TRUE

Latest Posts

TRUE
{fbt_classic_header}

Últimas Notícias:

latest

Destaque TOPO - Campanha CLDF - DENGUE

Teste do Pezinho no DF rastreia 62 doenças raras e muda a vida de crianças e famílias

Triagem neonatal gratuita permite diagnóstico precoce, início rápido do tratamento e acompanhamento multidisciplinar na rede pública Por Mat...

Triagem neonatal gratuita permite diagnóstico precoce, início rápido do tratamento e acompanhamento multidisciplinar na rede pública

Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil

Ravi Sousa, 6 anos, foi diagnosticado com galactosemia poucos dias após nascido e realiza acompanhamento no Hospital de Apoio de Brasília | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

O diagnóstico precoce de doenças raras em recém-nascidos tem transformado trajetórias de crianças e famílias no Distrito Federal. Por meio do Teste do Pezinho – triagem neonatal oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) –, o DF rastreia 62 doenças, permitindo que o tratamento seja iniciado antes mesmo do aparecimento de sintomas ou complicações graves. Casos como o de Ravi Sousa, 6 anos, e de Maria Luiza Siqueira, 7, ambos diagnosticados com galactosemia ainda nos primeiros dias de vida, ilustram o impacto dessa política pública.

Galactosemia: diagnóstico logo nos primeiros dias

Aos 29 anos, Amanda do Nascimento lembra com clareza o momento em que a rotina da família mudou. “Minha gravidez foi normal, o parto normal, e fui para casa. Então, ligaram pedindo para a gente retornar e repetir o teste do pezinho”, conta. O retorno ao serviço de saúde marcou o início da investigação que confirmaria a galactosemia do filho, Ravi.

A galactosemia é uma doença rara e genética que impede o organismo de metabolizar corretamente a galactose, açúcar produzido na digestão da lactose. O acúmulo dessa substância pode provocar alterações no desenvolvimento neurológico e intelectual, além de outras complicações sistêmicas.

Após o diagnóstico, Ravi passou a ser acompanhado no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), especialmente por uma equipe de nutrição, já que o tratamento é baseado em restrição alimentar rigorosa. “O choque foi muito grande. Eu nunca tinha ouvido falar da galactosemia, mas toda a equipe do Hospital de Apoio foi muito acolhedora”, relembra Amanda.

Um dos maiores desafios foi a impossibilidade de consumir leite e derivados – incluindo o leite materno. “Aqui mesmo no hospital, a nutricionista conseguiu latas do leite específico para quem tem a doença”, relata.

Hoje, aos 6 anos, Ravi faz acompanhamento trimestral no HAB. “Ele está bem. Apresenta um pouco de dificuldade de fala, mas é acompanhado pela fonoaudióloga. Tem também um pouco de dificuldade no aprendizado, mas também é acompanhado pela neurologista”, explica a mãe. “Em relação ao primeiro diagnóstico, que ele poderia não falar, não andar, eu vejo que ele está bem”, comemora.

Como funciona o Teste do Pezinho no DF

O Teste do Pezinho é realizado a partir de gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, procedimento simples, rápido e disponível gratuitamente na rede pública. A triagem é essencial para identificar doenças raras que podem evoluir rapidamente se não forem tratadas a tempo.

No DF, o exame rastreia 62 doenças, em um painel considerado moderno e abrangente. A primeira coleta geralmente ocorre entre 24 e 48 horas após o nascimento. Para crianças internadas – como prematuros ou bebês em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (Utins) –, há protocolos específicos, com até três coletas sequenciais em períodos determinados.

Quando o resultado aponta alguma suspeita, a equipe de saúde entra em contato com a família e orienta o encaminhamento ao Hospital de Apoio de Brasília. Nessa unidade:

  • é feita uma segunda coleta, para eliminar possíveis falhas da primeira amostra (coleta inadequada, problemas no transporte, entre outros);
  • o bebê passa por avaliação detalhada;
  • são iniciados, se necessário, tratamento e acompanhamento especializado.

A confirmação precoce do diagnóstico permite orientar os responsáveis, ajustar a alimentação e instituir terapias de apoio, reduzindo o risco de sequelas e óbitos.

Diagnóstico precoce que muda destinos

A história de Maria Luiza Siqueira, 7 anos, reforça a importância do Teste do Pezinho. Diagnosticada com galactosemia ainda na primeira semana de vida, ela iniciou o tratamento rapidamente.

“Desde os sete dias de nascida, está sendo acompanhada. Particularmente, amo o acompanhamento no Hospital de Apoio de Brasília. São bons profissionais e ajudaram bastante no desenvolvimento dela”, afirma a mãe, Rayanne da Silva, 32 anos.

Rayanne lembra que, no início, o impacto emocional foi grande, principalmente pela impossibilidade de amamentar. “O diagnóstico foi um choque. Com o tempo, a gente foi entendendo melhor a doença e se adaptando à rotina de cuidados. Com o passar do tempo, melhorou a aceitação, porque, no caso, o tratamento é a alimentação”, relata.

Com a dieta adequada e acompanhamento multiprofissional, a família conseguiu minimizar complicações e garantir melhores condições de desenvolvimento para a criança.

 Mãe de Maria Luiza, Rayanne da Silva, 32 anos, leva a filha no HAB para acompanhamento desde que a filha nasceu: "São bons profissionais e ajudaram bastante no desenvolvimento dela”

Acompanhamento multiprofissional no Hospital de Apoio

Após a confirmação das doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho, crianças como Ravi e Maria Luiza passam a ser acompanhadas em serviços especializados da rede pública, como o Hospital de Apoio de Brasília.

O acompanhamento inclui:

  • consultas periódicas com pediatras e especialistas (como neurologistas e endocrinologistas);
  • suporte de nutricionistas para controle alimentar rigoroso;
  • atendimento com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, quando necessário;
  • acompanhamento psicológico e orientações para a família.

Esse cuidado multiprofissional é fundamental para garantir maior qualidade de vida, reduzir riscos de atrasos no desenvolvimento e orientar responsáveis sobre os cuidados contínuos exigidos pelas doenças raras.

Importância da triagem neonatal para a saúde pública

O Teste do Pezinho é um dos pilares da triagem neonatal no Brasil e uma das principais ferramentas do SUS para detecção precoce de doenças raras, metabólicas, genéticas e infecciosas. Ao identificar essas condições antes do surgimento de sintomas, o exame:

  • reduz o risco de sequelas graves;
  • diminui a ocorrência de internações prolongadas;
  • evita óbitos evitáveis;
  • melhora o prognóstico e o desenvolvimento das crianças;
  • reduz custos futuros para o sistema de saúde.

No DF, o rastreio de 62 doenças coloca a rede pública em patamar avançado, permitindo que mais bebês tenham acesso a diagnóstico precoce e tratamento qualificado, como mostram as histórias de Ravi e Maria Luiza.

A recomendação é que todas as famílias garantam a realização do Teste do Pezinho no período indicado – preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida –, retornem às unidades de saúde sempre que forem chamadas e mantenham o vínculo com a rede pública para o acompanhamento contínuo de seus filhos.

TAGS: TESTE DO PEZINHO, TRIAGEM NEONATAL, DOENÇAS RARAS, GALACTOSEMIA, HOSPITAL DE APOIO DE BRASÍLIA, HAB, SUS, DIAGNÓSTICO PRECOCE, SAÚDE DA CRIANÇA, SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, DISTRITO FEDERAL, SES DF, TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR

Nenhum comentário

Obrigado por contribuir com seu comentário! Ficamos felizes por ser nosso leitor! Seja muito bem vindo! Acompanhe sempre as nossas notícias! A equipe Tribuna do Brasil agradece!

GDF DETRAN

Oferecimento Tribuna do Brasil & Agência Brasil