Número de penas de morte aplicadas cresceu 78% em 2025, impulsionado por repressão estatal e guerra às drogas Por Anderson Miranda - Redação...
Número de penas de morte aplicadas cresceu 78% em 2025, impulsionado por repressão estatal e guerra às drogas
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
O número de execuções registradas no mundo alcançou em 2025 o maior patamar dos últimos 44 anos, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pela Anistia Internacional. O documento “Sentenças de Morte e Execuções 2025” aponta que ao menos 2.707 pessoas foram executadas em 17 países ao longo do último ano, um aumento de 78% em comparação com 2024.

A organização afirma que o crescimento foi impulsionado principalmente pelo uso da pena de morte como instrumento de repressão política, controle social e combate ao tráfico de drogas em diversos países.
Irã lidera ranking global de execuções
De acordo com o levantamento, o Irã concentrou o maior número de execuções em 2025, com pelo menos 2.159 casos registrados.
O número representa mais que o dobro das execuções contabilizadas no ano anterior.
A Anistia Internacional acusa o governo iraniano de ampliar o uso da pena capital para sufocar dissidências internas e reforçar mecanismos de repressão estatal.
Arábia Saudita amplia uso da pena de morte
A Arábia Saudita também apresentou forte crescimento nas execuções.
Segundo o relatório, o país realizou pelo menos 356 execuções em 2025, muitas delas relacionadas a crimes ligados ao tráfico de drogas.
Especialistas em direitos humanos apontam preocupação com o endurecimento das políticas penais em países do Oriente Médio e Ásia.
Estados Unidos registram aumento nas execuções
O relatório também mostra aumento significativo da aplicação da pena de morte nos Estados Unidos.
O número de execuções passou de:
25 casos em 2024;
para 47 casos em 2025.
Além dos EUA, países como:
Kuwait;
Egito;
Singapura;
também registraram crescimento expressivo no uso da pena capital.
China segue sob suspeita de milhares de execuções
Embora os números oficiais não sejam divulgados pelo governo chinês, a Anistia Internacional afirma acreditar que milhares de execuções continuam ocorrendo anualmente na China.
O país permanece entre os principais executores do mundo, ao lado de:
Irã;
Coreia do Norte;
Arábia Saudita;
Iraque;
Vietnã;
Iêmen;
Somália;
Egito;
Estados Unidos.
A organização denuncia falta de transparência e sigilo estatal sobre os dados relacionados à pena de morte.
Guerra às drogas impulsiona aumento global
Um dos pontos mais preocupantes apontados no relatório é o crescimento das execuções ligadas à chamada “guerra às drogas”.
Segundo a Anistia Internacional, quase metade das penas de morte aplicadas em 2025 envolveu crimes relacionados ao tráfico de drogas.
A entidade considera que o avanço desse tipo de punição representa grave retrocesso nos direitos humanos e afeta principalmente populações vulneráveis e marginalizadas.
Organização critica uso político da pena capital
A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, afirmou que diversos governos vêm utilizando a pena de morte como ferramenta de intimidação política e repressão social.
Segundo a organização, o crescimento das execuções evidencia o fortalecimento de políticas autoritárias em alguns países.
Especialistas em direitos humanos alertam que a pena capital frequentemente é aplicada em sistemas judiciais marcados por:
falta de transparência;
julgamentos sem ampla defesa;
perseguições políticas;
discriminação social e racial.
Países avançam na abolição da pena de morte
Apesar do aumento global das execuções, o relatório também registra avanços importantes no movimento internacional pela abolição da pena capital.
Entre os destaques:
o Vietnã aboliu a pena de morte para oito crimes;
a Gâmbia retirou a punição para crimes como assassinato e traição;
projetos de abolição avançaram no Líbano e na Nigéria.
Segundo a Anistia Internacional, atualmente:
113 países aboliram oficialmente a pena de morte;
mais de dois terços das nações do mundo são consideradas abolicionistas na lei ou na prática.
Tendência global ainda aponta para redução da pena capital
Mesmo diante da alta registrada em 2025, a Anistia Internacional sustenta que a tendência histórica mundial continua sendo de redução gradual da pena de morte.
A organização afirma que cresce a pressão internacional por sistemas penais mais humanizados e alinhados aos direitos fundamentais.
Debates sobre justiça criminal, segurança pública e direitos humanos seguem no centro das discussões globais sobre o futuro da pena capital.
TAGS: PENA DE MORTE, ANISTIA INTERNACIONAL, EXECUÇÕES NO MUNDO, DIREITOS HUMANOS, IRÃ, ARÁBIA SAUDITA, ESTADOS UNIDOS, CHINA, GUERRA ÀS DROGAS, PENA CAPITAL, RELATÓRIO GLOBAL, EXECUÇÕES 2025, JUSTIÇA CRIMINAL, DIREITOS FUNDAMENTAIS, VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS, AGNÈS CALLAMARD, REPRESSÃO POLÍTICA, ONU, SISTEMA PENAL, ABOLIÇÃO DA PENA DE MORTE
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