Mais de 1 milhão de novas empresas foram formalizadas; MEI lidera com quase 80% dos registros, puxado pelo setor de serviços Por Anderson Mi...
Mais de 1 milhão de novas empresas foram formalizadas; MEI lidera com quase 80% dos registros, puxado pelo setor de serviços
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
O Brasil registrou um novo recorde na abertura de pequenos negócios nos dois primeiros meses de 2026. Dados da Receita Federal, compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostram que mais de 1,033 milhão de empresas foram formalizadas em janeiro e fevereiro, somando microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).
O volume é 3% superior ao recorde anterior, registrado no primeiro bimestre de 2025, e reforça o protagonismo dos pequenos negócios na economia nacional.
Pequenos negócios são 97,3% das novas pessoas jurídicas
Segundo o levantamento do Sebrae, 97,3% de todos os cadastros de pessoas jurídicas feitos no período correspondem a pequenos negócios — MEI, microempresas e empresas de pequeno porte. A distribuição por tipo jurídico confirma a predominância dos empreendedores individuais:
- Microempreendedor individual (MEI): 79,5% das formalizações
- Microempresas (ME): 17%
- Empresas de pequeno porte (EPP): 3,5%
As três categorias se diferenciam principalmente por limites de faturamento anual e número de empregados, além de regras tributárias específicas no âmbito do Simples Nacional.
MEI lidera formalização do trabalho por conta própria
Criada para tirar da informalidade trabalhadores autônomos e pequenos prestadores de serviço, a figura do microempreendedor individual tem regras próprias:
- Faturamento de até R$ 81 mil por ano;
- Permissão para contratar no máximo um funcionário;
- Enquadramento restrito a atividades previstas em regulamentação específica.
O forte peso do MEI na estatística de novos negócios revela a importância do trabalho por conta própria na dinâmica econômica e na geração de renda, especialmente em tempos de mercado de trabalho ainda em recuperação.
Já as microempresas podem faturar até R$ 360 mil anuais, enquanto as empresas de pequeno porte alcançam até R$ 4,8 milhões por ano. De acordo com dados de 2025 do Sebrae, micro e pequenas empresas foram responsáveis por mais de 80% do saldo de contratações formais do país no ano passado, reafirmando seu papel como principal motor de geração de empregos.
Serviços puxam novos CNPJs; logística, transporte e publicidade se destacam
Considerando apenas os microempreendedores individuais, o setor de serviços segue como o grande protagonista. Em fevereiro, a distribuição das novas formalizações foi a seguinte:
- Serviços: 65%
- Comércio: 19,6%
- Indústria: 7,6%
- Construção: 6,8%
A análise por atividade econômica mostrou que, entre os MEIs, ganharam destaque:
- Serviços de malote e entrega (incluindo entregadores e logística urbana);
- Transporte rodoviário de carga;
- Atividades ligadas à publicidade.
O cenário reflete tendências como:
- Expansão do comércio eletrônico e da logística de última milha;
- Crescimento da economia de aplicativos;
- Aumento da demanda por marketing digital e serviços de comunicação para pequenos negócios.
Saúde e serviços administrativos crescem entre micro e pequenas empresas
Entre microempresas e empresas de pequeno porte, o estudo apontou concentração em áreas de maior qualificação técnica e de suporte a outras atividades econômicas. As principais aberturas ocorreram em:
- Atenção ambulatorial realizada por médicos e odontólogos;
- Serviços combinados de escritório e apoio administrativo;
- Outras atividades de saúde, exceto médicos e odontólogos (como fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, entre outras).
Esse movimento indica:
- Crescente formalização de profissionais da saúde que empreendem em consultórios e clínicas;
- Demanda maior por serviços de apoio administrativo e gestão, impulsionados pela proliferação de pequenos negócios que terceirizam essas funções.
Pequenos negócios seguem como base da economia
Com mais de 1 milhão de novas formalizações em apenas dois meses, o início de 2026 confirma a relevância dos pequenos negócios como:
- Vetor de geração de emprego e renda;
- Instrumento de formalização de trabalhadores autônomos;
- Peça-chave na diversificação da economia, sobretudo em serviços, comércio e saúde.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas de crédito, capacitação e simplificação tributária voltadas a esse segmento, que responde pela maior parte dos CNPJs ativos no país e por boa parcela das contratações formais.

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