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Crimes Contra o Patrimônio Lideram Prisões Provisórias em Janeiro

Ceilândia se Destaca como a Região com Mais Ocorrências, Revela Relatório Os crimes contra o patrimônio dominam as prisões provisórias no in...

Ceilândia se Destaca como a Região com Mais Ocorrências, Revela Relatório


Os crimes contra o patrimônio dominam as prisões provisórias no início de 2024, segundo levantamento do Núcleo de Assistência Jurídica das Audiências de Custódia da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Com 36,4% dos atendimentos relacionados a esse tipo de delito, Ceilândia desponta como a região com maior incidência. Os dados reforçam a necessidade de ações preventivas para deter a criminalidade e evitar novos casos, destacam especialistas.


Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

Os crimes contra o patrimônio lideram a lista de ocorrências que resultaram em prisões provisórias no primeiro mês de 2024. O relatório elaborado pelo Núcleo de Assistência Jurídica das Audiências de Custódia e da Tutela Coletiva dos Presos Provisórios da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) aponta que, dos 398 atendimentos realizados no último mês, 145 foram de crimes contra o patrimônio (36,4%); 98 de violência doméstica (24,6%); e 62 de tráfico de drogas (15,5%).

“A partir do momento em que temos as informações referentes aos crimes mais cometidos e às regiões com maior índice de ocorrências, por exemplo, podemos planejar ações de prevenção e evitar que ocorram novos casos” Alexandre Fernandes Silva, defensor público
Além disso, foram registrados 19 crimes contra a vida, 17 previstos no Código de Trânsito Brasileiro, seis descumprimentos de medidas protetivas, seis crimes contra a dignidade sexual e 10 infrações previstas no Estatuto do Desarmamento. Do total de assistidos, 242 eram primários (60,8%) e 156, reincidentes (39,2%).

Quanto ao local das prisões, a região que mais teve registros, de 8 a 31 de janeiro, foi Ceilândia (40), seguida por Samambaia (35) e Brasília (30). A maioria dos custodiados tem entre 30 e 35 anos (18,34%), é do gênero masculino (89,45%), possui o ensino fundamental incompleto (40,95%) e a pele parda (67%).

Na avaliação do defensor público do Núcleo de Assistência Jurídica das Audiências de Custódia e da Tutela Coletiva dos Presos Provisórios da DPDF, Alexandre Fernandes Silva, o registro desses dados é fundamental para a atuação das instituições e dos órgãos competentes. “A partir do momento em que temos as informações referentes aos crimes mais cometidos e às regiões com maior índice de ocorrências, por exemplo, podemos planejar ações de prevenção e evitar que ocorram novos casos. Os dados são importantes não só para a Defensoria Pública, mas também para os demais órgãos que compõem o sistema de Justiça”, analisou.

*Com informações da DPDF

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