempo, quer mais. Quer ir além”.

Eleitor pede independência e rejeita “carimbo de Brasília”, diz coordenação

Outro ponto explorado na nota é o perfil de governador desejado pelo eleitorado goiano. De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados disseram preferir um governador independente, que não esteja alinhado nem ao presidente Lula nem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda conforme o texto, a mesma pesquisa mostra que 37% dos eleitores identificam um dos pré-candidatos como herdeiro político direto do atual governo, contra apenas 2% que veem essa associação em Marconi Perillo. Na interpretação da coordenação, isso revela um cenário de “fenda” e não de decisão consolidada.

“O eleitor goiano não quer carimbo de Brasília. Quer um governador que olhe para Goiás antes de olhar para qualquer padrinho”, afirma a nota, reforçando o discurso de independência em relação às principais lideranças nacionais.

Alto índice de indecisos: “fotografia de um eleitorado em formação”

A coordenação também chama atenção para o volume de indecisos registrado pelo próprio levantamento. Segundo a Quaest, 84% dos goianos ainda não apontaram espontaneamente em quem pretendem votar para governador, e 52% admitem que podem mudar de escolha até outubro.

Para a pré-campanha, esses números mostram que o cenário está em “formação” e que qualquer tentativa de tratar a pesquisa atual como “sentença de urna” seria tendenciosa. “A pesquisa fotografa um eleitorado em formação. Não uma decisão tomada”, diz o texto.

Com isso, a avaliação é de que, a seis meses da eleição, o debate ainda não está completamente posto, e que a disputa tende a se reorganizar conforme a campanha avance, as propostas sejam apresentadas e o eleitor tenha contato mais direto com os candidatos.

Calendário eleitoral e histórico de viradas em Goiás

A nota também aborda o fator temporal: pesquisas divulgadas em abril, segundo a coordenação, refletem um momento em que o eleitorado “ainda não entrou plenamente no debate eleitoral”. O texto lembra que, tanto no histórico de Goiás quanto em outros estados, levantamentos feitos no primeiro semestre já apresentaram cenários que não se confirmaram nas urnas, com viradas significativas na reta final.

A própria série da Quaest em Goiás, segundo a coordenação, já mostrou movimentações expressivas entre abril e outubro em pleitos anteriores, com candidatos que lideravam no início sendo ultrapassados mais adiante. “Tratar uma fotografia de abril como sentença de outubro é desrespeitar a inteligência do eleitor goiano”, afirma a nota.

Questionamentos sobre o instituto e uso das pesquisas no debate público

Sem fazer acusação direta, a coordenação de Marconi Perillo menciona diferenças “sensivelmente distintas” entre aferições recentes da Quaest em Goiás, feitas em intervalos curtos, em pontos que – segundo o texto – não se explicariam apenas pela passagem do tempo.

A avaliação é de que esse quadro deve servir de alerta para uma leitura mais cautelosa dos dados, reforçando o argumento de que pesquisa deve ser vista como instrumento de aferição, e não como “ferramenta de pressão” sobre o eleitor. A nota critica especificamente o uso dos números para induzir voto útil em primeiro turno, o que, na visão da pré-campanha, distorce a função democrática desses levantamentos.

Ambiente de comunicação e peso da máquina pública

Outro aspecto destacado é o ambiente em que a pesquisa foi produzida e divulgada. A coordenação aponta que Goiás vive, há anos, um “esforço publicitário governamental de proporções inéditas”, com verbas oficiais movimentando, em volume expressivo, a mesma cadeia de comunicação que produz e repercute pesquisas de opinião.

O texto ressalta que essa observação não visa desqualificar nenhum ator individualmente, mas insiste que o contexto em que a opinião pública é medida “importa”. “Pressão de máquina não é detalhe técnico. É fator de campo”, registra a nota, sugerindo que a exposição intensiva da imagem do governo pode influenciar momentaneamente a percepção do eleitorado.

Perfil conservador do eleitorado goiano e trajetória política

A coordenação também relembra que Goiás é considerado um dos estados mais conservadores do país, com esse perfil ideológico consolidado em diferentes eleições recentes – 2018, 2020, 2022 e 2024. Nesse contexto, a nota considera “estranho” que a fotografia atual das intenções de voto não reflita com clareza essa orientação conservadora.

O texto enfatiza que Marconi Perillo construiu, em quatro mandatos, uma trajetória de oposição “firme e consistente” ao PT, enquanto o vice-governador Daniel Vilela, citado como potencial herdeiro político da atual gestão, é filiado ao MDB, partido que protagonizou alianças com o PT em diferentes momentos, no plano nacional e em estados.

“Esses são fatos públicos. O eleitor goiano os conhece, e vai pesá-los na hora certa”, afirma a coordenação, apostando que o histórico político e o posicionamento ideológico pesarão mais fortemente à medida que a campanha se aproxime do período oficial.

Ruas x pesquisas: discrepância entre rejeição medida e receptividade

A nota destaca ainda a experiência direta da pré-campanha de Marconi no interior do estado. Segundo o documento, a equipe tem percorrido municípios, realizando encontros com lideranças e conversas com a população, e o ambiente encontrado nas agendas seria “incompatível” com o índice de rejeição atribuído ao ex-governador pela pesquisa Quaest.

“Há respeito, há acolhida, há reconhecimento”, relata o texto. A coordenação faz uma distinção entre o que chama de “pesquisa que mede declaração” e a “rua que mede vínculo”, defendendo que os dois elementos precisam “conversar”. Quando isso não ocorre, afirma, é o levantamento que deve ser reavaliado com “cuidado redobrado”.

O que está em jogo em 2026, segundo a pré-campanha

Ao final, a coordenação de Marconi Perillo sustenta que a disputa em Goiás não se resume a uma confrontação de nomes – “não é Marconi contra Daniel” –, mas a uma escolha sobre o “tamanho do futuro” que o estado pretende construir a partir de 2026.

O texto elenca desafios como a situação das estradas estaduais, que ainda registram acidentes graves, a instabilidade na oferta de serviços de saúde pública, o alto custo de vida e as desigualdades enfrentadas pelo entorno do Distrito Federal, frequentemente tratado, segundo a nota, como “periferia distante”.

A mensagem central é de que “Goiás está bom, mas pode ser muito melhor”, em uma crítica indireta à ideia de que a aprovação ao governo atual significaria satisfação plena com o estágio de desenvolvimento do estado.

Eleitor como protagonista da decisão final

A coordenação conclui reafirmando que a eleição de 2026 não será definida em abril, mas pelo eleitor goiano “na hora certa”, à medida que cada candidatura apresente sua trajetória, projetos e compromissos. O texto expressa confiança no julgamento do eleitor e reforça que é a ele que a pré-campanha continuará dirigindo suas propostas e críticas – tanto na área de segurança pública, com a defesa da valorização dos policiais, quanto no debate sobre pesquisas, comunicação e direção política de Goiás nos próximos anos.

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