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Dia da Matemática: Alunas do DF superam o medo e conquistam medalhas em olimpíadas

Iniciativas da rede pública de ensino transformam a disciplina temida em paixão e abrem caminho para um futuro promissor, inspirando mais me...

Iniciativas da rede pública de ensino transformam a disciplina temida em paixão e abrem caminho para um futuro promissor, inspirando mais meninas nas ciências exatas

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

A matemática, muitas vezes vista como um bicho-papão no ambiente escolar, tem ganhado um novo significado para algumas alunas da rede pública de ensino do Distrito Federal. Em celebração ao Dia Nacional da Matemática, comemorado nesta quarta-feira (6) em homenagem ao educador Malba Tahan, histórias de sucesso mostram como o medo pode dar lugar à paixão, resultando em medalhas e abrindo portas para um futuro promissor nas ciências exatas.

O projeto VEM e a descoberta de talentos

No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 213 de Santa Maria, o projeto "Vamos Estudar Matemática" (VEM) tem sido fundamental para essa transformação. Coordenado pelo professor Leonardo Gonçalves Martins, o VEM, ativo desde 2015, incentiva estudantes a participar de olimpíadas científicas, especialmente na área de exatas, com o objetivo principal de despertar o interesse pela matemática e descobrir talentos.


Rafaela Iasmin Sampaio Castro, 13 anos, aluna do 8º ano do CEF 213, é um desses talentos. Sua relação inicial com a matemática era de dificuldade. “Eu não tinha muita facilidade”, lembra. No entanto, ao participar da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no sexto ano, ela não só passou da primeira fase, como conquistou bronze nacional e prata regional. No ano seguinte, pelo Projeto VEM, alcançou prata nacional e ouro regional. Inspirada por suas conquistas, Rafaela vislumbra um futuro na área de exatas, com o desejo de ser professora e compartilhar seu conhecimento.

Outro exemplo é Maria Clara Pereira de Freitas, 14 anos, do CEF Polivalente, cuja paixão pela matemática começou cedo, estimulada por seu pai. Orientada pela professora Letícia Fiúsa, ela iniciou sua jornada nas olimpíadas científicas no sexto ano e hoje sonha em seguir carreira em arquitetura ou engenharia.

Emília Coelho Gunther, 14 anos, aluna do CEF 102 Norte, também demonstra facilidade com a disciplina desde cedo. Com o apoio do professor Rodolfo Ferreira, ela coleciona medalhas e se inspira em sua professora Rafaela Cordeiro, que a ajudou a superar desafios.

Desmistificando o medo da matemática

Geraldo Eustáquio Moreira, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (UnB), explica que o medo da matemática é, em grande parte, uma construção social. “Frases como ‘isso não é pra mim’ ou ‘sou de humanas’ reforçam bloqueios que se acumulam ao longo de toda a trajetória escolar, num efeito cascata. Quando mudamos a forma de ensinar, valorizando o erro como parte do processo e conectando a matemática à vida, esse medo vai dando lugar à curiosidade e à aprendizagem”, avalia.

Essa abordagem pedagógica, que conecta a matemática ao cotidiano e a torna mais acessível e interessante, é crucial para desmistificar a disciplina e transformá-la em uma ferramenta de desenvolvimento e descoberta.

Quebrando barreiras em um universo predominantemente masculino

As conquistas dessas jovens são ainda mais significativas por ocorrerem em um campo historicamente dominado por homens. Estudos indicam que, apesar do aumento da participação feminina em cursos de matemática, ciência e tecnologia, a maioria dos ingressantes ainda é masculina. As estatísticas da OBMEP confirmam essa tendência:

  • Nível 1 (6º e 7º anos): Meninas representam 47% dos premiados, quase um empate.
  • Nível 2 (8º e 9º anos): A participação feminina cai para 34%.
  • Nível 3 (ensino médio): Apenas 31% dos premiados são meninas.

Esses dados ressaltam a importância de referências femininas e de projetos que incentivem a participação de meninas nas áreas de exatas. Emília Coelho Gunther destaca a importância de sua professora Rafaela Cordeiro: “Ela é mulher na matemática. Ela sabe dessa dificuldade e foi uma pessoa que me ajudou muito na minha jornada”.

Ceilândia: um celeiro de talentos em matemática

A Escola Classe (EC) 64 de Ceilândia se destaca como um verdadeiro celeiro de talentos em olimpíadas científicas. Sua Sala de Recursos Específica (SRE), dedicada a alunos com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), tem sido fundamental para o desenvolvimento de prodígios em matemática, sob a orientação do professor Marlon Santos.

Emily Súzany dos Santos Nogueira, 15 anos, aluna do 1º ano do ensino médio, é um desses prodígios. Desde os 8 anos na SRE, ela coleciona medalhas, mas também percebe a escassez de mulheres na área. “Eu sinto falta de uma presença feminina. Essa é a turma que mais tem menina, e só tem três”, observa. Emily, que desenvolveu um projeto em homenagem a grandes nomes femininos da história, aspira a ser uma inspiração para outras meninas. “Estou aqui justamente para inspirar outras meninas, e elas vão inspirar as próximas”, afirma.

As histórias de Rafaela, Maria Clara, Emília e Emily demonstram que, com o apoio adequado e uma abordagem pedagógica inovadora, a matemática pode deixar de ser um obstáculo e se tornar um caminho para o sucesso e a realização pessoal, inspirando uma nova geração de mulheres nas ciências exatas.

TAGS: DIA DA MATEMÁTICA, OBMEP, EDUCAÇÃO PÚBLICA, DISTRITO FEDERAL, MATEMÁTICA, MULHERES NAS EXATAS, TALENTOS, OLIMPÍADAS CIENTÍFICAS, MALBA TAHAN, INSPIRAÇÃO, ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO, CEF 213 SANTA MARIA, CEF POLIVALENTE, CEF 102 NORTE, EC 64 CEILÂNDIA, ALTAS HABILIDADES, SUPERDOTAÇÃO

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