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Volta da guerra por Israel busca anexar Gaza e blindar Netanyahu

Nezter 20/11/2024 - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no Corredor Netzer em Gaza. (Foto Ma'ayan Tuaf) Especialistas ouvidos pela Ag...

Nezter 20/11/2024 - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no Corredor Netzer em Gaza. (Foto Ma'ayan Tuaf)

Especialistas ouvidos pela AgĂȘncia Brasil contestam versĂŁo de Tel-Aviv


Edição: Anderson Miranda | Tribuna do Brasil

O projeto de anexar a Faixa de Gaza e o temor do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de investigaçÔes de corrupção contra ele estĂŁo por trĂĄs da decisĂŁo de retomar os bombardeios ao territĂłrio palestino na madrugada desta terça-feira (18). Essa Ă© a avaliação de analistas consultados pela AgĂȘncia Brasil.

Os especialistas no conflito Israel-Palestina descartaram que o retorno dos ataques Ă  Gaza tenha relação com alguma intransigĂȘncia do Hamas para negociar a liberação dos cerca de 60 refĂ©ns que seguem nas mĂŁos do grupo, conforme afirma a versĂŁo oficial do governo de Tel-Aviv.

"O que estĂĄ acontecendo Ă© uma tentativa de golpe [para se manter no poder], e os bombardeios, de ontem para hoje, foram uma forma de silenciar o que estĂĄ acontecendo com o escĂąndalo do chamado de Qatar Gate", disse Gherman.

Os bombardeios mataram cerca de 400 palestinos em menos de 24 horas, sendo 100 crianças, segundo cĂĄlculos do MinistĂ©rio da SaĂșde de Gaza, e rompem uma trĂ©gua relativa de dois meses iniciada no dia 19 de janeiro.

Gherman acrescenta que o anĂșncio dessa semana de demissĂŁo do chefe da agĂȘncia da segurança interna de Israel Shin Bet, Ronen Bar, pode ser consequĂȘncia da recusa de Bar em interromper as investigaçÔes sobre o caso Qatar Gate. Netanyahu justifica que "perdeu a confiança" no aliado.

A professora de pós-graduação em relaçÔes internacionais da PUC de Minas Gerais Rashmi Singh concorda com essa avaliação e diz que Netanyahu usa o pretexto das negociaçÔes de paz e da troca de reféns para se proteger do processo judicial por corrupção.

"Ele deveria testemunhar esta semana. Isso agora foi adiado por causa da retomada da agressĂŁo em Gaza", comentou.

Anexar Gaza

Ao mesmo tempo, a especialista em Oriente Médio Rashmi Singh avalia o projeto de anexar Gaza é determinante para a volta dos bombardeios.

"A retirada unilateral de Israel do cessar-fogo Ă© totalmente esperada e resultado de suas prĂłprias ambiçÔes. A retomada da matança de moradores de Gaza sob o pretexto de combater o terrorismo/Hamas Ă© parte de uma estratĂ©gia de ocupação ilegal e anexação de terras em Gaza", avaliou.

Rashmi diz que a justificativa de Israel para retomar o bombardeio à Gaza não se sustenta. "Essa é uma tåtica de distração, porque o acordo original do cessar-fogo não tinha essa clåusula em vigor [de liberar todos os reféns unilateralmente pelo Hamas]. Então, Israel estå mudando os termos do cessar-fogo para seus próprios objetivos", comentou.

Palestinian Hamas militants hand over hostages kidnapped during the October 7, 2023, attack on Israel by Hamas, to members of the International Committee of the Red Cross (ICRC) as part of a ceasefire and a hostages-prisoners swap deal between Hamas and Israel, in Gaza City, January 19, 2025 in this screen grab from a video. REUTERS/via Reuters TV
Libertação de refĂ©m israelense pelo Hamas. Frame/Reuters TV/Proibida reprodução

A primeira fase do acordo de cessar-fogo previa a devolução de 25 refĂ©ns vivos, dos restos mortais de outros oito mortos, alĂ©m da liberação de 2 mil prisioneiros palestinos, muitos dos quais foram presos novamente por Israel. Enquanto a segunda fase nĂŁo fosse negociada, deveriam prevalecer os termos da primeira fase, com manutenção do cessar-fogo. O governo de Tel-Aviv tambĂ©m violou o acordo ao bloquear a entrada de ajuda humanitĂĄria no enclave palestino desde o dia 1Âș de março.   

Para a especialista da PUC de Minas, a anexação dos territĂłrios palestinos segue tambĂ©m na CisjordĂąnia, onde Israel expulsou nos Ășltimos meses mais de 40 mil pessoas de suas residĂȘncias

"Isso Ă© tudo ilegal, em violação ao direito internacional e, no caso da linguagem normalizada de limpeza Ă©tnica como 'realocação', atĂ© mesmo um crime de guerra", acrescentou Singh.

Israel tem defendido o projeto para Gaza do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com o deslocamento da população para países vizinhos, o que vem sendo rejeitado pelos Estados årabes e pelas lideranças palestinas.

Acordo enfraquece Netanyahu

Além dos motivos jå mencionados para o fim do cessar-fogo em Gaza, o professor da UFRJ, Michel Gherman, analisa que os termos do acordo, em especial com a implementação da segunda fase, colocaria o gabinete de Netanyahu em risco de dissolução por falta de apoio dos setores mais radicais.

"A segunda fase do acordo, politicamente, transforma realmente o Hamas em vitorioso. Liberaria referĂȘncias importantes da polĂ­tica palestina, como Marwan Barghouti, e colocaria Israel numa situação vergonhosa de nĂŁo ter conseguido seus objetivos de guerra, a nĂŁo ser a liberação dos refĂ©ns que sobreviveram", comentou.

Gherman sustenta que, para um governo de extrema-direita como o de Netanyahu, essa segunda fase seria impossĂ­vel de implementar. "É uma fase de acordo com um grupo que Israel supostamente indicaria que era preciso destruir", completou.

Com informaçÔes da: EBC / AgĂȘncia Brasil

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