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Senado celebra o Dia Nacional dos Corretores de Imóveis em sessão especial

Ato concedido pela Presidência do Senado, a pedido do senador Izalci Lucas, exalta missão social, peso econômico e agenda de governança da c...

Ato concedido pela Presidência do Senado, a pedido do senador Izalci Lucas, exalta missão social, peso econômico e agenda de governança da categoria; lideranças entregam placa de honra ao propositor


Por Jornalista Anderson Miranda


Brasília, 27 de agosto — Em sessão especial concedida pela Presidência do Senado, senador Davi Alcolumbre, a pedido do senador Izalci Lucas (DF), o Plenário prestou homenagem ao Dia Nacional dos Corretores de Imóveis, reunindo autoridades do Legislativo, do Tribunal de Contas da União e das entidades representativas da categoria. A mesa foi composta por Augusto Nardes (TCU), João Teodoro da Silva (COFECI), José Augusto Viana Neto (COFECI/CRECI-SP), Solon Amaral de Souza (CRECI-DF), Lucimar Alves Elias (FENACI) e Geraldo Francisco do Nascimento (Sindimóveis-DF). Também registraram presença lideranças do setor e parlamentares de diversas regiões.



Abertura: “Abrindo portas para novos começos”

Na condição de presidente da Mesa, Izalci Lucas declarou a sessão aberta, enfatizando a dimensão humana do ofício. Para ele, o corretor é mais do que intermediador: “é um consultor, um conselheiro. Alguém que lida com sonhos, com expectativas e com conquistas; é ele quem abre as portas, literalmente, para novos começos.” Ao saudar Augusto Nardes, João Teodoro, Solon Amaral, José Augusto Viana e Geraldo Nascimento, Izalci sublinhou que a profissão é pilar do desenvolvimento urbano e econômico e do “sentimento do dever cumprido ao ver o cliente satisfeito”. Na sequência, solicitou a exibição de vídeo institucional do Sistema COFECI-CRECI.


Sindimóveis-DF inaugura as falas: conquistas que viraram referência

Chamado pelo presidente, Geraldo Francisco do Nascimento, do Sindimóveis-DF, abriu as manifestações com agradecimentos a Izalci e às lideranças presentes, e resgatou um marco para o Distrito Federal: a Lei Distrital nº 1.462/1997. Em discurso firme, relembrou tempos de desvalorização e narrou a virada institucional: “Foi graças à firme liderança de Luiz Carlos Athié, então presidente do CRECI-DF, em parceria com o Sindimóveis, [...] que conquistamos uma vitória histórica.” A lei, frisou, abriu portas na Caixa, Banco do Brasil, Terracap e GDF, tornando-se modelo nacional: “Não é raro ouvirmos que essa lei foi a melhor já feita para o setor.” Num plano mais amplo, Geraldo reposicionou a profissão: “Corretor de imóveis é muito mais do que um simples intermediador de negócios, é um verdadeiro agente de transformação social.” E concluiu reafirmando missão e valores: “Profissional de fé, ética, conhecimento e disciplina [...] que constrói pontes para o futuro.”


CRECI-DF: fiscalização responsável e respeito à categoria

Na sequência, Solon Amaral de Souza, presidente interventor do CRECI-DF, sublinhou a relevância simbólica da solenidade no Senado e os 63 anos de regulamentação da atividade. “Ser corretor de imóveis é muito mais do que intermediar negócios: é participar da construção de histórias, concretizar sonhos e proporcionar segurança”, disse. Ao reconhecer o trabalho das entidades e o papel de liderança do COFECI, Solon alinhavou compromisso institucional: “Como presidente do CRECI-DF, reafirmo nosso compromisso de estar sempre ao lado dos corretores e corretoras de imóveis, com uma fiscalização responsável e respaldo institucional.” E condensou o sentido da profissão: “Nós não vendemos apenas imóveis, nós ajudamos a construir sonhos, lares e futuros.”


FENACI: unidade e preparo para um ciclo promissor

Em seguida, Lucimar Alves Elias, presidente da FENACI, destacou a trajetória de mais de 30 anos na corretagem e a necessidade de formação contínua para aproveitar oportunidades do mercado: “Nós temos que estar preparados para [...] agarrar todo esse dinheiro que vai vir para o mercado [...] acredito que o corretor tenha que estar cada vez mais preparado para compartilhar desse momento.” Lucimar ressaltou a FENACI como grau superior do sindicalismo, colocando-se à disposição das bases: “Podem contar conosco, com a federação e com o sindicato, para estarmos juntos diante desse cenário.”


COFECI/CRECI-SP: memória legislativa, identidade e técnica

O vice-presidente do COFECI e presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, fez um resgate histórico decisivo: “No dia 27/08/1962, o senador Auro de Moura Andrade promulgou a Lei 4.116, de autoria do deputado federal Ulysses Guimarães, cujo veto presidencial foi derrubado. Ali foi o parto; hoje a criança tem 63 anos.” Viana celebrou a elevação de padrões e as novas responsabilidades do Sistema: “Somos responsáveis pela fiscalização dos crimes de lavagem de dinheiro no mercado imobiliário” e sócios-mantenedores da ABNT, “trabalhando na criação de normas para que os corretores sejam reconhecidos pela alta técnica.” Em tom identitário, lançou um chamado à visibilidade e à regularidade profissional: “O ponto final da minha indumentária é a minha carteira de regularidade do CRECI. Nenhum pseudo corretor tem o direito de usar esse documento.”


Parlamento em defesa da segurança jurídica

O senador Wellington Fagundes (MT), também corretor, reforçou o papel social da profissão: “Quer fazer um bom negócio? Procure um bom corretor de imóvel.” E anunciou pauta legislativa para tipificar como crime o exercício ilegal da profissão: “Propomos detenção de 3 meses a 1 ano, além de multa, para quem atuar sem registro.” Segundo ele, a medida valoriza os habilitados e protege consumidores, fortalecendo a segurança jurídica. Fagundes ainda defendeu o parcelamento regular de pequenas áreas rurais, como vetor de renda e produção de alimentos, lembrando que o corretor “aproxima as partes e dá segurança aos negócios.”


TCU: confiança, governança e emprego — o tripé do investimento

O ministro Augusto Nardes (TCU) levou a discussão para a macroestrutura do Estado e sua capacidade de inspirar confiança: “Quando não tem confiança no corretor ou no empresário, não tem investimento.” Defensor histórico da agenda de governança, relatou a implantação de indicadores e a necessidade de avaliação de riscos: “Sem governança, não há estratégia; precisamos de projetos de Estado, e não de um governo.” Nardes relacionou governança a emprego e dignidade, e citou iniciativas com potencial de ampliar crédito e destravar obras, destacando a determinação do TCU que, segundo ele, permitiu identificar recursos para financiamentos: “Consegui [...] 120 bilhões que estão sendo liberados este ano para negociações com investimento em imóveis.” Em arremate simbólico, comentou o apelido recebido: “Dom Quixote da governança”, pontuando que, sem organização, não há investimento.


COFECI: três dimensões indissociáveis — social, econômica e política

Encerrando as manifestações de lideranças setoriais, João Teodoro da Silva, presidente do COFECI, traçou um painel dos desafios e avanços desde os anos 1970. Rememorou a promulgação da Lei 6.530/1978 e reiterou a evolução educacional da categoria: “Saímos de 14% para 62% de corretores com nível superior.” Em leitura de fôlego, ancorou a profissão em três dimensões:
Social: “Quase sempre o imóvel é o maior negócio da vida do cidadão; o corretor realiza esse sonho.”
Econômica: “Somos a ponta realizadora de uma cadeia que representa até 18% do PIB.”
Política: “Por natureza, o corretor é um convencedor e formador de opinião.”
Teodoro também defendeu qualidade e formação específica na Lei 6.530, além do protagonismo internacional construído nos últimos anos, e agradeceu o suporte de Izalci e o diálogo com o TCU: “Nunca o profissional corretor foi tão reconhecido como agora; seguiremos lutando para melhorar a imagem do corretor de imóveis.”


Interlúdio audiovisual e homenagem ao propositor

Antes do encerramento, a Secretaria-Geral exibiu novo vídeo institucional celebrando a história e a missão do corretor: “Setor de imóveis é a conexão entre o chão e o sonho, entre a planta baixa e o lar.” Em seguida, as entidades (COFECI-CRECI, FENACI, Sindimóveis-DF e CVI-DF) prestaram homenagem com placa ao senador Izalci Lucas: “Honra ao mérito em reconhecimento aos relevantes serviços prestados em defesa da valorização dos corretores de imóveis do Distrito Federal e do Brasil.” O plenário aplaudiu de pé.


Encerramento: política como instrumento de transformação

Ao agradecer a homenagem, Izalci Lucas endossou o chamado de Nardes por políticas de Estado e governança. Relembrou vitórias legislativas — da regulação fundiária à educação profissional — e criticou a descontinuidade de programas públicos: “Nos últimos anos, só conhecemos política de governo; cada gestão encerra tudo e começa do zero.” Para o senador, a política é a atividade capaz de mudar vidas“pra melhor ou pra pior, depende da escolha” —, razão pela qual conclamou a sociedade a participar mais. Com o objetivo da sessão cumprido, declarou encerrados os trabalhos.

Por que este ato é relevante

A sessão reuniu, numa mesma moldura institucional, história legislativa, qualificação técnica, respostas regulatórias (combate a ilícitos, ABNT), agenda econômica (crédito, obras, emprego) e voz política da categoria. Do ângulo do consumidor, reforça-se a segurança jurídica no maior investimento da vida. Para as cidades, sinaliza governança e planejamento. Para o País, uma mensagem clara: confiança é o cimento do investimento — e o corretor, a argamassa que liga sonho e contrato.

Crédito das falas: Trechos literais foram extraídos da transcrição oficial desta sessão especial no Senado em 27 de agosto, conforme material institucional da TV Senado no YouTube.

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