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"A Política Externa Brasileira e Suas Implicações em Relações Controversas com o Oriente Médio" A política internacional do Brasil...

"A Política Externa Brasileira e Suas Implicações em Relações Controversas com o Oriente Médio"


A política internacional do Brasil tem se tornado um campo minado de controvérsias e decisões questionáveis. Recentemente, o governo brasileiro tem se destacado por suas posturas e alianças que suscitam preocupações significativas, especialmente no que diz respeito às relações com países do Oriente Médio, como Irã e a delicada questão envolvendo o grupo Hamas.


Por Jornalista Anderson Miranda
Editor-Chefe do Tribuna do Brasil

Presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Irã, Ebrahim Raisi, agosto de 2023 (Foto: Palácio do Planalto/Flickr)

**O Caso do Hamas:** Em outubro, o grupo Hamas, considerado uma organização terrorista por diversos países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, esteve envolvido em ações violentas contra Israel. As atrocidades cometidas, que incluíram sequestros e assassinatos de civis, são condenáveis e refletem uma clara violação dos direitos humanos. A aparente falta de uma posição firme e condenatória por parte do governo brasileiro em relação a esses atos do Hamas é preocupante, pois tal postura poderia ser interpretada como uma forma de apoio tácito a tais ações.


**Relações com o Irã:** A abertura do Brasil para estreitar laços com o Irã, um país frequentemente envolvido em controvérsias internacionais, especialmente em relação ao seu programa nuclear e acusações de patrocínio ao terrorismo, é outro ponto de tensão. A presença de navios militares iranianos no Rio de Janeiro e a crescente influência iraniana na América Latina, conforme relatado pela revista Time, mostram uma inclinação do Brasil para se aproximar de um país que está em constante conflito com os interesses ocidentais.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro: parceiro crucial de Teerã na América do Sul (Foto: UN Photo)

**Impacto na América Latina:** 

O avanço do Irã na América Latina, facilitado em parte pela postura do governo brasileiro, representa um desafio significativo para a estabilidade da região. A colaboração econômica e política entre Brasil e Irã, embora possa trazer benefícios comerciais, não deve ignorar os potenciais riscos estratégicos e de segurança que tal aproximação pode acarretar.


**Preocupações e Consequências:** 

A política externa brasileira, ao se alinhar com países envolvidos em práticas questionáveis, pode levar o Brasil a um caminho escuro e tenso nas relações internacionais. Essa postura não só afeta a imagem do Brasil no cenário global, mas também pode ter implicações diretas na segurança e no bem-estar da região latino-americana.


**Os custos de ceder ao Irão no quintal dos EUA**


Apesar das negativas públicas, os EUA estão perfeitamente conscientes de que a invasão desenfreada do Irã na América Latina representa riscos reais tanto para a região como para os Estados Unidos. A aliança emergente com Venezuela, Nicarágua, Cuba e outros regimes radicais proporciona linhas de vida econômica que lhes permitem resistir às reformas democráticas. Os críticos regionais dizem que a colaboração secreta em tecnologias sensíveis aumenta o seu controle autoritário e as suas capacidades militares e que os fluxos de receitas ilícitas e as portas para escapar às sanções também ajudam a sua sobrevivência contra a pressão dos EUA.

Entre a população, ainda existe profunda lealdade aos EUA, temendo que os laços mais profundos com o Irã sirvam para legitimar regimes que de outra forma seriam excluídos, apesar dos seus retrocessos democráticos e das violações dos direitos humanos. A sua maior relevância geopolítica já encoraja repressões, como na Nicarágua, que expulsou e negou a cidadania aos líderes da oposição, e na Bolívia, que adotou linha dura contra os opositores políticos, prendendo o seu antigo presidente e líderes políticos regionais.

O seu papel em permitir a posição estratégica do Irã perto dos Estados Unidos também representa perigos para o Norte e para o Ocidente coletivos, seja através da coleta de informações, de operações de influência militante, ou de planos de contingência secretos que seriam ativados em qualquer conflito.

Na região como um todo, há poucas ações para controlar a presença generalizada do Hezbollah. Os incentivos econômicos de curto prazo ao alinhamento com Teerã já estão expondo seus laços contínuos com o terrorismo internacional.

O estreito envolvimento dos EUA com o Brasil e outros parceiros regionais pragmáticos para deter a crescente influência do Irã está acontecendo nos bastidores, alavancando o comércio, o investimento, os laços militares e outras ferramentas de persuasão e apoio para orientá-los no sentido de controlar, e não de permitir, as ambições do Irã. Mas a liderança ativa dos EUA que apoia a estabilidade democrática, a prosperidade e a soberania da América Latina contra a incursão iraniana permanece discreta. Os tentáculos do Irã encontraram um novo centro, estendendo a sua influência desde Brasília até à Cidade do México, Havana e La Paz, uma ameaça iminente no quintal dos EUA, acelerando uma alteração radical do mapa geopolítico regional.

**Conclusão:** 


Enquanto o Brasil busca expandir e fortalecer suas relações internacionais, é crucial que o faça com base em princípios democráticos, respeito aos direitos humanos e consideração pelas implicações de suas alianças. A diplomacia brasileira deve se orientar por uma visão de mundo que não somente busca ganhos econômicos, mas também promove a paz e a estabilidade global. O equilíbrio cuidadoso desses aspectos é fundamental para garantir que o Brasil permaneça como um ator respeitável e responsável na arena internacional.

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