Veículo da EBC amplia alcance nacional, fortalece o jornalismo regional e reforça papel estratégico da comunicação pública no Brasil Por And...
Veículo da EBC amplia alcance nacional, fortalece o jornalismo regional e reforça papel estratégico da comunicação pública no Brasil
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
A Agência Brasil completa 36 anos consolidada como uma das principais referências do jornalismo público brasileiro. Criada em 1990, a agência de notícias da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) atravessou diferentes transformações tecnológicas e editoriais até se tornar um dos maiores veículos gratuitos de distribuição de conteúdo jornalístico do país.
![]()
Em um cenário marcado pelo avanço da desinformação, da polarização política e da concentração midiática, pesquisadores e entidades ligadas ao jornalismo destacam a importância estratégica da Agência Brasil para ampliar o acesso à informação de qualidade, fortalecer a cidadania e democratizar o conteúdo jornalístico em todas as regiões brasileiras.
Agência Brasil amplia alcance e fortalece comunicação pública
Nos últimos dois anos, a Agência Brasil registrou crescimento de 40% no percentual de acessos, ampliando sua capilaridade nacional e sua presença entre veículos de comunicação de diferentes portes.
Atualmente, reportagens, notícias e conteúdos produzidos pela agência abastecem diariamente jornais, rádios, portais e emissoras de televisão em todo o território nacional, especialmente veículos regionais e pequenos meios de comunicação.
Para especialistas, a gratuidade da distribuição dos conteúdos representa um dos pilares mais relevantes da democratização da informação no país.
“A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso à informação de necessidade e demanda social”, afirmou o professor de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), Pedro Aguiar.
Jornalismo público ganha importância diante da desinformação
Pesquisadores avaliam que o fortalecimento das agências públicas de notícias se tornou ainda mais necessário diante do crescimento das fake news e da dependência das grandes plataformas digitais.
Segundo Pedro Aguiar, a Agência Brasil exerce papel estratégico ao oferecer conteúdos ligados a serviços públicos, campanhas de vacinação, educação, economia popular e programas sociais.
O pesquisador defende que o investimento estatal em comunicação pública deve ser encarado como ação estratégica para o desenvolvimento nacional e para proteção da sociedade contra a desinformação.
“Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, destacou.
Especialistas defendem expansão da cobertura nacional e internacional
Para estudiosos da comunicação pública, a Agência Brasil ainda possui potencial para ampliar sua atuação em diferentes regiões do país e também no exterior.
Pedro Aguiar aponta a necessidade de expansão da rede de correspondentes nacionais e internacionais, especialmente diante dos atuais conflitos geopolíticos e da forte dependência da mídia brasileira de conteúdos produzidos por agências estrangeiras.
“Estamos vivendo um cenário de guerras que tem uma cobertura midiática ainda dependente das estruturas do primeiro mundo”, observou o pesquisador.
Comunicação pública é vista como instrumento de soberania
O professor Fernando Oliveira Paulino, da Universidade de Brasília (UnB), afirma que um país que busca soberania informacional precisa fortalecer suas estruturas de comunicação pública.
Segundo ele, o papel da Agência Brasil está diretamente relacionado aos princípios constitucionais de liberdade de expressão, acesso à informação e pluralidade de vozes.
“É essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e tenha as condições necessárias”, afirmou Paulino.
O pesquisador também alerta para os riscos de concentração da informação em grandes conglomerados privados e plataformas digitais internacionais.
ABI e Fenaj reforçam importância da Agência Brasil
Entidades representativas do jornalismo brasileiro também destacaram a relevância da Agência Brasil para o fortalecimento da imprensa regional e do direito à informação.
O diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, afirmou que o Brasil, por suas dimensões continentais, necessita de uma agência pública forte e estruturada.
“Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, declarou.
Já a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, ressaltou que o fortalecimento da comunicação pública amplia a transparência e garante pluralidade no debate público brasileiro.
“Uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, afirmou.
Agência Brasil acompanha transformação do jornalismo digital
Ao longo de 36 anos, a Agência Brasil acompanhou a revolução tecnológica da comunicação, migrando de uma estrutura baseada em processos analógicos para um ambiente totalmente digital e multiplataforma.
Hoje, o veículo distribui conteúdos em tempo real, produz reportagens especiais, podcasts, vídeos e cobertura multimídia para diferentes plataformas e públicos.
Em meio às mudanças do ecossistema informacional, especialistas apontam que o fortalecimento da comunicação pública será cada vez mais decisivo para garantir acesso democrático à informação confiável e combater a desinformação no ambiente digital.
TAGS: AGÊNCIA BRASIL, EBC, JORNALISMO PÚBLICO, COMUNICAÇÃO PÚBLICA, DESINFORMAÇÃO, FAKE NEWS, JORNALISMO BRASILEIRO, ABI, FENAJ, PEDRO AGUIAR, UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE, UNB, DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA, IMPRENSA BRASILEIRA, MÍDIA DIGITAL, COMUNICAÇÃO SOCIAL, JORNALISMO REGIONAL, SOBERANIA INFORMACIONAL, EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO
%20JCL%202.png)
.jpg)

%20JCL%202.png)

.png)



Nenhum comentário
Obrigado por contribuir com seu comentário! Ficamos felizes por ser nosso leitor! Seja muito bem vindo! Acompanhe sempre as nossas notícias! A equipe Tribuna do Brasil agradece!