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BELARUS posiciona armas nucleares para ameaçar UCRÂNIA e OTAN

Lukashenko volta a usar o arsenal nuclear russo para ameaçar Kiev e a Otan O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, voltou a usar as a...

Lukashenko volta a usar o arsenal nuclear russo para ameaçar Kiev e a Otan


O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, voltou a usar as armas nucleares posicionadas em seu território pela Rússia para vociferar contra Kiev e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O ditador repetiu na quinta-feira (17) uma ameaça que já havia feito anteriormente, dizendo que não hesitará em acionar o arsenal do aliado caso seu país seja atacado. As informações são da rede CNN.

Lukashenko concedeu entrevista à agência de notícias estatal Belta para reafirmar que Belarus “nunca se envolveria” na guerra em curso na Ucrânia. Prometeu, no entanto, que “continuaremos ajudando a Rússia, eles são nossos aliados”.

A situação mudaria de figura, de acordo com o ditador, caso o território belarusso fosse atacado por Kiev ou por alguns de seus vizinhos. Nesse caso, afirmou, “responderíamos imediatamente com tudo o que temos”, um recado que se destina sobretudo a Lituânia, Letônia e Polônia, que fazem divisa com Belarus e são aliados da Ucrânia, além de membros da Otan.

Lukashenko entre as bandeiras de Belarus e Rússia (Foto: kremlin.ru/WikiCommons)

“Não vamos demorar, esperar e o resto. Usaremos todo o arsenal de nossas armas para dissuasão”, disse ele. “Não trouxemos armas nucleares aqui para assustar alguém. Sim, as armas nucleares representam um forte fator de dissuasão. Mas essas são armas nucleares táticas, não estratégicas. É por isso que as usaremos imediatamente assim que a agressão for lançada contra nós.”

As armas nucleares táticas, do tipo que estão posicionadas em Belarus, são menos potentes e têm um alcance e um potencial destrutivo menores, sendo úteis para aniquilar posições estratégicas do inimigo. Já as armas nucleares estratégicas são capazes de destruir cidades inteiras, como ocorreu em Hiroshima e Nagasaki em 1945.

Belarus e o arsenal nuclear


Em 25 de maio, Moscou e Minsk assinaram acordos permitindo a implantação de armas nucleares táticas russas no território de Belarus. Foi a primeira vez desde o colapso da antiga União Soviética que ogivas nucleares foram realocadas para fora da Rússia.

Na ocasião, altos funcionários russos disseram que Moscou manteria o controle sobre as armas nucleares táticas após sua transferência para Belarus. A afirmação foi reforçada inclusive pelo presidente russo Vladimir Putin.

Isso, porém, não tem impedido Lukashenko de agir como se tivesse autoridade sobre as armas nucleares. Ele chegou a oferecer parte do arsenal a nações eventualmente interessadas, dizendo que “haverá armas nucleares para todos” que queiram se juntar “ao Estado da União de Belarus e Rússia”.

E deu um exemplo prático: “Ninguém se importa que o Cazaquistão e outros países tenham as mesmas relações estreitas que temos com a Federação Russa.”

Por que isso importa?


A aliança entre Belarus e Rússia é anterior à invasão da Ucrânia, mas se fortaleceu com a guerra. O país comandado por Alexander Lukashenko permitiu que Moscou, sob o governo do aliado Vladimir Putin, acumulasse tropas na região de fronteira e posteriormente usasse o território belarusso como passagem para as forças armadas russas.

A situação tem levado governos e entidades ocidentais a incluírem Belarus em inúmeras sanções impostas à Rússia em função da guerra, mesmo que Minsk não tenha enviado soldados para combater ao lado das tropas da nação aliada.

Em artigo publicado em 12 de agosto do ano passado, intitulado “Não nos esqueçamos do envolvimento de Belarus na guerra da Rússia na Ucrânia”, o jornalista ucraniano Mark Temnycky destacou o papel belarusso como viabilizador do ataque e cobrou punições ainda mais severas a Minsk.

“Ao apresentar a Putin uma base de operações para sua invasão ilegal e desnecessária da Ucrânia, Lukashenko é culpado por associação. Em vez de condenar a guerra, o presidente belarusso afirmou repetidamente que apoia as ações da Rússia na Ucrânia”, disse ele.

A submissão de Minsk a Moscou é tamanha que o jornalista russo Konstantin Eggert chegou a afirmar, em artigo publicado pela rede Deutsche Welle (DW), em março de 2022, que “o Kremlin vem consolidando seu controle sobre o país vizinho” nos últimos anos. E isso, segundo ele, “aponta para o objetivo de a Rússia absorver Belarus de uma forma ou de outra, embora possa permanecer oficialmente no mapa com Lukashenko como governante”.

O próprio presidente belarusso levantou essa possibilidade em agosto de 2021, embora não tenha manifestado muito otimismo na conclusão do processo. “Quando falamos de integração, devemos entender claramente que isso significa integração sem nenhuma perda de Estado e soberania”, disse na ocasião.

Mais recentemente, o embaixador dos EUA na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Michael Carpenter, afirmou que Belarus pode ter o mesmo destino da Ucrânia após a guerra, vez que o objetivo da Rússia é “apagar a soberania” das duas nações. Segundo ele, Putin já “deixou claro” que os países “pertencem” à Rússia.

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