Polícia Penal apreende miniantena Starlink enviada por Sedex e dezenas de celulares e papelotes de cocaína em unidades de Bangu Por Matheus ...
Polícia Penal apreende miniantena Starlink enviada por Sedex e dezenas de celulares e papelotes de cocaína em unidades de Bangu
Por Matheus Salomão - Redação Tribuna do Brasil
© Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro intensificou, de forma sistemática, as ações de repressão à entrada e circulação de itens proibidos no sistema prisional, em uma estratégia voltada a enfraquecer a atuação de facções criminosas dentro e fora das unidades. As operações têm como foco bloquear o acesso a drogas, aparelhos de telefonia, equipamentos de comunicação e impedir a articulação de organizações criminosas a partir de dentro das cadeias.
Nesta semana, agentes apreenderam uma miniantena Starlink, equipamento de internet via satélite de alta velocidade, além de entorpecentes e celulares em presídios do complexo de Bangu.
Miniantena Starlink escondida em rádio e enviada por Sedex
Um dos episódios mais recentes envolveu a apreensão de uma miniantena Starlink, tecnologia que permite acesso à internet rápida via satélite em qualquer lugar, com dispositivo ultraportátil. O equipamento seria entregue a um interno por meio de Sedex.
Durante a fiscalização de encomendas, o policial penal:
- abriu o pacote na presença do detento destinatário;
- localizou a miniantena escondida dentro de um rádio.
Após a descoberta, o interno foi transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), onde passou a ocupar uma cela em isolamento, medida que busca conter sua atuação e aprofundar a apuração sobre eventual uso de tecnologia para comunicação ilícita.
Apreensão de drogas em Bangu 4 e celulares em Bangu 2
Além da tentativa de entrada da miniantena, a fiscalização impediu o ingresso de 160 gramas de entorpecente no Presídio Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4). A droga foi interceptada antes de chegar às mãos dos internos, evitando sua circulação na unidade.
Já no Presídio Alfredo Tranjan (Bangu 2), a ação resultou na apreensão de:
- 31 aparelhos de telefone celular;
- cerca de 300 papelotes de cocaína.
Os materiais são tradicionalmente usados para:
- manter contato clandestino com integrantes de facções fora das unidades;
- organizar comandos criminosos, extorsões, tráfico e outras atividades ilícitas.
Operação integrada em unidades de alta e média complexidade
As ações contaram com a participação de policiais penais das:
- coordenações de unidades prisionais de alta e de média complexidade;
- Subsecretaria Operacional da Secretaria de Polícia Penal (Seppen).
O trabalho integrado dessas equipes reforça o controle interno e o monitoramento de encomendas, visitas e rotinas nas unidades, com:
- revista minuciosa de objetos encaminhados aos presos;
- verificação rigorosa de correspondências, Sedex e itens eletrônicos;
- atuação coordenada para identificar tentativas de burla ao sistema de segurança.
Estratégia para enfraquecer o crime organizado no sistema prisional
As operações fazem parte de uma estratégia mais ampla da Secretaria de Polícia Penal para:
- dificultar a comunicação entre líderes criminosos presos e facções que atuam nas ruas;
- reduzir a circulação de drogas e celulares dentro dos presídios;
- impedir o uso de tecnologias avançadas, como internet via satélite, que possam driblar bloqueios de sinal e sistemas tradicionais de controle.
Ao intensificar revistas e apreensões, o governo busca restringir a capacidade de comando externo a partir das unidades prisionais, reduzindo o poder de articulação das facções e aumentando a segurança institucional e pública.
TAGS: SISTEMA PRISIONAL, POLÍCIA PENAL, BANGU, STARLINK, MINIANTENA, TRÁFICO DE DROGAS, CELULARES APREENDIDOS, FACÇÕES CRIMINOSAS, RIO DE JANEIRO, SEGURANÇA PÚBLICA
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