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Casos de Mpox chegam a 140 no Brasil em 2026; não há registro de mortes

Ministério da Saúde monitora 539 casos suspeitos e nove prováveis; São Paulo concentra maior número de infecções no ano Por Anderson Miranda...

Ministério da Saúde monitora 539 casos suspeitos e nove prováveis; São Paulo concentra maior número de infecções no ano

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de Mpox desde o início de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (9). Apesar do avanço dos registros, não houve mortes pela doença no período. O boletim também aponta 539 casos suspeitos em investigação e nove casos prováveis em todo o país.

Pesquisas do MPOX VIRUS em laboratório | Foto: Matheus Miranda TBR

Distribuição dos casos e evolução em 2026

De acordo com a pasta, a evolução mensal da Mpox neste ano foi a seguinte:

  • Janeiro: 68 casos confirmados e prováveis
  • Fevereiro: 70 casos
  • Março: 11 casos (até a atualização mais recente)

Entre os estados, a concentração de casos é maior nas seguintes unidades da Federação:

  • São Paulo: 93 casos
  • Rio de Janeiro: 18 casos
  • Rondônia: 11 casos

Os dados reforçam a necessidade de vigilância ativa, rastreamento de contatos e orientação à população, especialmente em áreas com maior número de registros.

O que é Mpox e como ocorre a transmissão

A Mpox é uma doença causada por um vírus do mesmo gênero da varíola humana, porém geralmente com menor letalidade. Classificada como uma zoonose viral, ela pode ser transmitida:

  • Pelo contato direto com pessoas infectadas, especialmente com lesões de pele, secreções corporais ou gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada;
  • Pelo contato com materiais contaminados (roupas de cama, toalhas, superfícies);
  • Pelo contato com animais silvestres infectados.

A transmissão exige, em geral, contato próximo, prolongado e/ou com fluidos corporais ou lesões, o que diferencia a dinâmica de contagio de vírus respiratórios de maior dispersão, como o da gripe ou o da covid-19.

Sintomas e sinais de alerta

Os sinais e sintomas mais comuns da Mpox incluem:

  • Erupção cutânea ou lesões de pele (podem começar pelo rosto, genitais ou outras partes do corpo);
  • Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrios;
  • Cansaço e fraqueza.

A erupção costuma passar por diferentes estágios (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas) e pode ser dolorosa ou causar coceira. Em muitos casos, a doença é autolimitada, com melhora após algumas semanas, mas pode ser mais grave em pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas e gestantes.

Orientações do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com sintomas compatíveis com Mpox:

  • Procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, diagnóstico e orientações;
  • Evitem contato próximo com outras pessoas, em especial com aquelas que residem no mesmo domicílio;
  • Sigam medidas de isolamento e cuidados com higiene das mãos e superfícies, conforme orientação profissional.

A detecção precoce e a redução de contatos próximos são fundamentais para interromper cadeias de transmissão e evitar surtos localizados.


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