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“É A LOUCURA DAS PESSOAS” — Adison do Amaral confronta a decadência moral do homem moderno em obra de profundidade filosófica e espiritual

Poeta, jurista, professor de poética e fundador da APJ transforma ciência, metafísica e ética em um contundente chamado à reconstrução human...

Poeta, jurista, professor de poética e fundador da APJ transforma ciência, metafísica e ética em um contundente chamado à reconstrução humana



Por Anderson Miranda

Jornalista – Diretor do Jornal Tribuna do Brasil


Existem textos que entretêm.
Existem obras que emocionam.
E existem aquelas raras composições que obrigam o leitor a parar diante de si mesmo.

É A LOUCURA DAS PESSOAS”, nova obra de Adison do Amaral, pertence claramente a esta última categoria.

Não se trata apenas de poesia. Tampouco de ensaio filosófico convencional. O texto ultrapassa os limites literários tradicionais e assume a forma de um verdadeiro manifesto moral e espiritual contra a degradação ética do homem contemporâneo.

Inspirado na tradição clássica da poemática metrificada — em versos dodecassílabos e sáficos — Adison constrói uma narrativa intelectual de enorme densidade, onde se encontram Filosofia, Física, Astronomia, Teologia, Ética, Metafísica e crítica social.

E o faz com uma característica cada vez mais rara na literatura contemporânea: rigor.

Seu texto não nasce do improviso emocional. Há arquitetura verbal. Há organização cadencial. Há construção intelectual. Há consciência estética.

A obra abre com uma frase atribuída a Isaac Newton:

“Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestes, mas não a loucura das pessoas.”

E é justamente esta “loucura” que Adison disseca ao longo da composição.


A doença do século: a ruptura ética do homem

Para o autor, a grande tragédia contemporânea não é tecnológica, econômica ou política.

É espiritual.

O homem moderno, segundo o poema, afastou-se da ordem moral que deveria orientar sua existência. Tornou-se refém de uma sociedade “corruptora, entreguista, venal”, incapaz de perceber a própria conexão com algo transcendente.

A crítica de Adison não é panfletária. Ela é civilizacional.

Seu alvo não é um grupo específico, mas a deterioração coletiva do sentido humano. A perda da consciência moral. A banalização da verdade. A substituição da elevação espiritual pelo imediatismo material.


Entre a ciência e Deus

Uma das dimensões mais impressionantes da obra é a maneira como o autor aproxima ciência e transcendência sem antagonizá-las.

Ao citar nomes como:

  • Isaac Newton,

  • Albert Einstein,

  • Johannes Kepler,

  • Louis Pasteur,

  • Voltaire,

  • Santo Tomas de Aquino,

  • e Pierre Teilhard de Chardin,

Adison propõe uma ideia ousada para os tempos atuais: a de que os grandes sábios da humanidade jamais enxergaram contradição entre inteligência e espiritualidade.

Ao contrário.

Para o poeta, quanto maior a compreensão do universo, maior a percepção da existência de uma ordem superior.

O cosmos, em sua precisão monumental, torna-se argumento metafísico.


O Homem-Brasil

Talvez a expressão mais emblemática da obra seja a proposta de “desconstruir o homem-banana e criar o Homem-Brasil”.

A frase sintetiza a visão do autor sobre a crise identitária da sociedade contemporânea. O “Homem-Brasil” surge como arquétipo moral: alguém capaz de unir consciência ética, espiritualidade, responsabilidade social e amor verdadeiro à pátria.

É impossível ignorar a influência da Ação Paramaçônica Juvenil nesse pensamento.

Fundador da APJ, Adison do Amaral sempre compreendeu a juventude não como massa de manobra, mas como campo de formação civilizatória. A obra reafirma esse compromisso pedagógico.


A crítica ao vazio moderno

Há no texto uma inquietação permanente diante da superficialidade contemporânea.

O poeta questiona:

  • a arrogância do materialismo absoluto;

  • a perda dos valores permanentes;

  • o desprezo pela verdade;

  • e a transformação da sociedade numa estrutura moralmente desorientada.

Quando afirma que “o homem hoje é o problema do mundo”, Adison resume, em poucas palavras, uma crítica filosófica profunda ao próprio projeto moderno de civilização.


Uma obra que exige leitura lenta

“É A LOUCURA DAS PESSOAS” não é texto para consumo rápido.

É obra de contemplação.

Exige:

  • repertório;

  • silêncio;

  • reflexão;

  • e disposição para enfrentar perguntas difíceis.

Talvez por isso possua tanto valor num tempo dominado pela velocidade, pela distração permanente e pela simplificação do pensamento.

Adison escreve como alguém que ainda acredita na elevação intelectual do ser humano.

E talvez essa seja sua maior ousadia.


Conclusão Editorial

Há autores que escrevem para seu tempo.

Outros escrevem contra ele.

Adison do Amaral claramente pertence à segunda categoria.

Seu poema não pretende agradar multidões nem adaptar-se às modas intelectuais contemporâneas. Ele confronta. Questiona. Provoca. Exige.

Ao unir ciência, espiritualidade, ética e crítica social, “É A LOUCURA DAS PESSOAS” transforma-se numa espécie de espelho moral da nossa época — um espelho desconfortável, mas necessário.

Porque talvez a maior loucura das pessoas seja justamente esquecer aquilo que as torna humanas.

Segue a obra em sua originalidade e autenticidade diretamente das mãos do seu autor, "O Grande Adison do Amaral".


📜 É A LOUCURA DAS PESSOAS

Adison do Amaral

“Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestes,
mas não a loucura das pessoas.”
— Isaac Newton

Nossa luta é desconstruir o homem-banana
E criar nova criatura: o Homem-Brasil.

De todos tende dó... mas vigiai vossos filhos,
Crescendo em meio à “societas” perversa,
Corruptora, entreguista, venal e adversa
À ordenança ético-moral — e empecilho.

É povo encabrestado, gente vil, desviada,
Que não intercepta o celeste amor aos seres;
É o desvio do Ens Affectus¹, nos deveres
Da ordem posta por Deus e por Sua estrada.

A ordem e a precisão de grandeza épica,
Vérsica e linda, que as galáxias espelham;
Glórias cantam-Lhe as estrelinhas que centelham
Porque é ELE quem tudo cria e autentica.

Alimenta e governa — Sua mão revela
Grandeza tal que Lineau² se extasiou;
“Quando despertei, o Senhor Deus já passou,
Mas não Lhe vi a face — vi somente a Obra bela.”

Sua grandeza, sabedoria e potentado
Impressos na portentosa natureza!
Ama o divinal brinde em sua beleza
E perfeição que revela o Deus revelado.


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