Manobras conjuntas envolvem armas nucleares táticas, mísseis hipersônicos e reforçam alerta internacional sobre escalada da guerra na Ucrâni...
Manobras conjuntas envolvem armas nucleares táticas, mísseis hipersônicos e reforçam alerta internacional sobre escalada da guerra na Ucrânia
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
A Rússia e Belarus iniciaram nesta segunda-feira (18) uma nova série de exercícios militares conjuntos voltados ao uso de armas nucleares táticas, elevando ainda mais a tensão geopolítica entre Moscou e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). As manobras acontecem em meio à continuidade da guerra na Ucrânia e ao enfraquecimento dos principais acordos globais de controle nuclear.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Defesa de Belarus, os treinamentos têm como objetivo testar a capacidade operacional das forças armadas para deslocamento, posicionamento e eventual utilização de armamentos nucleares em cenários de guerra.
Exercícios incluem tropas russas e armamentos nucleares
As operações militares envolvem:
unidades de mísseis;
destacamentos da força aérea;
integração direta com tropas russas;
simulações de deslocamentos estratégicos;
operações de ocultação e mobilidade militar.
O governo belarusso afirmou que os exercícios incluem “cálculos de emprego de forças e recursos” e ações realizadas a partir de locais previamente não planejados.
Apesar do forte aparato militar, Minsk declarou oficialmente que a operação “não é direcionada contra terceiros” e não representa ameaça à segurança regional.
Sistema hipersônico Oreshnik aumenta preocupação internacional
As manobras marcam a primeira grande operação militar após a instalação do sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik em território belarusso no fim de 2025.
O armamento possui capacidade nuclear e é tratado pelo Kremlin como uma das principais apostas da nova geração estratégica das Forças Armadas russas.
Especialistas internacionais avaliam que a presença do sistema em Belarus amplia significativamente o alcance militar russo sobre a Europa Oriental e aumenta o nível de alerta da Otan.
Lukashenko eleva discurso militarista
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, intensificou recentemente o discurso sobre ameaças externas envolvendo países vizinhos integrantes da Otan.
Nas últimas semanas, o líder belarusso afirmou que o país enfrenta “riscos crescentes” de conflito e anunciou uma “mobilização direcionada” das forças internas.
A retórica elevou a preocupação internacional sobre possível ampliação do conflito envolvendo Belarus diretamente ao lado da Rússia.
Ucrânia reforça fronteira norte
As movimentações militares também provocaram reação imediata da Ucrânia.
Segundo autoridades de Kiev, tropas adicionais foram enviadas para regiões da fronteira norte após denúncias de que Moscou poderia preparar nova ofensiva militar a partir do território belarusso.
Desde a invasão russa em 2022, Belarus é apontada como uma das principais bases logísticas e estratégicas utilizadas pelas forças de Vladimir Putin.
Colapso do tratado nuclear amplia riscos globais
Os exercícios militares ocorrem em um momento de fragilidade inédita nos mecanismos internacionais de controle nuclear.
O fim prático do tratado New START — firmado entre Rússia e Estados Unidos para limitar arsenais nucleares estratégicos — eliminou um dos últimos instrumentos formais de fiscalização entre as duas maiores potências nucleares do planeta.
Especialistas alertam que a ausência de mecanismos de controle aumenta os riscos de escalada militar e reduz a previsibilidade estratégica internacional.
Rússia intensifica demonstrações de força nuclear
Desde o início da guerra na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin vem ampliando discursos e demonstrações militares envolvendo armamentos nucleares.
O Kremlin busca pressionar países ocidentais a reduzirem o apoio militar fornecido à Ucrânia.
Na última semana, Moscou afirmou ter realizado com sucesso um novo teste do míssil balístico intercontinental Sarmat, considerado um dos armamentos nucleares mais poderosos já desenvolvidos pela Rússia.
O governo russo pretende colocar o sistema em operação definitiva até o fim de 2026.
Belarus amplia dependência política e militar da Rússia
Analistas internacionais avaliam que Belarus se tornou ainda mais dependente do Kremlin após a crise política de 2020, marcada por denúncias de fraude eleitoral e repressão interna.
Segundo especialistas, Moscou forneceu:
apoio militar;
sustentação econômica;
suporte estratégico;
operações de influência política e midiática.
Em contrapartida, Belarus aprofundou sua integração militar com a Rússia e permitiu o uso do território nacional como plataforma para operações militares contra a Ucrânia.
Aliança entre Putin e Lukashenko se fortalece
O tratado de união firmado entre Rússia e Belarus em 1999 consolidou uma relação cada vez mais estreita entre os dois governos.
Especialistas descrevem o atual cenário como uma “anexação progressiva”, na qual Moscou exerce influência direta sobre setores estratégicos da política, economia e defesa belarussa.
O avanço da cooperação militar entre os dois países é acompanhado com preocupação por governos europeus e pela Otan.
Cenário internacional segue sob alerta
O aumento das tensões nucleares ocorre em um contexto global marcado por:
guerra prolongada na Ucrânia;
aumento da militarização;
disputa geopolítica entre Rússia e Ocidente;
enfraquecimento dos acordos de segurança internacional.
Especialistas alertam que a continuidade desse cenário pode ampliar riscos de instabilidade regional e aprofundar a crise de segurança internacional.
TAGS: RÚSSIA, BELARUS, OTAN, GUERRA NA UCRÂNIA, ARMAS NUCLEARES, PUTIN, LUKASHENKO, EXERCÍCIOS NUCLEARES, MÍSSIL ORESHNIK, NEW START, SEGURANÇA INTERNACIONAL, CONFLITO GLOBAL, TENSÃO MILITAR, ARMAMENTO NUCLEAR, KREMLIN, UCRÂNIA, OTAN E RÚSSIA, MÍSSIL SARMAT, EUROPA ORIENTAL, GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL
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