Enquanto o GDF investe em obras que rendem votos, hospitais fecham UTIs por falta de verba e pacientes são tratados como estatísticas em um ...
Enquanto o GDF investe em obras que rendem votos, hospitais fecham UTIs por falta de verba e pacientes são tratados como estatísticas em um sistema que agoniza em silêncio.
Por Matheus Salomão para "O Pasquim do Brasil"
Brasília, 27 de dezembro de 2025 — Enquanto o Governo do Distrito Federal (GDF) anuncia com pompa e circunstância novas obras viárias, reformas urbanas e investimentos em infraestrutura que saltam aos olhos da população, o que se esconde por trás dos tapumes e das placas de “obras em andamento” é uma realidade cruel: a saúde pública do DF está em colapso. E não é exagero. É fato. É cotidiano. É sofrimento real de milhares de cidadãos que, como eu, estão sentindo na pele o descaso, a negligência e o desrespeito com a vida humana.

Na tarde desta quinta-feira (26), acompanhei minha mãe, Carina Neves, até a UPA de Vicente Pires. Ela sentia dores intensas na lombar, irradiando para os rins. Chegamos às 14h47. Às 21h43, mais de seis horas depois, ainda não havíamos recebido qualquer atendimento médico. A triagem, feita de forma aleatória e sem critério técnico visível, classificou sua situação como “não urgente”, atribuindo-lhe uma pulseira verde. Verde, como se a dor fosse leve. Como se o sofrimento pudesse esperar. Como se a dignidade humana pudesse ser ignorada.
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E esse não é um caso isolado. É a regra. É o retrato de um sistema que está falido. Não por falta de profissionais competentes — que, aliás, são vítimas tanto quanto os pacientes — mas por falta de gestão, de repasses e, sobretudo, de vontade política.
UTIs Fechadas, Crianças Sem Atendimento
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Na última semana, duas reportagens escancararam o que o GDF tenta esconder sob o tapete da propaganda institucional:
📌 Hospital da Criança de Brasília suspende atendimentos e fecha UTI por falta de verba
📌 Justiça dá prazo para SES-DF apresentar soluções para crise no Hospital da Criança
Essas manchetes não são apenas alarmantes — são um grito de socorro. O Hospital da Criança, referência no atendimento pediátrico, suspendeu atendimentos e fechou sua UTI por falta de repasses do GDF. Crianças em tratamento oncológico, com doenças raras e em estado crítico, foram simplesmente deixadas à própria sorte. A Justiça, pressionada por denúncias e pela comoção pública, deu um prazo para que a Secretaria de Saúde do DF apresentasse soluções. Mas até agora, o que se viu foi o silêncio.
📌 Hospital da Criança de Brasília suspende atendimentos e fecha UTI por falta de verba
📌 Justiça dá prazo para SES-DF apresentar soluções para crise no Hospital da Criança
Essas manchetes não são apenas alarmantes — são um grito de socorro. O Hospital da Criança, referência no atendimento pediátrico, suspendeu atendimentos e fechou sua UTI por falta de repasses do GDF. Crianças em tratamento oncológico, com doenças raras e em estado crítico, foram simplesmente deixadas à própria sorte. A Justiça, pressionada por denúncias e pela comoção pública, deu um prazo para que a Secretaria de Saúde do DF apresentasse soluções. Mas até agora, o que se viu foi o silêncio.
Obras Valem Mais que Vidas?
É impossível não se indignar ao ver o contraste entre o abandono da saúde pública e os investimentos milionários em obras que, embora importantes, não salvam vidas. Enquanto UTIs são fechadas, postos de saúde operam sem médicos e pacientes agonizam em filas intermináveis, o GDF segue priorizando o que dá voto, o que aparece na TV, o que rende likes nas redes sociais.
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Afinal, é mais fácil cortar a fita de uma nova avenida do que explicar por que uma mãe perdeu seu filho por falta de leito.
O cidadão do DF paga impostos pesados: IPTU, IPVA, ISS, ICMS e tantos outros tributos que deveriam garantir o mínimo — um atendimento digno em saúde. Mas o que se vê é o contrário: um sistema que trata o contribuinte como um número, uma estatística, um incômodo.
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E não se trata de falta de recursos. Trata-se de prioridades. Trata-se de decisão política. Trata-se de um governo que, ao que tudo indica, não enxerga a saúde como um direito, mas como um gasto.
Minha mãe ainda não foi atendida enquanto escrevo esta matéria. E mesmo que fosse, isso não apagaria a dor de milhares de famílias que vivem essa mesma realidade todos os dias. A dor de quem perde um ente querido por falta de atendimento. A dor de quem vê um filho definhar em uma fila. A dor de quem trabalha, paga seus impostos e, na hora em que mais precisa, é abandonado pelo Estado.
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Essa matéria não é apenas uma denúncia. É um ato de resistência. É um apelo. É um chamado à consciência coletiva. Não podemos mais aceitar que vidas sejam tratadas como números. Que a saúde pública seja negligenciada em nome de interesses eleitorais.
O colapso da saúde pública no DF não é uma fatalidade. É uma consequência direta de más escolhas, de omissões e de um modelo de gestão que prioriza o que aparece, e não o que importa. Enquanto o GDF investe em concreto e asfalto, a população sangra nas filas, sofre nas UPAs e morre nos corredores dos hospitais.
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É hora de dar nome aos responsáveis. É hora de exigir transparência, repasses, planejamento e respeito. Porque a vida não pode esperar.
📢 Se você também está enfrentando dificuldades no atendimento público de saúde no DF, envie seu relato para nossa redação (opasquimdobrasil@gmail.com). Sua voz precisa ser ouvida.
📍 Por Matheus Salomão para "O Pasquim do Brasil"
O Cidadão Paga, o Governo Ignora
O cidadão do DF paga impostos pesados: IPTU, IPVA, ISS, ICMS e tantos outros tributos que deveriam garantir o mínimo — um atendimento digno em saúde. Mas o que se vê é o contrário: um sistema que trata o contribuinte como um número, uma estatística, um incômodo.
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E não se trata de falta de recursos. Trata-se de prioridades. Trata-se de decisão política. Trata-se de um governo que, ao que tudo indica, não enxerga a saúde como um direito, mas como um gasto.
A Dor Não Pode Esperar
Minha mãe ainda não foi atendida enquanto escrevo esta matéria. E mesmo que fosse, isso não apagaria a dor de milhares de famílias que vivem essa mesma realidade todos os dias. A dor de quem perde um ente querido por falta de atendimento. A dor de quem vê um filho definhar em uma fila. A dor de quem trabalha, paga seus impostos e, na hora em que mais precisa, é abandonado pelo Estado.
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Essa matéria não é apenas uma denúncia. É um ato de resistência. É um apelo. É um chamado à consciência coletiva. Não podemos mais aceitar que vidas sejam tratadas como números. Que a saúde pública seja negligenciada em nome de interesses eleitorais.
Moral da História: A saúde do DF pede socorro
O colapso da saúde pública no DF não é uma fatalidade. É uma consequência direta de más escolhas, de omissões e de um modelo de gestão que prioriza o que aparece, e não o que importa. Enquanto o GDF investe em concreto e asfalto, a população sangra nas filas, sofre nas UPAs e morre nos corredores dos hospitais.
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📢 Se você também está enfrentando dificuldades no atendimento público de saúde no DF, envie seu relato para nossa redação (opasquimdobrasil@gmail.com). Sua voz precisa ser ouvida.
📍 Por Matheus Salomão para "O Pasquim do Brasil"

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