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Petróleo dispara e se aproxima de alta histórica em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

Cotações do Brent e WTI sobem mais de 15%, com risco de recorde em um único dia; conflito envolvendo EUA, Israel e Irã ameaça fluxo pelo Est...

Cotações do Brent e WTI sobem mais de 15%, com risco de recorde em um único dia; conflito envolvendo EUA, Israel e Irã ameaça fluxo pelo Estreito de Ormuz

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

Os preços internacionais do petróleo entraram em forte disparada nesta segunda-feira (9), pressionados pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e pelo temor de interrupções prolongadas no transporte marítimo na região do Golfo Pérsico. Em meio a cortes de produção de importantes exportadores e ataques a instalações de energia, o mercado já trabalha com a possibilidade de um salto diário recorde nas cotações.

Petróleo do Irâ e o Estreito de Ormuz | Foto: https://petronoticias.com.br

Brent e WTI passam de US$ 100 e caminham para maior alta diária da história

No início da tarde, os contratos futuros do Brent, referência global, subiam US$ 15,51, alta de 16,7%, sendo negociados a US$ 108,20 por barril – movimento que coloca a commodity “a caminho do maior salto de todos os tempos em um único dia”.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançava US$ 14,23, ou 15,7%, para US$ 105,13 o barril. Em termos percentuais, o WTI chegou a acumular 31,4% de alta na sessão, batendo máxima intradiária de US$ 119,48. O Brent, por sua vez, atingiu US$ 119,50, com ganho de até 29% no dia.

Antes mesmo desse novo choque, as cotações já vinham em forte trajetória de alta: na semana anterior, o Brent havia subido 27%, enquanto o WTI acumulava valorização de 35,6%, patamares não vistos desde meados de 2022.

Estreito de Ormuz no foco: um quinto do petróleo mundial em risco

O epicentro da preocupação do mercado é o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. A expansão da guerra e os ataques na região provocaram:

  • Interrupções e atrasos no tráfego de navios-tanque
  • Aumento expressivo do risco de segurança para embarcações
  • Elevação da vulnerabilidade de países asiáticos, altamente dependentes do petróleo do Oriente Médio

Analistas apontam que qualquer prolongamento da paralisação ou restrição de fluxo no estreito tende a sustentar, ou mesmo ampliar, a pressão de alta sobre os preços.

“A menos que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz sejam retomados em breve e que as tensões regionais diminuam, é provável que a pressão de alta sobre os preços persista”, avaliou Vasu Menon, diretor‑gerente de estratégia de investimentos do banco OCBC, em Singapura.

Cortes de produção e ataques a instalações aumentam incerteza

O choque de preços é alimentado não só pelo risco logístico, mas também pela redução efetiva da oferta:

  • Iraque e Kuwait iniciaram cortes na produção de petróleo;
  • O movimento soma-se às reduções de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, já afetado pela guerra;
  • Analistas acreditam que Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita podem ser obrigados a reduzir a produção em breve, por estarem próximos do limite de armazenamento.

Além disso, a região registrou ataques e incidentes em instalações críticas de energia:

  • A refinaria Bapco, no Bahrein, anunciou interrupção de operações por força maior, após um ataque ao complexo;
  • Na zona petrolífera de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um incêndio foi registrado em área industrial após queda de detritos;
  • O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter interceptado, por meio da plataforma X, um drone que se dirigia ao campo petrolífero de Shaybah.

Esses episódios aumentam a percepção de vulnerabilidade da infraestrutura de produção e refino, adicionando prêmio de risco às cotações.

G7 e AIE estudam liberar reservas; Arábia Saudita oferece petróleo imediato

Diante do salto dos preços e da ameaça de choque de oferta, o Grupo dos Sete (G7) e a Agência Internacional de Energia (AIE) discutem, segundo o Financial Times, uma liberação conjunta de reservas estratégicas de petróleo, medida que já foi utilizada em crises anteriores para aliviar a pressão no mercado físico.

Ao mesmo tempo, a estatal Saudi Aramco colocou à disposição cargas imediatas de petróleo bruto por meio de uma série de licitações, tentativa de atender compradores e atenuar a escassez pontual.

Essas ações ajudaram a moderar parcialmente a escalada intradiária das cotações, mas não foram suficientes para reverter a tendência geral de alta.

Política interna do Irã adiciona combustível ao risco geopolítico

O cenário geopolítico ficou ainda mais carregado com a nomeação de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo Ali Khamenei, como seu sucessor. Para analistas, o movimento sinaliza a continuidade de uma linha dura em Teerã, justamente uma semana após o início do conflito direto com EUA e Israel.

“Com a nomeação do filho do falecido líder, o objetivo do presidente dos EUA, Donald Trump, de mudança de regime no Irã tornou-se mais difícil”, avaliou Satoru Yoshida, analista de commodities da Rakuten Securities.

Na visão de Yoshida, essa leitura acelerou a compra de contratos de petróleo, diante da expectativa de que o Irã:

  • Mantenha o fechamento parcial ou total do Estreito de Ormuz;
  • Ataque instalações de outros produtores da região, como ocorreu na semana anterior.

O analista projeta que o WTI pode chegar a US$ 120 e, em seguida, a US$ 130 por barril em curto espaço de tempo, caso o conflito persista ou se intensifique.

Mercado à espera de respostas coordenadas

Com o petróleo operando mais de 15% acima dos níveis vistos desde 2022 e a possibilidade de um recorde histórico de alta diária, investidores e governos monitoram:

  • Reuniões do G7 e da AIE sobre uso de reservas estratégicas;
  • Eventuais decisões da Opep+ sobre produção;
  • Novos ataques ou bloqueios a rotas marítimas cruciais;
  • A postura de grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Irã.

Enquanto não houver sinais claros de desescalada militar e de normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz, o consenso entre analistas é que o preço do petróleo seguirá pressionado, com impacto potencial sobre inflação global, custos de transporte e políticas de juros em diversos países.


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