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Papelarias do DF confirmam impacto positivo do Cartão Material Escolar

O crédito de R$ 52 milhões do programa Cartão Material Escolar (CME) que começou a circular nesta segunda-feira (2) na economia local impact...

O crédito de R$ 52 milhões do programa Cartão Material Escolar (CME) que começou a circular nesta segunda-feira (2) na economia local impactará positivamente as papelarias do Distrito Federal. Pesquisa do Instituto Fecomércio-DF indica que, entre as empresas credenciadas pelo GDF, 85,4% afirmam que os recursos representam uma parcela relevante ou essencial do faturamento do primeiro trimestre, período tradicionalmente marcado pelas compras de volta às aulas.

O peso do programa na receita dos estabelecimentos habilitados é expressivo. Segundo o levantamento, 43,7% das papelarias credenciadas informaram que o CME responde por entre 20% e 50% do faturamento do trimestre, enquanto 41,7% afirmam que os recursos representam mais da metade da receita no período. Outros 14,6% classificam a participação como complementar, com impacto inferior a 20% do faturamento. Os dados consideram exclusivamente as empresas credenciadas ao programa.

Além do impacto imediato do CME, a pesquisa aponta um cenário de expectativa positiva para as vendas do setor em 2026. De forma ampla, 68,9% dos lojistas projetam crescimento em relação ao ano anterior, sendo 36,4% com expectativa de alta moderada, de até 10%, e 32,5% com crescimento acima desse patamar. Outros 23,8% esperam estabilidade, enquanto 7,3% projetam retração nas vendas ou na procura, indicando um ambiente majoritariamente favorável para o comércio especializado.

Com o calendário escolar da rede pública previsto para começar em 12 de fevereiro, este é o principal período de compras para as famílias beneficiadas. Ao todo, 172 mil estudantes serão atendidos pelo CME em 2026, podendo adquirir os itens escolares em uma rede de 481 papelarias credenciadas pelo GDF que precisam estar em dia com as obrigações para participarem. O programa assegura a aquisição de material didático por estudantes regularmente matriculados na rede pública cujas famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família. O valor do auxílio varia entre R$ 240 e R$ 320, conforme a etapa de ensino.

Idealizado pelo presidente do Sistema Fecomércio-DF e do Sindicato das Livrarias e Papelarias do Distrito Federal (Sindipel-DF), José Aparecido Freire, em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), o CME foi instituído pela Lei nº 6.273/2019. Para Aparecido, o programa cumpre um papel duplo ao fortalecer o comércio local e ampliar o acesso das famílias. “O Cartão Material Escolar movimenta especialmente as pequenas e médias papelarias, muitas delas fora do eixo do Plano Piloto. Além disso, garante dignidade às famílias, que podem escolher o material, e estimula os estudantes ao permitir que estudem com itens de sua preferência”, afirma.

Mudanças no perfil de consumo
Além do impacto financeiro direto, a pesquisa identificou mudanças no perfil de consumo durante o período de volta às aulas. Cerca de 62% dos lojistas relataram aumento na procura por itens que integram o ensino tradicional ao digital, como tablets, notebooks e acessórios de informática, embora o material escolar físico ainda concentre a maior parte das vendas.

O comportamento dos consumidores também reflete estratégias de economia e planejamento. Para 42% dos entrevistados, cresceu nos últimos anos o interesse por produtos de segunda mão e reaproveitamento de materiais. Outros 35% observam predominância de compras realizadas próximas ao início do ano letivo, enquanto 23% apontam tendência de antecipação das aquisições.

Desafios e estratégias do setor

Entre os principais desafios enfrentados pelos comerciantes neste início de ano, destaca-se o reajuste de preços por parte dos fornecedores, associado à inflação setorial, citado por 40,5% dos entrevistados. Também foram mencionadas a dificuldade de contratação de trabalhadores temporários (25,2%), a gestão de estoques diante da incerteza da demanda (18,1%) e atrasos na entrega de mercadorias e insumos (16,2%).

Para enfrentar esse cenário, papelarias, livrarias e empresas de tecnologia têm priorizado investimentos em canais digitais e vendas online (33,8%), a facilitação das condições de pagamento (28,7%) e a oferta de promoções e descontos (28,4%), buscando manter a competitividade e atender à demanda concentrada do período.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 24 de janeiro de 2026, por meio de abordagem presencial junto a proprietários e gerentes. A amostra compreendeu 151 empresas dos segmentos de papelaria, livraria e tecnologia, distribuídas em diferentes regiões do Distrito Federal.


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