Operação Força Integrada II mobiliza forças de segurança em ação nacional contra organizações criminosas envolvidas com drogas, armas e crim...
Operação Força Integrada II mobiliza forças de segurança em ação nacional contra organizações criminosas envolvidas com drogas, armas e crimes financeiros
Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a Operação Força Integrada II, uma das maiores ofensivas nacionais dos últimos anos contra facções criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em 16 estados brasileiros e mobiliza forças integradas de segurança pública em uma ampla operação coordenada pela PF.
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Ao todo, estão sendo cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão expedidos pela Justiça.
As ações acontecem nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.
Operação mira estrutura financeira e logística das facções
Segundo a Polícia Federal, a ofensiva busca atingir o núcleo operacional e financeiro de organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país.
As investigações envolvem suspeitas de tráfico interestadual de drogas, circulação ilegal de armas e esquemas de lavagem de dinheiro utilizados para movimentação e ocultação de recursos das facções.
A operação integra uma estratégia nacional de combate ao crime organizado baseada na atuação conjunta entre órgãos federais e estaduais de segurança pública.
Forças integradas unem polícias e órgãos de inteligência
A Operação Força Integrada II é conduzida pelas chamadas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), estruturas criadas para ampliar a cooperação entre diferentes instituições de segurança.
Participam da força-tarefa:
Polícia Federal;
polícias civis;
polícias militares;
polícias penais;
Polícia Rodoviária Federal;
guardas municipais;
Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen);
secretarias estaduais de segurança pública.
Segundo a PF, o modelo funciona sem hierarquia entre os órgãos participantes, com coordenação compartilhada e integração de inteligência policial.
Governo amplia ofensiva nacional contra organizações criminosas
A nova operação ocorre em meio ao fortalecimento das ações federais de segurança pública e ao lançamento recente do programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo governo federal com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos.
A estratégia do governo inclui combate financeiro às facções, fortalecimento do sistema prisional, repressão ao tráfico de armas e ampliação da inteligência policial.
Especialistas apontam que as organizações criminosas brasileiras vêm expandindo atuação interestadual e internacional, com presença em atividades ligadas ao narcotráfico, lavagem de dinheiro, contrabando, crimes digitais e infiltração econômica.
Facções ampliam atuação em diversos estados brasileiros
Nos últimos anos, forças de segurança identificaram crescimento da influência de facções criminosas em diferentes regiões do país, especialmente em rotas de tráfico internacional de drogas e armas.
A integração entre estados e órgãos federais passou a ser considerada fundamental para enfrentar estruturas criminosas altamente organizadas e com atuação nacional.
As investigações da Operação Força Integrada II seguem em andamento e novas fases da ofensiva não estão descartadas pelas autoridades.
Inteligência e cooperação viram prioridade no combate ao crime
A Polícia Federal destaca que o fortalecimento das FICCOs tem permitido maior compartilhamento de informações, cruzamento de dados e atuação simultânea em diferentes estados brasileiros.
A estratégia busca reduzir a capacidade operacional das facções e atingir principalmente os mecanismos financeiros utilizados pelas organizações criminosas para sustentar suas atividades ilícitas.
O governo federal avalia que a integração das forças de segurança será um dos pilares centrais das futuras políticas nacionais de combate ao crime organizado.
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