O pré-candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sugere que institutos divulguem contratos com o poder público para garantir a ...
O pré-candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sugere que institutos divulguem contratos com o poder público para garantir a lisura dos levantamentos e a confiança do eleitor.
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
Diante do cenário de divulgação de pesquisas eleitorais em Goiás nesta quarta-feira (13), o pré-candidato ao governo do estado, Marconi Perillo (PSDB), emitiu uma nota oficial propondo uma medida para elevar a transparência e a credibilidade desses levantamentos. Perillo defende que, embora a contratação de pesquisas seja uma prática legítima e necessária para a gestão pública, a linha entre a avaliação de governo e a pesquisa eleitoral não pode ser cruzada sem critérios claros, especialmente quando o objetivo é influenciar a decisão do eleitor.

A distinção entre pesquisa de gestão e pesquisa eleitoral
Marconi Perillo ressaltou a importância das pesquisas para a administração pública, que permitem aos gestores aferir o impacto de suas ações e ouvir a população. Contudo, ele enfatiza que a pesquisa eleitoral possui um peso distinto, pois seu destinatário final é o cidadão, que se prepara para exercer o direito democrático de escolher seus representantes. Para o pré-candidato, a honestidade do entrevistador e a legitimidade da fonte que pesquisa são pilares essenciais para a confiabilidade dos resultados.
Proposta de lei para maior transparência
Com o objetivo de fortalecer a confiança pública nas pesquisas eleitorais, Perillo anunciou que encaminhará à bancada federal do PSDB uma sugestão de projeto de lei. A proposta é direta: todo instituto que divulgar pesquisas eleitorais deverá tornar públicos seus contratos com governos, prefeituras, autarquias e empresas estatais dos últimos cinco anos. A iniciativa visa a garantir que o eleitor tenha acesso à informação sobre quem financia os institutos, permitindo-lhe avaliar a isenção dos resultados apresentados.
O risco da falta de transparência
O pré-candidato ilustrou a necessidade da medida com um cenário hipotético, mas que reflete preocupações comuns. Ele questionou a razoabilidade de se pedir confiança ao eleitor goiano em pesquisas que, por exemplo, favoreçam nomes apoiados por um governo com o qual o instituto mantém contratos, especialmente se houver proximidade entre o governador e o proprietário do instituto. Para Perillo, sem essa transparência, a pesquisa eleitoral pode se desvirtuar, transformando-se em "opinião com aparência de ciência", o que ele considera inaceitável para a democracia goiana.
Pesquisa eleitoral como matéria pública
Marconi Perillo concluiu sua nota oficial reiterando que a pesquisa eleitoral é uma matéria de interesse público e não pode ser instrumentalizada. A ausência de clareza sobre o financiamento dos institutos, segundo ele, compromete a capacidade do eleitor de discernir e confiar nos dados apresentados, prejudicando o processo democrático e a escolha consciente do futuro do estado.
TAGS: MARCONI PERILLO, PESQUISAS ELEITORAIS, TRANSPARÊNCIA, PROJETO DE LEI, GOIÁS, PSDB, ELEIÇÕES, CREDIBILIDADE, DEMOCRACIA, INSTITUTOS DE PESQUISA, CONTRATOS PÚBLICOS, GOVERNO, ELEITOR
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