Brasília — O Conselho Federal de Corretores de Imóveis ( COFECI ) e a Empresa Gestora de Ativos ( EMGEA ) oficializaram um Acordo de Cooper...
Brasília — O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e a Empresa Gestora de Ativos (EMGEA) oficializaram um Acordo de Cooperação Técnica que promete alterar a dinâmica de comercialização do patrimônio imobiliário público brasileiro, considerado um dos maiores do mundo. A parceria, assinada na última semana, estabelece um prazo de 90 dias para a elaboração de um Plano de Trabalho que definirá fluxos operacionais, responsabilidades institucionais e os procedimentos para escoamento dos ativos imobiliários atualmente sob domínio da União e de outros entes públicos.

O acordo ocorre em um momento de crescente pressão por eficiência na gestão dos bens públicos. Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que o patrimônio imobiliário do Estado brasileiro ultrapassa R$ 4 trilhões, somando imóveis da União, estados e municípios. Desse total, cerca de R$ 1,7 trilhão pertence ao governo federal, enquanto municípios concentram R$ 2 trilhões e os estados, aproximadamente R$ 800 bilhões.
A cooperação entre COFECI e EMGEA busca enfrentar um problema histórico: ativos ociosos, subutilizados ou deteriorados, que poderiam gerar receitas expressivas para os cofres públicos. Ao integrar corretores credenciados ao Sistema Cofeci‑Creci, a estatal passa a ter capilaridade nacional — característica já reconhecida como estratégica pelo órgão, que recentemente celebrou decisões e avanços regulatórios dentro do próprio sistema.
Capilaridade e profissionalização
A principal aposta da EMGEA é justamente a inserção dos corretores de imóveis no processo de avaliação e venda dos bens. A empresa estatal já havia iniciado, em 2024, movimentos de modernização, incluindo a implementação de tecnologias como blockchain para transações imobiliárias. Agora, ganha reforço operacional e técnico com a adesão dos profissionais distribuídos em todos os municípios do país.

“Esse acordo nos dá uma capilaridade que poucas instituições possuem, contando com profissionais que conhecem profundamente o mercado local”, afirmou o presidente da EMGEA, Fernando Pimentel.
Do lado da categoria, o presidente do COFECI, João Teodoro da Silva, celebra o que chama de abertura de um novo nicho de mercado. “Estamos ajudando a EMGEA no desafio da destinação desses imóveis e, simultaneamente, abrindo um novo mercado de atuação para o corretor”, destacou.

O setor vê a medida como um passo regulatório importante para consolidar o corretor de imóveis na cadeia de gestão de ativos públicos — movimento que acompanha discussões nacionais sobre o uso estratégico do patrimônio da União e iniciativas recentes voltadas à valorização dos imóveis públicos e à dinamização do setor imobiliário.
Gestão de créditos e novos produtos imobiliários
Além da venda direta, o Plano de Trabalho deve detalhar estudos de viabilidade para a formação de parcerias voltadas à gestão de créditos estressados e outros ativos financeiros sob responsabilidade da EMGEA. A expectativa é reduzir o volume de bens degradados, acelerar processos de alienação e ampliar a rentabilidade de carteiras públicas.
Para especialistas consultados por entidades como o CIMI360, o tema integra uma agenda nacional de modernização da política de gestão patrimonial, considerada estratégica para destravar recursos, estimular investimentos e gerar desenvolvimento econômico regional.
Marco para o setor
O acordo é visto como um marco profissional para os corretores de imóveis. A presença da categoria em um segmento historicamente restrito ao Estado tende a trazer mais transparência, competitividade e agilidade às operações imobiliárias públicas.
O Plano de Trabalho, previsto para ser apresentado em até três meses, deve definir:
• procedimentos de avaliação;
• regras para atuação dos corretores;
• fluxos de venda;
• limites de responsabilidade;
• critérios para análise de parcerias financeiras;
• diretrizes para valorização e destinação dos bens.
A tendência é que, após a implementação, o mercado assista a um ciclo de aceleração de vendas, especialmente em imóveis que hoje se encontram paralisados por entraves burocráticos, disputas administrativas ou falta de estrutura operacional para escoamento.
Serviço
Sistema Cofeci‑Creci
Instagram: @sistemacofecicreci
Site institucional: cofeci.gov.br

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