Operação Sem Refino bloqueia R$ 52 bilhões, afasta agentes públicos e investiga esquema de ocultação patrimonial ligado ao mercado de combus...
Operação Sem Refino bloqueia R$ 52 bilhões, afasta agentes públicos e investiga esquema de ocultação patrimonial ligado ao mercado de combustíveis
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, ofensiva de grande escala que investiga um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, evasão de divisas e dissimulação de recursos no exterior.
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A ação ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal e conta com apoio técnico da Receita Federal.
Segundo a PF, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas cautelares de afastamento de função pública autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Justiça determina bloqueio bilionário de ativos
Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados e a suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas no esquema.
A operação também resultou em pedido de inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e captura de pessoas procuradas em diferentes países.
O valor bloqueado coloca a operação entre as maiores já realizadas pela Polícia Federal envolvendo suspeitas de crimes financeiros e ocultação patrimonial no Brasil.
PF apura fraudes fiscais e ocultação de patrimônio
De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram possíveis fraudes fiscais, inconsistências operacionais e mecanismos utilizados para esconder patrimônio e movimentar recursos para fora do país.
As suspeitas também envolvem irregularidades relacionadas à operação de refinarias ligadas ao grupo econômico investigado.
A PF informou que o conglomerado utilizaria estruturas empresariais complexas para dificultar o rastreamento de ativos e ocultar movimentações financeiras.
Operação integra investigações sobre crime organizado no Rio
Segundo a corporação, a Operação Sem Refino faz parte das apurações conduzidas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que acompanha a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A ADPF 635 ficou conhecida nacionalmente por envolver discussões sobre segurança pública, operações policiais em comunidades e combate ao crime organizado no estado fluminense.
Agora, as investigações avançam também sobre possíveis conexões financeiras e empresariais associadas a estruturas criminosas.
Receita Federal participa da investigação
A Receita Federal atua no suporte técnico das investigações, especialmente no rastreamento de movimentações tributárias, estruturas empresariais e operações financeiras consideradas suspeitas.
Especialistas apontam que esquemas de evasão de divisas e ocultação patrimonial frequentemente utilizam redes societárias complexas, empresas de fachada e operações internacionais para dificultar a fiscalização.
Setor de combustíveis volta ao centro de investigações
O setor de combustíveis é historicamente considerado uma das áreas mais sensíveis para atuação de esquemas ligados à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e organizações criminosas.
Autoridades de segurança e órgãos de controle vêm ampliando o monitoramento sobre operações financeiras no segmento, especialmente diante do alto volume de recursos movimentados pelo mercado de combustíveis no Brasil.
As investigações seguem sob sigilo parcial e novas fases da operação não estão descartadas pela Polícia Federal.
Operação amplia ofensiva contra crimes financeiros
A Operação Sem Refino ocorre em meio ao fortalecimento das ações federais de combate a crimes financeiros, lavagem de dinheiro e infiltração econômica de organizações criminosas.
Nos últimos meses, a Polícia Federal tem ampliado operações envolvendo grandes grupos econômicos, agentes públicos e esquemas bilionários de fraude financeira.
Especialistas avaliam que o avanço das investigações pode gerar forte impacto sobre o setor empresarial e ampliar o debate sobre fiscalização financeira e combate à corrupção no país.
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