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GDF reforça combate ao assédio e orienta servidores a registrar casos em diário de bordo

No Dia Nacional de Combate ao Assédio, governo divulga ferramentas para reconhecer, registrar e denunciar situações no ambiente de trabalho ...

No Dia Nacional de Combate ao Assédio, governo divulga ferramentas para reconhecer, registrar e denunciar situações no ambiente de trabalho

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

No Dia Nacional de Combate ao Assédio, celebrado nesta sexta-feira (2), o Governo do Distrito Federal reforçou as ações de prevenção no serviço público e orientou servidores, estagiários e colaboradores sobre como reconhecer, registrar e denunciar situações de assédio no ambiente de trabalho. Entre as principais ferramentas destacadas está o diário de bordo, recurso simples que ajuda vítimas a organizar informações e fortalecer possíveis denúncias.

Arte: CGDF

Diário de bordo: registro contínuo para dar clareza e força à denúncia

Disponível no Guia de Combate ao Assédio, elaborado pela Comissão Especial de Prevenção e Combate ao Assédio do DF, o diário de bordo funciona como um registro pessoal e contínuo das situações vividas no cotidiano de trabalho.

Na prática, é um espaço para anotar, de forma detalhada e cronológica, episódios de:

  • Constrangimento
  • Pressão exagerada ou humilhante
  • Desrespeito reiterado
  • Comentários ou atitudes que causem medo, vergonha ou intimidação

O registro ajuda a:

  • Organizar a memória dos fatos
  • Dar clareza ao que está sendo vivido
  • Reunir informações relevantes para uma eventual apuração

Entre os dados recomendados para anotar estão data, horário, local, o que aconteceu, quem estava presente e impactos emocionais ou físicos.

“É uma ferramenta simples, mas extremamente estratégica para quem ainda tem dúvidas sobre estar vivenciando assédio ou um conflito no trabalho”, explica a presidente da comissão, Michelle Heringer.

Ao registrar data, local, o que aconteceu, quem estava presente e os impactos, inclusive os emocionais, a pessoa constrói um relato consistente e ganha mais segurança para decidir os próximos passos”, complementa.

Além de servir como possível meio de prova, o diário também é um apoio emocional, especialmente para quem ainda não se sente pronto para formalizar uma denúncia de imediato.

Canais de denúncia: como registrar casos de assédio no GDF

O Governo do Distrito Federal mantém canais específicos e seguros para o registro de denúncias de assédio, acessíveis a:

  • Servidores efetivos e comissionados
  • Estagiários
  • Colaboradores terceirizados
  • População em geral

Os canais são:

  • Site Participa DF – plataforma online para registrar manifestações e denúncias
  • Telefone 162 – ligação gratuita para atendimento e registro via ouvidoria
  • Ouvidorias presenciais – em órgãos e entidades do GDF, para quem prefere atendimento presencial

As denúncias podem ser feitas de forma identificada ou, em algumas situações, preservando a identidade do denunciante, conforme as regras de sigilo da ouvidoria e da Controladoria-Geral do DF.

Prevenção, informação e apoio às vítimas

Além da disponibilização de canais de denúncia, o GDF tem ampliado ações educativas e de sensibilização para combater o assédio de forma estruturada. Um dos destaques é o projeto Vozes Anônimas contra o Assédio, que apresenta histórias reais baseadas em relatos anônimos.

A proposta é:

  • Ajudar outras pessoas a identificar situações abusivas
  • Mostrar que comportamentos muitas vezes naturalizados podem, na prática, configurar assédio
  • Romper o silêncio e encorajar a busca por ajuda

A política de combate ao assédio no DF também envolve a atualização do decreto que regulamenta a atuação da Comissão de Combate e Prevenção ao Assédio, responsável por:

  • Acompanhar e monitorar investigações
  • Orientar gestores e equipes sobre condutas adequadas
  • Articular ações de formação e prevenção nas instituições públicas

A estratégia, segundo o governo, é clara: mais do que punir, é preciso prevenir e informar, garantindo que qualquer pessoa que sofra ou testemunhe assédio saiba como reconhecer a situação, onde registrar e a quem recorrer.


TAGS: ASSÉDIO MORAL, ASSÉDIO SEXUAL, SERVIÇO PÚBLICO, GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, GDF, DIA NACIONAL DE COMBATE AO ASSÉDIO, DIÁRIO DE BORDO, COMISSÃO DE PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO, MICHELLE HERINGER, CONTROLADORIA-GERAL DO DF, CGDF, PARTICIPA DF, OUVIDORIA, SAÚDE MENTAL NO TRABALHO, DIREITOS DOS SERVIDORES


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