Adison do Amaral, aos 93 anos, reafirma em versos o compromisso com o Brasil, a juventude e a Ação Paramaçônica Juvenil Por Jornalista Ander...
Adison do Amaral, aos 93 anos, reafirma em versos o compromisso com o Brasil, a juventude e a Ação Paramaçônica Juvenil
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Poucos homens conseguem atravessar quase um século de vida mantendo intacta a lucidez intelectual, a força moral e a fidelidade aos ideais que abraçaram na juventude. Menos ainda conseguem transformar essa trajetória em palavra escrita, em verso consciente, em ensinamento vivo. Adison do Amaral, que completou 93 anos no dia 6 de janeiro, é um desses raros homens.
Poeta, professor de poética, bacharel em Direito, maçom há mais de seis décadas e fundador da Ação Paramaçônica Juvenil (APJ), Adison do Amaral construiu uma obra que não se limita à literatura: ela se projeta como formação humana, cívica, espiritual e patriótica. Sua escrita não é ornamento — é instrumento. Não é vaidade — é missão.
Aos 93 anos, quando muitos já se recolheram ao silêncio, ele entrega ao público o poema “AONDE IDES?!… — À APJ/GOB!”, uma composição que dialoga diretamente com a juventude paramaçônica, com a história do Brasil e com o sentido profundo de pertencimento nacional. O poema é, ao mesmo tempo, interpelação, exortação e revelação: pergunta, convoca e ensina.
A obra se constrói na tradição da poemática clássica, com rigor vocabular, referências etimológicas, simbólicas e históricas, e um olhar profundamente afetivo sobre o Brasil. Mais do que um texto literário, trata-se de um manifesto poético-pedagógico, no qual a APJ é apresentada não apenas como instituição, mas como “Alma-Escola do Brasil” — expressão que sintetiza o pensamento do autor sobre o papel formador da juventude.
A seguir, o poema é apresentado na íntegra, tal como concebido por seu autor, preservando rigorosamente sua estrutura, vocabulário, notas explicativas e intencionalidade original.
AONDE IDES?!… — À APJ/GOB!
Quem sois, senhorinhas, de capa azul real
E vós, jovens?! Aonde tão ligeiros e gentis
Ides ?... – À Ação Paramaçônica Juvenil!
Do Grande Oriente do Brasil ?!; – Sois leais!
Sabeis que tendes compromissos co´ esta terra,
Quando conhecerdes o grão país e amá-lo,
Que, aliás, vosso é; que de riquezas encerra!...
Por isso tão céleres ides conquistá-lo?!...
Almejais servir aos “filius familiae¹” pois
Ao interpordes contra entreguistas petulantes;
Assim distraís não quereis com os passantes,
E empoderareis-vos sim; porque probos sois;
Eis que há um arcano que cumpris desvendar,
Segredo inda ignorado afetivamente;
Vital este mistério decifrar: il² + brese³:
Ides à APJ — Alma-Escola do Brasil⁴!...
Adison do Amaral
03 de janeiro de 2026
Notas do autor
1 – Filius familiae brasilianae: filhos de família brasileira.
2 – Do francês antigo brese: carvão incandescente, referente à vermelhidão vívida da tinta oriunda do pau-brasil.
3 – IL, sufixo nominal (do latim): referência, relação; lugar, onde.
Daí a etimologia da palavra Brasil: Brese + il = Bresil, Brasil.
Há outras possibilidades:
— Celtas: Ilha Bress (abençoada); Breazail, terras de delícias, vista entre nuvens;
— Fenícia: Badezir, nome do rei fenício destronado vindo com sua corte real para o Brasil.
Porém, o Brasil é um segredo tão maravilhoso que só se descobre afetiva e espiritualmente. É uma epifania, uma revelação divina. A maioria dos brasileiros ainda não o descobriu.
Nossa nacionalidade tem relação com ignescência: devemos amar nossa terra ardorosamente, incessante e intensamente.
É a nossa casa, a terra que Deus nos deu. Concedeu tudo: corpo, alma e natureza — sem vulcões, terremotos ou nevascas, com três safras, alimentando boa parte do mundo.
A terra dos outros povos é boa para quem nela nasceu; a nossa é melhor, simplesmente porque é nossa.
Ó vós que dormis… despertai! Se não fordes feliz aqui, não o sereis em parte alguma deste planeta.
4 – “Brasil” é abreviação de Terra do Brasil, referência à árvore pau-brasil. No início do século XVI, os territórios foram arrendados ao consórcio liderado por Fernão Loronha para exploração do corante vermelho. O lucro foi exorbitante (cerca de 500%), quase levando à desertificação do Nordeste.
Um legado que atravessa gerações
“Aonde Ides?!… — À APJ/GOB!” não é apenas um poema comemorativo. É a síntese de uma vida dedicada à formação moral da juventude, à defesa do Brasil como valor espiritual e à educação pelo exemplo. Adison do Amaral escreve como quem ensina — e ensina como quem ama.
Ao completar 93 anos, o autor reafirma que a idade não apaga a chama dos que vivem por uma causa. Sua obra permanece como farol para as novas gerações da APJ, da Maçonaria e da cultura brasileira, lembrando que o Brasil não se conquista apenas com palavras ou riquezas, mas com consciência, caráter e amor verdadeiro à própria terra.

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