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Oficial de Israel relata cenas que jamais serão esquecidas pelo povo israelense

Coronel do Exército de Israel relata ações durante a guerra contra o Hamas Nascido no Brasil, Mordechai Zatz fez carreira militar e, depois ...

Coronel do Exército de Israel relata ações durante a guerra contra o Hamas

Nascido no Brasil, Mordechai Zatz fez carreira militar e, depois dos ataques do Hamas, foi ao local para tentar resgatar jovens que estavam na festa


Militar procurou por jovens que tinham entre 20 e 27 anos | Foto: Reprodução/IDF

O brasileiro Mordechai Zatz, pseudônimo que adotou, vive em Israel desde a infância. Tornou-se um típico israelense, apaixonado pela nação em que passou a morar e onde fez família.

Fez carreira no Exército e, já na reserva, tem experimentado alguns dos dias mais difíceis de sua vida como cidadão do país, depois dos ataques terroristas do Hamas, em 7 de outubro.

A Oeste, ele falou sobre sua iniciativa de ter ido procurar os filhos de uns amigos, logo depois da invasão dos extremistas. Confira o depoimento:

“Fiz questão de ir ao local onde os terroristas do Hamas assassinaram jovens numa festa, perto da fronteira.

Era um evento civil, de paz, de música…

Meus dois melhores amigos tinham filhos naquela festa. Eu precisava ir, era minha obrigação.

Sou coronel da reserva. No momento em que me dirigi àquela região, eu ainda não estava mobilizado. Era domingo, dia seguinte à invasão.

Peguei o carro e fomos nós três. Vesti por conta própria meu uniforme militar e, em função do meu cargo, fui ultrapassando as barreiras.

Queria fazer isso pelos meus amigos. Naquele momento, sabia até que poderia ser atacado e morrer. Tenho experiência e sou bastante preparado para enfrentar os inimigos. Mas estava apenas com uma pistola, é pouco para situações desse tipo.

Vivi de perto várias guerras em Israel. Lutei na Guerra do Líbano, por vários meses. Depois, participei de incursão em Operação na Cisjordânia, em 2002. Combati na primeira e na segunda intifada, e na segunda guerra do Líbano, em 2006.

Decidi ir para a reserva em 2007. Senão, já poderia ser general.

Mas com toda a minha vivência, posso dizer uma coisa que constatei, ao ultrapassar a tenda militar que isolava o local, zona de combate: nunca vi algo assim na minha vida.

Centenas de terroristas passaram a fronteira com o objetivo de matar e sequestrar civis — crianças, bebês, mulheres e idosos…

Corpos estavam empilhados em um abrigo contra bombardeios. Entrei sozinho, não queria que meus amigos vissem o que vi. Sim, encontrei o corpo do filho do meu amigo naquela cena pavorosa. Eu o conhecia desde menino.

O que senti? Não foi raiva. Não foi tristeza. Senti um imenso vazio. Um vazio que nos paralisa por um tempo. Não poderia deixar meu amigo ver aquilo. Era o filho dele.

Precisei seguir na busca pelos filhos de outro amigo. O total de jovens conhecidos, uns mais outros menos, naquela região vasta eram sete. Tinham entre 20 e 27 anos. Tentei procurar a maioria deles e não encontrei. Outros dois, soube, fugiram da festa de carro.

Acabaram indo para o lado errado, e no fim foram encontrados mortos. Há alguns desaparecidos, mas até agora, nenhuma mensagem.

Dias depois, me integrei oficialmente ao Exército. Estou mais na retaguarda, em um centro de comando. Mas não digo que não seja arriscado. Estou em um local que pode ser um alvo do inimigo.

O Exército ainda está à procura de terroristas. Um ou outro pode estar ainda em território israelense, escondido. Passada a surpresa, nos combates, digo que morreram uns mil terroristas por lá. Era um número próximo dos que entraram no país.

O noivo da minha filha está lá na região, combatendo. Já falei para ele não pensar que o perigo passou. É preciso cuidado. O mesmo digo para um sobrinho, que está em outra área de combate. Mas agora o Exército assumiu o controle da situação.

Eu não sei dizer se o Hamas vai acabar. Mas garanto que o grupo vai ficar muito, mas muito abalado e irá se enfraquecer de forma significativa.

No Exército, há um consenso de que aquela invasão foi um fiasco para nós. Mas agora há também a certeza de que recuperamos o controle da situação e estamos preparados.

Nestas circunstâncias, atentos a todos os detalhes, a ameaça do Hezbollah não assusta. Nem mesmo a ameaça de o Irã entrar serve para abalar nossos ânimos.

Temos recursos e treinamento mais do que suficientes para derrotá-los. Agora estamos alertas. Se entrarem na guerra, só temos a dizer a eles: “Bem-vindos”. Também por nossas vítimas, atacadas de forma cruel, temos que ser fortes. Essa força sempre moveu Israel. E continuará movendo.”

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