Totalização nacional ficou cerca de uma hora em 64% e só voltou a avançar após acionamento de protocolos de segurança Por Matheus Salomão -...
Totalização nacional ficou cerca de uma hora em 64% e só voltou a avançar após acionamento de protocolos de segurança
Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou neste domingo (4) que a totalização dos votos do primeiro turno das eleições sofreu atraso em razão de um congestionamento no sistema de dados da Corte. Segundo ele, o problema impactou a divulgação dos resultados por cerca de uma hora.
Por volta das 19h, a totalização nacional dos votos para presidente da República ficou estagnada em 64% das seções apuradas. A contagem voltou a avançar somente por volta das 20h, quando o painel eletrônico saltou para 84% dos votos totalizados.
“Congestionamento de dados”, diz Nunes Marques
Em declaração pública, Nunes Marques explicou que o episódio está relacionado ao grande volume de informações processadas simultaneamente pelos sistemas da Justiça Eleitoral:
“O que ocorreu foi um congestionamento de dados. A cada eleição, nós somos surpreendidos com alguma intercorrência, o que é natural para quem lida com sistemas complexos e tão variados”, afirmou o presidente do TSE.
De acordo com o ministro, assim que a equipe de tecnologia da informação identificou a anomalia, foi acionado um protocolo de segurança para verificar a integridade do sistema e restabelecer o fluxo normal de dados.
“A princípio, não se sabe se isso foi derivado de outro problema. O que a nossa TI constatou foi um fluxo [de dados] superior ao normal, e esse congestionamento gerou um atraso”, completou.
Ação da área de TI e segurança do sistema
Segundo o TSE, o procedimento adotado diante da falha envolveu:
- identificação do ponto de congestionamento no fluxo de dados;
- ativação de rotinas de segurança para descartar interferências externas;
- retomada gradual da divulgação da totalização após a estabilização do sistema.
O tribunal reforçou que o problema se restringiu à divulgação dos resultados, sem comprometer:
- o registro dos votos nas urnas eletrônicas;
- a integridade da totalização interna;
- ou a segurança do processo eleitoral.
Atraso na apuração já havia ocorrido em 2020
O TSE lembrou que situação semelhante foi registrada nas eleições municipais de 2020, quando também houve atraso na apuração dos votos. Na ocasião, o problema foi atribuído a uma falha no processador responsável pela totalização, o que retardou a consolidação dos resultados em todo o país.
O novo episódio reforça o desafio permanente de:
- dimensionar os sistemas para grandes picos de acesso;
- lidar com a complexidade de infraestrutura tecnológica de eleições nacionais;
- e manter a confiança pública na rapidez e transparência da apuração.
TAGS: TSE, ELEIÇÕES 2026, APURAÇÃO DE VOTOS, KASSIO NUNES MARQUES, CONGESTIONAMENTO DE DADOS, SISTEMA ELETRÔNICO, TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, URNA ELETRÔNICA, SEGURANÇA DO SISTEMA, BRASIL
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