Piscicultura cresce 21,9% em um ano, com tilápia dominante e apoio decisivo de programas do GDF ao homem do campo Por Anderson Miranda - Red...
Piscicultura cresce 21,9% em um ano, com tilápia dominante e apoio decisivo de programas do GDF ao homem do campo
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
Impulsionada por incentivos do Governo do Distrito Federal (GDF) e assistência técnica especializada, a produção de pescado no Distrito Federal cresceu 21,9% em 2025, passando de 2.163.472 quilos em 2024 para 2.636.952 quilos neste ano, segundo a Emater-DF. A tilápia responde por mais de 95% desse volume e consolida a piscicultura como atividade estratégica para geração de renda e oferta de proteína de qualidade à população.
Tilápia puxa avanço da piscicultura no DF
O coordenador do Programa de Aquicultura da Emater-DF, Adalmyr Borges, explica que a tilápia se tornou a grande protagonista da cadeia produtiva no DF por reunir facilidade de manejo, boa aceitação no mercado e versatilidade no consumo.
“A tilápia é um peixe que tem facilidade na criação e é um produto adequado para crianças e adultos. Uma novidade é que o DF tem exportado para outros estados o filhote do peixe. Isso graças ao conhecimento técnico e às boas práticas que garantem um alevino com qualidade sanitária reconhecida”, afirma.
A expansão da tilapicultura no DF também está ligada ao aumento da demanda por proteínas mais acessíveis e ao fortalecimento de canais de comercialização, como feiras, mercados locais, cooperativas e programas de compras institucionais.
Caso de sucesso: de 3 a 21 tanques em pouco mais de uma década
Na Ponte Alta do Gama, a rotina na chácara de Guilherme Pereira, 32 anos, ilustra o crescimento da piscicultura no DF. Há doze anos, ele iniciou a criação de tilápias na propriedade de 70 hectares da família com apenas três tanques.
Hoje, o empreendimento conta com 21 tanques e uma produção superior a 200 mil quilos de peixe por ano. Guilherme destaca a localização como um diferencial competitivo:
“O nosso diferencial é que a gente está perto do consumidor. Então, conseguimos agregar valor à tilápia. É uma proteína de alta qualidade, que chega fresca rapidamente nas prateleiras”, conta o produtor rural.
A proximidade com o mercado consumidor de Brasília reduz custos logísticos, garante maior frescor do produto e permite que o piscicultor alcance remuneração melhor em comparação a mercados mais distantes.
Papel da Emater-DF: da regularização ao manejo sanitário
Guilherme atribui boa parte da consolidação do negócio ao apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF). Segundo ele, a instituição esteve presente em todas as etapas do processo produtivo.
“Desde o processo de regularização e obtenção de licenças até a construção dos viveiros. Hoje, com o negócio já andando, a Emater segue parceira na questão da assistência técnica e na parte sanitária”, ressalta o piscicultor.
A Emater-DF orienta os produtores em temas como:
- Licenciamento ambiental e regularização da atividade;
- Dimensionamento e construção de tanques e viveiros;
- Nutrição e manejo dos peixes;
- Controle sanitário e biosseguridade;
- Gestão da produção e acesso a mercados.
Esse suporte técnico é considerado fundamental para garantir produtividade, reduzir riscos de perda e assegurar a qualidade sanitária do pescado.
Reservatórios de irrigação podem dobrar produção no DF
A perspectiva para 2026 é de continuidade da expansão da piscicultura, com aproveitamento de novas áreas e uso múltiplo da água. Adalmyr Borges destaca um projeto estruturante que está em andamento.
“No ano passado, um projeto com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural implantou 247 reservatórios de irrigação. Essa água para irrigação pode ter o uso múltiplo. Antes de ir para a irrigação, ela pode ser utilizada para a criação de peixe. E só esses reservatórios têm a capacidade de dobrar a produção de peixe no DF”, afirma o coordenador.
A estratégia de uso múltiplo da água torna a atividade mais eficiente, reduz desperdícios e amplia a capacidade produtiva sem necessidade de grandes expansões de área. A medida também reforça a integração entre agricultura e aquicultura, otimizando recursos no meio rural.
Alimentação escolar abre novo mercado para filé de tilápia
Outro vetor importante de estímulo aos piscicultores é a inserção do filé de tilápia na alimentação escolar do DF. Segundo a Emater, um edital publicado no fim de 2024 para o fornecimento desse produto à rede pública de ensino já está em fase de execução.
“No fim do ano passado, saiu um edital para esse fornecimento. Uma cooperativa do DF venceu e já vai começar as entregas. Com isso, os produtores estão se organizando, e a iniciativa também incentiva outros a investir na produção”, detalha Adalmyr Borges.
O fornecimento para a merenda escolar:
- Garante mercado estável e de grande volume;
- Impulsiona a formalização de cooperativas e associações;
- Estimula investimentos em beneficiamento e agregação de valor;
- Contribui para a oferta de alimento saudável às crianças e adolescentes.
Piscicultura ganha espaço na economia rural do DF
Com o salto produtivo registrado em 2025, a piscicultura se consolida como uma das atividades mais promissoras no meio rural do Distrito Federal, gerando emprego, renda e diversificação econômica.
O apoio técnico da Emater-DF, os investimentos em reservatórios, a abertura de mercados institucionais e a logística favorável – pela proximidade com o consumidor – criam um ambiente favorável para novos produtores ingressarem na atividade e para que empreendimentos já existentes possam se expandir.
TAGS: PISCICULTURA DF, PRODUÇÃO DE PESCADO, TILÁPIA, EMATER-DF, GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, ZONA RURAL, AQUICULTURA, RESERVATÓRIOS DE IRRIGAÇÃO, ALIMENTAÇÃO ESCOLAR, AGRICULTURA FAMILIAR, ECONOMIA RURAL DF
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