Na maturidade de seus 93 anos, o escritor, jurista, professor de poemática e fundador da APJ transforma ciência, metafísica e espiritualidad...
Na maturidade de seus 93 anos, o escritor, jurista, professor de poemática e fundador da APJ transforma ciência, metafísica e espiritualidade em uma reflexão profunda sobre a imortalidade humana e o mistério do corpo espiritual.

Há obras que se limitam ao campo literário. Outras ultrapassam a literatura e adentram os domínios da filosofia, da ciência, da teologia e da própria inquietação humana diante do desconhecido. É exatamente nesse território raro e ousado que se encontra o novo texto de Adison do Amaral: “A Descoberta Científica do Corpo Bioplasmático”.
Aos 93 anos de idade, Adison não escreve como alguém que contempla o fim da vida. Escreve como quem ainda investiga o infinito.
E talvez seja justamente isso que torne sua obra tão singular.
Jurista, professor de poemática, intelectual de formação clássica, maçom há mais de seis décadas e fundador da APJ — Ação Paramaçônica Juvenil — Adison do Amaral construiu, ao longo de sua trajetória, um estilo muito próprio: uma escrita de densidade enciclopédica, marcada por referências históricas, filosóficas, científicas e espirituais, sem jamais abandonar o fascínio poético diante do universo.
Nesta nova obra, o autor mergulha em um tema que há séculos intriga a humanidade: a existência do chamado “corpo espiritual”, ou “corpo bioplasmático”, conceito explorado por pesquisadores soviéticos através da chamada Kirliangrafia — técnica fotográfica capaz de registrar emissões energéticas ao redor de organismos vivos.
Mas reduzir o texto de Adison a uma simples abordagem espírita ou esotérica seria um erro grotesco.
O que ele faz é muito mais complexo.
Entre a Física Atômica e a Eternidade
O texto navega por conceitos científicos envolvendo plasma, campos eletromagnéticos, bioenergia, física nuclear e fotografia Kirlian, relacionando-os com antigas tradições egípcias, referências bíblicas, espiritualidade cristã e a codificação kardecista.
E o faz numa linguagem que mistura:
ensaio filosófico;
tratado metafísico;
divulgação científica;
narrativa contemplativa;
e imagética poética.
Há momentos em que a obra parece um artigo científico. Em outros, transforma-se numa meditação existencial.
Quando descreve o “mundo maravilhoso do corpo bioplasmático”, Adison abandona a frieza técnica e conduz o leitor por uma experiência quase cinematográfica:
“Sua mão parecia a Via Láctea em céu estrelado sobre um fundo azul-dourado. Era uma forja faiscando ininterruptamente...”
A passagem impressiona não apenas pela beleza visual, mas pela tentativa de reconciliar duas forças que a modernidade separou: razão e transcendência.
A coragem intelectual de tratar o invisível
Vivemos numa época em que boa parte da produção intelectual teme o tema espiritual por receio de parecer “não científica”. Adison segue no caminho oposto.
Ele não foge do debate.
Ao contrário: utiliza relatos de pesquisadores russos, físicos, bioquímicos, astrônomos, experimentos fotográficos e referências acadêmicas para construir uma provocação filosófica poderosa:
E se a ciência estiver apenas começando a enxergar aquilo que antigas civilizações já intuíram há milênios?
É exatamente essa a inquietação central da obra.
O autor revisita:
os hierofantes egípcios;
São Paulo;
William Crookes;
Swedenborg;
André Luiz;
Flammarion;
Gabriel Delanne;
Chico Xavier;
além de cientistas soviéticos que investigaram fenômenos energéticos ligados à vida e à consciência.
Mais do que espiritualidade: uma defesa da dignidade humana
Há algo profundamente humano neste texto.
Adison não fala da imortalidade apenas como dogma religioso. Ele a apresenta como esperança filosófica.
Seu argumento é simples e, ao mesmo tempo, gigantesco:
Se existe um corpo energético que sobrevive à matéria, então a vida humana possui continuidade, responsabilidade e sentido.
Por isso, o texto termina abandonando o laboratório e entrando no campo moral:
“Não se esqueça, pois, de incorporar bondade nas ações...”
É aqui que a obra deixa de ser apenas especulação metafísica e torna-se advertência ética.
Um intelectual de outro tempo — e talvez necessário para este tempo
Em uma era dominada pela velocidade das redes sociais, pela superficialidade dos debates instantâneos e pela fragmentação cultural, Adison do Amaral escreve como os antigos mestres.
Sem pressa.
Sem simplificações.
Sem submissão às modas intelectuais contemporâneas.
Seu texto exige contemplação, leitura lenta e reflexão.
E justamente por isso possui valor.
A obra não busca agradar algoritmos. Busca provocar consciência.
A imortalidade de um homem também está em suas ideias
Poucos homens chegam aos 93 anos produzindo intelectualmente com tamanha lucidez, densidade e coragem filosófica.
Adison do Amaral pertence a uma geração de pensadores que acreditava que escrever era um ato de responsabilidade civilizatória.
E talvez seja exatamente isso que esta obra represente:
não apenas uma reflexão sobre o corpo espiritual,
mas também um testemunho da permanência do espírito humano através da palavra.
Porque homens envelhecem.
Mas certas ideias permanecem iluminando gerações.
E é por isso que os poetas — como o próprio Adison tantas vezes defendeu — jamais morrem.
A DESCOBERTA CIENTÍFICA DO CORPO BIOPLASMÁTICO
Por Adison do Amaral
É o Corpo Espiritual revelado por São Paulo?
Pode acreditar: você e seus familiares, mesmo os que já se foram deste mundo, são... imortais!
A AURA
Cientistas — biólogos, bioquímicos e biofísicos — comprovaram a existência da aura.
O CORPO BIOPLASMÁTICO é a grande descoberta científica do século XX, no rumo telefinalístico da regeneração da Humanidade.
Para investigar as pesquisas científicas através da Kirliangrafia, isto é, a comprovação fotográfica da existência da aura, ou de um “corpo espiritual” que subsiste à morte, as jornalistas americanas Sheyla Ostrander e Lynn Schroeder foram à Rússia.
E para relatar os resultados obtidos, escreveram um dos mais belos livros do século XX: Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro (Psychic Discoveries Behind the Iron Curtain), tradução de Otávio Mendes Cajado, São Paulo, Editora Cultrix, 1974.
A Kirliangrafia é um processo fotográfico descoberto e aperfeiçoado por Semyon Davidovich Kirlian e sua esposa Valentina.
Kirlian, modesto técnico em eletrônica, trabalhava no sul da Rússia, em Krasnodar. Por volta de 1939, foi ao Instituto de Pesquisa recolher um aparelho eletrônico para consertar. Estando funcionando um equipamento terapêutico, notou um lampejo entre os eletrodos e a pele do paciente.
Aquele fenômeno aparentemente sem valor algum despertou sua curiosidade. E dali para frente não sossegou até conseguir, através de inúmeras experiências, fotografar aquela admirável “luzinha” trêmula e esquiva.
A máquina que inventou realiza um processo fotográfico especial entre campos de alta frequência: 75.000 a 200.000 oscilações elétricas por segundo.
Narram as jornalistas que um jovem cientista soviético as recebeu na Rússia e lhes mostrou a fotografia de uma folha muito ampliada.
A foto tinha sido tirada pela câmera Kirlian e apresentava uma luz que transbordava de seus contornos.
Seria aquela orla luminosa e irradiante a mesma que os pintores cristãos colocaram em volta das figuras sagradas — a aura — halo milenarmente registrado, com o mesmo objetivo, nas gravuras dos primitivos povos do Egito, da Índia, da Grécia e de Roma?
Era.
O ADMIRÁVEL CORPO BIOPLASMÁTICO
Mais uma surpresa estava reservada às jornalistas.
Em outra foto, notaram a presença de uma linha na secção que delimitava um terço do lado direito de uma folha.
Além dessa linha, os contornos faiscantes e as veias se diriam mais impalpáveis, o fundo mais penugento.
Explicou o jovem cientista que a folha da segunda foto era a mesma da primeira, apenas havia sido cortada.
A linha denotava o limite da parte existente da folha; a parte retirada continuava aparecendo suavemente.
Não era ilusão de ótica nem mero acaso.
O fenômeno repetia-se sob absoluto controle científico.
Era incrível.
A folha continuava inteira.
Persistia ali o espectro da parte retirada.
Como se existissem duas folhas:
uma material e outra invisível;
uma perecível e outra subsistente.
O MUNDO MARAVILHOSO DO CORPO BIOPLASMÁTICO
Os Kirlian avançaram ainda mais.
As imagens antes estáticas passaram a ser observadas em movimento.
Kirlian colocou a mão sob a lente e ligou o aparelho.
E revelou-se um espetáculo extraordinário.
Sua mão parecia a Via Láctea em céu estrelado sobre um fundo azul-dourado.
Era uma forja faiscando ininterruptamente.
Clarões surgiam em toda parte e desapareciam.
Resplendores serpenteavam em linhas luminosas.
Fogos multicoloridos celebravam a vida.
A REVELAÇÃO DO DUPLO ENERGÉTICO
A conclusão era inevitável:
existia uma espécie de corpo unificador,
uma matriz energética preexistente que modela e vivifica todos os seres vivos.
Os antigos egípcios já falavam do “ba” e do “ka”.
São Paulo chamou-o de “corpo espiritual”.
Kardec denominou-o perispírito.
A ciência moderna começava apenas a enxergar aquilo que antigas civilizações intuíram há milênios.
O ENCANTADO INTERIOR DOS HOMENS
Na Universidade de Kirov, cientistas soviéticos observaram, através de sofisticados equipamentos eletrônicos, o interior do corpo bioplasmático.
Descreveram um espetáculo de luzes, cores e movimentos.
Crateras lançavam jatos luminosos.
Torrentes de energia percorriam canais invisíveis.
Auroras boreais pareciam existir dentro do corpo humano.
Maravilha das maravilhas.
E então surge a pergunta inevitável:
quão mais belo será o Espírito imortal que habita o homem?
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Por que tudo isso ocorreu justamente na Rússia comunista, sob a Cortina de Ferro?
Seria um apelo espiritual dirigido à humanidade?
Adison do Amaral acredita que sim.
POST SCRIPTUM
Até as plantas possuem corpo subsistente.
Nada se perde.
A vida continua.
O homem não termina no túmulo.
Prossegue existindo com percepção ainda maior.
Por isso, recomenda o autor:
incorpore bondade às suas ações.
O perispírito é o retrato psíquico do ser.
Nele permanecem gravadas as vibrações da alma.
A SEGUNDA MORTE
Um dia, dizem os estudiosos, o Espírito libertar-se-á até mesmo do corpo espiritual.
Porque, sendo corpo, ainda pertence à Criação.
Acima dele existe a região dos Espíritos Puros.
O Paraíso.
A morada divina.
Análise crítica e apresentação editorial:
Anderson Miranda
Jornalista | Diretor do Tribuna do Brasil
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