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"O SILÊNCIO DO CAPITÃO"

O SILÊNCIO ENSURDECEDOR DO CAPITÃO Passados mais de 48hs da divulgação do resultado das eleições, o silêncio ensurdecedor do Presidente Jair...

O SILÊNCIO ENSURDECEDOR DO CAPITÃO
Passados mais de 48hs da divulgação do resultado das eleições, o silêncio ensurdecedor do Presidente Jair Messias Bolsonaro ecôa aos quatro ventos e população responde com manifestações por todo o país.

Pelo jornalista Anderson Miranda

O silêncio de Bolsonaro permanece a mais de 48 horas da divulgação das eleições, e seus eleitores começam a sair às ruas com palavras de ordem e manifestações e bloqueio de rodovias pelos caminhoneiros, em apoio irrestrito ao Presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

Presidente Jair Bolsonaro (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Metade da população brasileira, não aceita o resultado das eleições, os quais alegam irregularidades, imprecisão e insegurança no que tange o gerenciamento dos dados coletados no momento da votação, não sendo portanto legítimo o resultado obtido das urnas. Vale lembrar que situações diversas ocorreram em algumas localidades onde constatou-se votos sendo computados para os dois candidatos em um só voto. Essa e outras irregularidades foram todas registradas e estão sendo analisadas e devidamente tratada pelas Forças Armadas, que a qualquer momento poderá apresentar as considerações finais sobre a legitimidade do processo eleitoral gerido e administrado pelo TSE.

Enquanto isso, desde o dia da votação (30), diversas manifestações estão acontecendo, e claramente identifica-se em grande maioria da população, revolta e indignação quanto ao resultado das eleições, onde o "Silêncio do Capitão" ecôa aos 4 ventos do país, como uma espécie de chamamento aos patriotas indignados e que não aceitam jamais entregarem seu país nas mãos do seu opositor, uma pessoa condenada pela justiça em todas as instâncias, e mesmo que com condenações anuladas, não deixou de ser réu e permanece com todas as acusações inicialmente impostas.

Brasil, o país do retrocesso

Brasil é um dos únicos países que consegue eleger um ex-presidiário e condenado pela justiça em 3 instâncias por unanimidade, a Presidente da República. Um país rico em recursos vegetais, minerais e animais, com um potencial econômico gigantesco, candidato e aspirante a uma grande potencia mundial, mas pensa e age como um país medíocre e mísero coadjuvante.

Uma frase do filósofo e cientista Florentino, Nicolau Maquiavel, que viveu entre os anos de 1469 a 1527, e que previu há 500 anos as ameaças de hoje no Brasil. Nicolau Maquiavel foi profético em relação aos regimes políticos, às ditaduras de todos os gêneros e aos desmandos de políticos, e que se encaixa como uma luva a realidade vivida atualmente nestas últimas 48hs.

"Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!"

E pensando bem, sabe que ele tinha toda razão? O instinto sempre falará mais alto e sempre ditará as escolhas dos homens, que mesmo sentindo o gosto da liberdade, ainda assim sentirá saudade da escravidão, até mesmo por não conhecer o seu verdadeiro significado.

Assim como esta frase histórica e contundente, Maquiavel escreveu tantas outras que por ironia do destino se encaixam perfeitamente aos ultimos acontecimentos, e nas escolhas de um povo que poderia ser livre, mas prefere ser escravo.

"Um povo que aceita passivamente a corrupção e os corruptos, não merece a liberdade. Merece a escravidão."

"Um país cujas leis são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo é escravo por natureza."

"Um povo cujas instituições, públicas e privadas, estão em boa parte corrompidas, não tem futuro. Só passado."

"Uma nação, onde a suposta sociedade civil organizada não mexe uma palha se não houver a possibilidade de lucros, não é capaz de legar nada a seus filhos, a não ser dias sombrios."

"Uma pátria, onde receber dinheiro mal havido a qualquer título é algo normal, não é uma pátria, pois nesse lugar não há patriotismo, apenas interesses e aparências."

"Um país onde os poucos que se esforçam para fazer prevalecer os valores morais, como honestidade, ética, honra, são sufocados e massacrados, já caiu no abismo há muito tempo."

"Uma sociedade onde muitos homens e mulheres estão satisfeitos com as sórdidas distrações, em transe profundo, não merece subsistir."

"Só tenho compaixão daqueles bravos, que se revoltam com esse estado de coisas. Àqueles que consideram normal essa calamidade, não tenho nenhum sentimento."

Aos que elegem e reelegem corruptos, aos que servem de escudo e proteção aos bandidos e, ainda, aos indiferentes, só restam os versos do grande poeta polonês, Adam Mickiewicz:

"Tua alma merece o lugar donde veio,
Caso tenhas entrado no inferno, e não sinta as chamas."

São frases que na verdade gritam aos nossos ouvidos como chicotes sendo desferidos em nossas costas como castigo por não termos compreendido o significado da liberdade, e nem dado ouvidos a quem realmente estava preocupado em tirar o Brasil do lamaçal de corrupção e roubalheira. Desde o anúncio oficial do resultado das eleições no Brasil circulam nas redes sociais referências indiretas, em forma de contestação, à decisão do eleitor referendada pelas urnas. 

Alem das de Maquiavel, podemos citar com muita probidade, fazendo menção a um trecho do célebre discurso proferido no Senado Federal, em 1914, pelo jurista baiano e senador Rui Barbosa, que também nos remete a refletir ainda mais sobre essa eleição de 2022:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”

Muitas vezes já ouvimos e reproduzimos a frase de Ruy Barbosa que trata de sua desilusão diante da capacidade humana de trair, roubar, fingir e enganar. Por falta de ânimo para escrever sobre otimismo e para não repetir tudo o que temos dito ao longo dos últimos meses, sobretudo nas últimas semanas e, mais especialmente, nos últimos dias, decidi reproduzir aqui, hoje, a íntegra do texto que contém a frase famosa. Ruy Barbosa estava frustrado com o novo regime de governo, em seguida à deposição do imperador Dom Pedro II. É impressionante a atualidade do texto, o que nos dá dois consolos: podemos acreditar que a crise passa e, por extensão, dar mais um pouco de crédito aos que atribuem nossas vicissitudes do momento um rearranjo do planeta, com a raspagem do tacho, a faxina geral a fim de preparar o cenário de dias melhores. A faxinha havia começado há um pouco menos que 4 anos, mas que a maioria entendeu que a faxina estava pronta, para recomeçar a fazer sujeira novamente.

No outro regime (Monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhes estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.

Na República os tarados são os tarudos. Na República todos os grupos se alhearam do movimento dos partidos, da ação dos Governos, da prática das instituições. Contentamo-nos, hoje, com as fórmulas e aparência, porque estas mesmo vão se dissipando pouco a pouco, delas quase nada nos restando. Apenas temos os nomes, apenas temos a reminiscência, apenas temos a fantasmagoria de uma coisa que existiu, de uma coisa que se deseja ver reerguida, mas que, na realidade, se foi inteiramente.

E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem ..."

Boa sorte meu Brasil e que Deus tenha misericórdia de todos os brasileiros e que no futuro tenhamos a esperança de encontrar um "Messias" que esteja disposto a reconstruir.

FONTE: ANDERSON MIRANDA | EDIÇÃOREDAÇÃO GRUPO M4

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