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Depois de um período marcado por reorganizações, pressão de custos e um consumidor mais cauteloso, o varejo brasileiro entra em 2026 com menos espaço para improviso e mais exigência por eficiência. Com base nos números divulgados em dezembro de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de outubro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 3,66% para o varejo em 2026. O dado aponta um cenário de avanço moderado, em que errar menos passa a ser tão importante quanto crescer.
Para Julio Monteiro, CEO do Grupo Rhodium, sócio da Megamatte e vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising Seccional Rio de Janeiro (ABF Rio), este ano será menos sobre euforia e mais sobre disciplina e decisões bem calibradas. “O varejo entra em um ciclo mais consciente. Não é sobre vender a qualquer custo, mas sobre entender o consumidor, ajustar a operação e trabalhar com margens mais saudáveis”, afirma.
Confira 7 dicas para o varejista não errar em 2026, segundo Julio Monteiro:
1. Entender que o consumidor mudou
O cliente segue comprando, mas de forma mais criteriosa. Pesquisa mais, compara preços e valoriza marcas que entregam clareza e uma experiência consistente. O consumidor está mais racional. Quem não entende essa mudança perde relevância rapidamente.
2. Tratar eficiência operacional como prioridade
Gestão de estoque, definição correta de mix, negociação com fornecedores e organização de processos deixam de ser bastidores e passam a ser estratégia. O básico bem feito virou diferencial competitivo. Em 2026, errar menos é fundamental.
3. Crescer com disciplina, não por impulso
A expansão ainda é possível, mas precisa ser sustentada por dados e planejamento. Crescer sem estrutura tende a pressionar margens e gerar retrabalho. Crescimento automático não existe mais. Cada passo precisa fazer sentido.
4. Usar tecnologia para decidir melhor, não apenas para inovar
Ferramentas digitais e dados deixam de ser novidade e se tornam pré-requisito. O desafio está em integrá-los à rotina do negócio. Tecnologia só faz sentido quando ajuda a tomar decisões melhores. Inovação sem impacto real não se sustenta.
5. Ajustar estoques e margens com precisão
Excesso de estoque, compras mal planejadas e promoções desordenadas corroem resultados. Para Monteiro, 2026 exige atenção redobrada ao equilíbrio entre volume e rentabilidade.
6. Valorizar pessoas e gestão de equipes
Em um cenário mais racional, times bem treinados e engajados fazem diferença na execução. Liderança, clareza de processos e comunicação ganham peso na performance das operações.
7. Reposicionar o papel da loja física
Longe de perder espaço, o ponto físico se fortalece quando entrega conveniência, experiência e relacionamento. O cliente quer facilidade, mas também quer contato humano. A loja continua sendo estratégica.
O varejo que chega mais preparado em 2026 é aquele que aprendeu com os últimos anos, ajustou excessos e passou a olhar menos para volume e mais para sustentabilidade.O setor está mais pé no chão. Quem entendeu isso sai na frente.

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