Dia Mundial de Combate à Asma reforça a importância da adesão à medicação e orienta sobre atendimento gratuito no Sistema Único de Saúde do ...
Dia Mundial de Combate à Asma reforça a importância da adesão à medicação e orienta sobre atendimento gratuito no Sistema Único de Saúde do Distrito Federal
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
A asma, doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta cerca de 300 milhões de pessoas globalmente, é frequentemente subestimada ou mal gerenciada. Sintomas como falta de ar intermitente, chiado no peito, tosse noturna e dificuldade para realizar atividades físicas podem ser sinais de que a doença está fora de controle, exigindo atenção médica e tratamento contínuo. Neste 5 de maio, o Dia Mundial de Combate à Asma, a comunidade médica reforça a necessidade de um manejo adequado para prevenir crises graves e mortes evitáveis.
Asma: uma inflamação constante que exige tratamento diário
A história da administradora Jaqueline Mendonça, 34 anos, é um exemplo comum. Inicialmente, ela atribuía a falta de ar ao cansaço, mas a progressão dos sintomas – chiado, tosse e dificuldade para subir escadas – culminou em crises assustadoras. “Teve um dia em que parecia que o ar não entrava. Foi assustador. Eu só usava bombinha quando piorava, mas não sabia que precisava tratar todos os dias”, relata.
A pneumologista Nancilene Melo, do IgesDF, explica que a asma não se manifesta apenas durante as crises. “A asma não aparece só na crise. A inflamação está presente o tempo todo e precisa ser controlada de forma contínua”, esclarece. O tratamento correto, segundo a especialista, envolve o uso regular de inaladores com corticoides, muitas vezes combinados com broncodilatadores, que atuam diretamente na causa da inflamação e reduzem o risco de agravamento.
A Global Initiative for Asthma (Gina), organização médica internacional colaboradora da Organização Mundial da Saúde (OMS), define o tema deste ano como um alerta para a urgência de garantir acesso a inaladores anti-inflamatórios, essenciais para o controle da doença.
O perigo da interrupção do tratamento
Um erro comum entre os pacientes é a interrupção do tratamento ao sentir melhora. Jaqueline Mendonça cometeu esse equívoco. “Eu parei de usar a medicação porque estava me sentindo bem. Em pouco tempo, tudo voltou. Foi quando entendi que precisava tratar a doença, não só a crise”, conta.
A interrupção da medicação é um dos principais fatores para o descontrole da asma. Muitos pacientes utilizam apenas broncodilatadores de alívio, que melhoram os sintomas momentaneamente, mas não tratam a inflamação subjacente. “Muita gente usa apenas a bombinha de alívio. Isso melhora na hora, mas mantém a doença ativa. O risco é a crise voltar mais forte”, adverte Nancilene Melo.
Atendimento gratuito e especializado no DF
No Distrito Federal, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento completo para a asma, desde a atenção básica até casos mais complexos. O Hospital de Base do Distrito Federal, por exemplo, possui ambulatórios especializados em doenças respiratórias e alérgicas.
O DF conta com aproximadamente 27 centros de referência para pacientes asmáticos, distribuídos em hospitais regionais e unidades de saúde, garantindo acesso a diagnóstico, acompanhamento médico e medicação. A porta de entrada para esses serviços são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde o paciente pode iniciar o acompanhamento e ser encaminhado para especialistas, se necessário.
[[google images: Mapa de UBSs Distrito Federal]]
Conscientização e qualidade de vida
A primeira semana de maio é marcada por ações de conscientização sobre a asma no Brasil, com campanhas educativas e discussões sobre novas terapias. Entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e a Fundação Proar atuam para reforçar a importância da adesão ao tratamento.
Para os especialistas, a informação é parte fundamental do tratamento. “Quando o paciente compreende que a asma é uma condição crônica, como diabetes ou pressão alta, ele passa a cuidar melhor e evita complicações”, afirma a pneumologista Nancilene Melo.
Com o tratamento adequado e a adesão contínua à medicação, é possível controlar a asma e ter uma vida plena. Jaqueline Mendonça é prova disso: ela mantém o tratamento regular, não teve novas crises graves, voltou a praticar exercícios e retomou sua rotina sem limitações. “Eu achei que ia ter que conviver com isso para sempre daquele jeito. Hoje eu sei que dá para ter qualidade de vida, mas tem que fazer o tratamento certo”, conclui.
TAGS: ASMA, FALTA DE AR, DOENÇA RESPIRATÓRIA, TRATAMENTO CONTÍNUO, DIA MUNDIAL DE COMBATE À ASMA, SUS, DISTRITO FEDERAL, IGESDF, PNEUMOLOGIA, SAÚDE PÚBLICA, INALADORES, CORTICOIDES, BRONCODILATADORES, UBS, HOSPITAL DE BASE, QUALIDADE DE VIDA
%20JCL%202.png)
.jpg)

%20JCL%202.png)

.png)



Nenhum comentário
Obrigado por contribuir com seu comentário! Ficamos felizes por ser nosso leitor! Seja muito bem vindo! Acompanhe sempre as nossas notícias! A equipe Tribuna do Brasil agradece!