Nova portaria amplia direitos, simplifica regras e vincula benefício à autonomia e capacitação profissional das beneficiárias Por Anderson M...
Nova portaria amplia direitos, simplifica regras e vincula benefício à autonomia e capacitação profissional das beneficiárias
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou, nesta quinta-feira (16), uma nova portaria que atualiza e moderniza o programa Aluguel Social voltado a mulheres em situação de violência doméstica. Coordenada pela Secretaria da Mulher (SMDF), a medida simplifica procedimentos, reforça o acompanhamento das beneficiárias e fortalece o caráter de proteção e autonomia do benefício, válido por seis meses, prorrogáveis por igual período, em todo o DF.
Foco em dignidade, acolhimento e reconstrução de vidas
A reformulação do Aluguel Social integra a estratégia do GDF de ampliar a rede de proteção a mulheres que precisam romper o ciclo da violência e recomeçar a vida em segurança.
“Cada avanço que construímos nessa política chega à ponta, à vida real de mulheres que estão recomeçando. É sobre garantir dignidade, acolhimento e a oportunidade de reconstruir a própria história com o apoio do Estado”, destacou a governadora em exercício, Celina Leão, ao comentar as mudanças.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, reforçou que a atualização aprofunda uma política já consolidada no Distrito Federal, com resultados concretos. Segundo ela, o objetivo é assegurar que cada beneficiária tenha proteção e acesso a oportunidades efetivas para reconstruir a própria trajetória com autonomia.
Comprovação de aluguel fica mais simples e acessível
Uma das principais mudanças está na forma de comprovar o imóvel alugado. A nova portaria reduz a burocracia e facilita o acesso ao benefício:
- As beneficiárias terão até 45 dias para apresentar o contrato de locação ou uma declaração do proprietário do imóvel;
- O procedimento mais flexível busca adequar o programa à realidade de quem precisa sair rapidamente de um ambiente violento e nem sempre consegue formalizar a locação de imediato.
A simplificação pretende acelerar o início do auxílio e garantir que mulheres em situação de risco não fiquem desassistidas por entraves documentais.
Autodeclaração passa a ser aceita para renda e residência
Outra mudança importante é a incorporação da autodeclaração como instrumento de comprovação de renda e de residência. Na prática, isso significa que:
- A mulher poderá declarar, sob sua responsabilidade, quanto ganha e onde mora;
- A medida reconhece a realidade de trabalhadoras informais e de quem não dispõe de documentação completa ou atualizada;
- O programa se alinha às “dinâmicas reais do mercado”, ampliando o alcance da política pública e evitando exclusão por falta de comprovantes tradicionais.
Essa atualização é considerada um avanço no acesso ao benefício, sobretudo para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica.
Acompanhamento mais eficiente e possibilidade de regularização
A nova portaria também reformula o acompanhamento dos benefícios, com foco em continuidade e segurança no atendimento:
- A gestão passa a permitir ajustes e regularizações com apoio direto da equipe técnica da Secretaria da Mulher;
- O objetivo é evitar interrupções abruptas do auxílio por problemas burocráticos e fortalecer a atuação da rede de proteção;
- A equipe poderá orientar beneficiárias na correção de pendências, mantendo o foco na proteção e na superação da violência.
Esse modelo de acompanhamento busca tornar o programa mais responsivo às necessidades concretas de cada mulher atendida.
Benefício atrelado à capacitação e autonomia econômica
O Aluguel Social reafirma seu papel como instrumento de autonomia e não apenas de assistência emergencial. Para a prorrogação do auxílio após os seis meses iniciais, a nova regra exige:
- Inscrição da beneficiária em pelo menos dois cursos de:
- capacitação,
- qualificação profissional ou
- empreendedorismo.
A ideia é que, durante o período em que recebe o benefício, a mulher também possa se preparar para conquistar independência financeira, reduzindo a vulnerabilidade e a possibilidade de retorno ao ciclo de violência.
Prazo do benefício e integração com a rede de atendimento
A portaria também consolida o caráter temporário do benefício:
- Duração inicial de seis meses;
- Possibilidade de prorrogação por mais seis meses, mediante critérios estabelecidos e acompanhamento técnico.
Ao mesmo tempo, reforça a atuação integrada da rede de atendimento – que engloba serviços de proteção, acompanhamento psicológico, social e jurídico – como suporte essencial para que as mulheres consigam romper definitivamente com a violência.
Regras mais claras sobre CadÚnico e Codhab-DF
As normas relativas ao cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e na Codhab-DF (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal) foram reorganizadas:
- As exigências e procedimentos foram descritos de maneira mais clara;
- A mudança busca dar mais segurança jurídica às beneficiárias e facilitar o entendimento sobre as etapas necessárias para acessar ou manter o benefício.
Com isso, o GDF pretende reduzir dúvidas, aumentar a transparência e evitar perda do auxílio por desconhecimento das regras.
Transição segura para atuais beneficiárias
A portaria também garante proteção às mulheres que já estão no programa:
- Os benefícios atualmente concedidos serão mantidos até o fim dos prazos previstos originalmente;
- Sempre que houver condição mais vantajosa na nova regulamentação, ela poderá ser aplicada imediatamente, sem prejuízo para a beneficiária.
Esse modelo de transição evita rupturas e assegura que ninguém seja prejudicado pelas mudanças normativas.
Criação de coordenação específica para gestão de benefícios
A modernização do Aluguel Social vem acompanhada da criação da Coordenação de Benefícios (Coben), unidade vinculada à Subsecretaria de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
A Coben será responsável pela gestão dos principais programas de transferência direta da Secretaria da Mulher:
- Aluguel Social, voltado à proteção de mulheres em situação de violência;
- Programa Acolher Eles e Elas, que atende órfãos do feminicídio no Distrito Federal.
A centralização da gestão busca:
- Integrar ações e cruzar informações;
- Aprimorar o monitoramento e a eficiência no uso dos recursos;
- Ampliar o alcance das políticas públicas voltadas às mulheres e suas famílias.
DF se consolida como referência em proteção às mulheres
Com a atualização das regras do Aluguel Social e a criação de uma coordenação específica para benefícios, o GDF reforça a estratégia de se consolidar como referência nacional na proteção às mulheres e no enfrentamento à violência doméstica.
“Estamos qualificando uma política que já apresenta resultados concretos, ampliando sua capacidade de atendimento e integração com outras ações da rede. O objetivo é garantir que cada mulher atendida tenha acesso à proteção, a oportunidades e a condições reais de reconstruir sua trajetória com autonomia”, afirmou a secretária Giselle Ferreira.
A modernização do programa reforça o entendimento de que o combate à violência contra a mulher exige não apenas medidas emergenciais, mas também políticas consistentes de acolhimento, renda, moradia e autonomia econômica.
PALAVRAS-CHAVE: ALUGUEL SOCIAL DF, PROTEÇÃO ÀS MULHERES, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL, SECRETARIA DA MULHER, AUTONOMIA ECONÔMICA, POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES, PROGRAMA ACOLHER ELES E ELAS, CODHAB-DF, CADÚNICO, BENEFÍCIO SOCIAL TEMPORÁRIO
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