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Halo solar encanta céus do Centro-Oeste, mas não indica chuva, explicam meteorologistas

Fenômeno óptico forma anel luminoso ao redor do Sol e é causado por cristais de gelo em nuvens altas; especialistas alertam apenas para o r...

Fenômeno óptico forma anel luminoso ao redor do Sol e é causado por cristais de gelo em nuvens altas; especialistas alertam apenas para o risco de olhar diretamente para a estrela

Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Um halo solar chamou a atenção de moradores de diversas cidades do Centro-Oeste, incluindo Brasília (DF), na terça-feira (25), formando um anel luminoso e colorido ao redor do Sol. Apesar de ter alimentado o romantismo e o imaginário popular — com quem disse que “o amor estava no ar” —, o fenômeno, semelhante a um arco-íris, é comum, natural e não serve como sinal de chuva.

O que é o halo solar e por que ele aparece

De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, consultora em Brasília, o halo solar é um fenômeno óptico atmosférico:

“É muito bonito de se visualizar. O halo solar é um fenômeno óptico, atmosférico, que forma um anel luminoso e colorido ao redor do Sol”, explica.

O fenômeno ocorre quando a luz do Sol atravessa nuvens altas e finas do tipo cirrostratus, que se formam entre 5 km e 10 km de altitude e criam um véu esbranquiçado e transparente no céu. 

Essas nuvens contêm minúsculos cristais de gelo em formato hexagonal, que funcionam como pequenos prismas naturais.

Segundo Andrea, o processo é semelhante ao de um prisma de vidro:

  • a luz solar entra nos cristais de gelo;
  • sofre refração (mudança de direção ao passar de um meio para outro);
  • se divide nas cores do espectro visível, formando o anel colorido em torno do Sol.

Quando o halo tem cerca de 22 graus de raio aparente, ele é conhecido como “halo de 22°”, um dos tipos mais comuns registrados ao redor do Sol ou da Lua. 

Não é sinal de chuva nem de perigo climático

Na cultura popular, o halo solar costuma ser associado a chuva se aproximando, frente fria ou instabilidade atmosférica. A meteorologista, porém, reforça que não há relação direta:

“Não é alerta de chuva. Na sabedoria popular, o halo costuma indicar condição de instabilidade ou mesmo a frente fria, mas não tem nada a ver”, afirma.

Andrea destaca que o halo:

  • não representa risco climático;
  • não está ligado a aumento de radiação solar;
  • é apenas a manifestação visível de uma configuração específica de nuvens e cristais de gelo.

Ou seja, trata-se de um efeito físico comum e natural, que pode ocorrer em diferentes regiões do mundo sempre que houver as condições adequadas na alta atmosfera. 

Único cuidado: não olhar diretamente para o Sol

Embora o fenômeno em si não ofereça perigo, a especialista faz um alerta importante: o risco está em olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada.

“As pessoas devem ter cuidado ao olhar diretamente para o Sol sem proteção porque isso pode causar danos à retina. Essa é a única preocupação realmente. É um fenômeno muito bonito”, ressalta Andrea.

A recomendação é:

  • não olhar diretamente para o Sol;
  • evitar usar apenas óculos escuros comuns para observação direta;
  • preferir registrar o halo com câmeras apontadas rapidamente ou observar o efeito indiretamente, sem fixar a vista na região central.

Assim, é possível apreciar o espetáculo no céu com segurança, sem colocar em risco a saúde dos olhos.

TAGS: HALO SOLAR, FENÔMENO ÓPTICO, METEOROLOGIA, CENTRO-OESTE, BRASÍLIA, CRISTAIS DE GELO, NUVENS CIRROSTRATUS, CLIMA, ASTRONOMIA ATMOSFÉRICA, BRASIL

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