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Hipertensão atinge 30% dos brasileiros e aumenta risco de infarto e AVC

Doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas, exige diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e mudança de hábitos Por Anderson Miranda -...

Doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas, exige diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e mudança de hábitos

Por Anderson Miranda - Redação Tribuna do Brasil

A hipertensão arterial já afeta cerca de 30% da população brasileira e está entre os principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações graves. Apesar da gravidade, a chamada “pressão alta” costuma ser uma doença silenciosa, sem sintomas na maior parte dos casos, o que reforça a importância de acompanhamento médico regular e controle contínuo.




O alerta ganha ainda mais destaque neste domingo (26), quando é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

Um inimigo silencioso: quando a descoberta vem por acaso

A história de Jermino Alves Pinheiro ilustra um cenário comum entre brasileiros hipertensos. Ele descobriu a condição aos 50 anos, durante uma consulta de rotina, sem apresentar qualquer sintoma na época. “Todos na minha família têm esse problema, então não fiquei surpreso. Mas eu não senti nenhum desconforto ou sinal diferente”, relembra.

Hoje, aos 70 anos, Jermino faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), após ter passado por uma cirurgia de ponte de safena – procedimento realizado para restabelecer o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias.

Segundo estimativas citadas pela rede pública de saúde do DF, metade dos pacientes hipertensos não sabe que tem a doença, justamente porque não sente nada de diferente no dia a dia.

30% dos brasileiros têm hipertensão e risco elevado de complicações

Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 30% dos brasileiros convivem com a hipertensão arterial. A condição faz com que o coração trabalhe mais do que o normal para bombear o sangue pelo organismo, provocando sobrecarga prolongada nos vasos e órgãos.

Entre as principais complicações da pressão alta descontrolada estão:

  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Aneurisma arterial (dilatação anormal de vasos, com risco de ruptura);
  • Insuficiência renal;
  • Insuficiência cardíaca.

Muitas dessas complicações são graves, deixam sequelas e podem ser fatais, sobretudo quando não há diagnóstico e tratamento adequados.

Vários fatores contribuem para o desenvolvimento da doença

O cardiologista Lucas Cronemberger, do HBDF – unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) – explica que não existe uma causa única para a hipertensão.
Na maioria dos casos, a doença é resultado da combinação de fatores, entre eles:

  • Predisposição genética (histórico familiar de pressão alta);
  • Obesidade e sobrepeso;
  • Estresse crônico;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Tabagismo;
  • Ingestão elevada de sal e alimentos ultraprocessados;
  • Sedentarismo e falta de atividade física regular.

Por isso, além do uso de medicamentos quando necessário, o controle da hipertensão passa por mudanças de estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de exercícios, redução do sal e abandono do cigarro.

“Inimigo silencioso”: pressão alta nem sempre dá sinais

Cronemberger chama atenção para um equívoco comum: acreditar que a pressão só está alta quando há dor de cabeça, mal-estar ou outros sintomas evidentes.

“O maior risco da hipertensão é que, na maioria dos casos, ela não apresenta sintomas. Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso. Sem aferição regular, muitas pessoas não sabem que têm a doença”, reforça o cardiologista.

Por isso, ele recomenda:

  • aferir a pressão com regularidade, mesmo na ausência de sintomas;
  • manter consultas de rotina com profissionais de saúde;
  • seguir corretamente o tratamento prescrito, incluindo uso de medicamentos quando indicados;
  • não interromper remédios por conta própria, mesmo quando os níveis de pressão melhoram.

Prevenção e controle: papel do acompanhamento contínuo

A principal ferramenta para reduzir o impacto da hipertensão é a prevenção combinada com o diagnóstico precoce. Isso inclui:

  • monitorar a pressão em postos de saúde, farmácias, ambulatórios ou em casa, com aparelhos validados;
  • adotar hábitos saudáveis (alimentação com menos sal e gorduras, atividade física, controle do peso);
  • evitar automedicação e procurar orientação médica diante de qualquer alteração persistente nos níveis de pressão.

Com tratamento contínuo e acompanhamento adequado, é possível manter a hipertensão sob controle, reduzir o risco de complicações graves e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.


TAGS: HIPERTENSÃO ARTERIAL, PRESSÃO ALTA, SAÚDE, INFARTO, AVC, HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL, IGESDF, MINISTÉRIO DA SAÚDE, PREVENÇÃO, DOENÇAS CRÔNICAS, CARDIOLOGIA, DIA NACIONAL DE COMBATE À HIPERTENSÃO, DISTRITO FEDERAL

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