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"Faremos o que for preciso para proteger a população", diz Lucilene Florêncio

Superintendente da Região Oeste de Saúde afirma que ninguém ficará sem atendimento e alas isoladas cuidam apenas de pacientes com covid-19,...

Superintendente da Região Oeste de Saúde afirma que ninguém ficará sem atendimento e alas isoladas cuidam apenas de pacientes com covid-19, sem perigo de contaminação a doentes que precisam de atendimento de urgência




Ceilândia tem o maior número de casos e óbitos por covid-19 no Distrito Federal. A letalidade da doença é mais alta em Sol Nascente/Pôr do Sol. O governador Ibaneis Rocha colocou todo o aparato do governo à disposição da região para conter o avanço da doença na região.

Nesta segunda-feira, Ibaneis visitou o Hospital Regional de Ceilândia e também o hospital acoplado que será inaugurado em julho, com 73 novos leitos.

À frente da batalha contra o coronavírus na área está a superintendente da Região Oeste de Saúde, Lucilene Florêncio, responsável pelas cidades de Ceilândia e Brazlândia. O boletim mais recente da Secretaria de Saúde registrou 5.300 casos da região e 103 óbitos. Só Ceilândia tem 4.121 casos.

Além do coronavirus, a dengue também se espalha pela cidade. A infecção por ambas as doenças em um mesmo indivíduo tem potencial para agravar o quadro de saúde dos pacientes. Para se ter uma ideia do desafio, a área que abrange a Região Oeste tem cerca de 1,5 milhão de habitantes, maior do que muitas capitais brasileiras

Lucilene Florêncio é a entrevistada desta terça-feira (23) da Sala de Imprensa ABBP. Durante a sabatina on line deu detalhes do combate a pandemia na região. Ela explicou que um dos motivos de Ceilândia ter o maior número de casos e de mortes, se dá pelo fato de que o nível populacional é alto e que parte da população se encontra em situação de vulnerabilidade social.

A maioria dos casos em Ceilândia acontece entre adultos com idade entre 30 e 49 anos, mas a mortalidade incide sobre os idosos, principalmente os que possuem comorbidades, como diabetes, doença cardiovascular, e outras.

Ceilândia é a cidade do DF com o maior número de habitantes, está entre as trinta maiores cidades do País. “O momento é crítico. Precisa estar na rua quando for realmente necessário, mas estar com máscara, usando álcool em gel”, alerta.

Florência ressalta ainda que tanto o governador Ibaneis Rocha (MDB) quanto o administrador de Ceilândia, Marcelo Piauí, farão o que “for preciso para proteger a população”.

Todas decisões do Governo do Distrito Federal em relação à adoção de medidas de segurança contra o novo coronavírus, são realizada sempre com base em orientações técnicas.

O governo tem tratado a pandemia como prioridade. As ações desenvolvidas, segundo Lucilene Florêncio, vão desde entrega de equipamento de segurança para os servidores públicos à distribuição de máscaras e de álcool em gel para a população, a construção de novos equipamentos para atender a população. “Para que a gente preste uma assistência de excelência, de qualidade, a gente precisa, primeiro, ter a colaboração da sociedade em relação às medidas preventiva”, afirma

Nós podemos dizer que o Hospital de Ceilândia é referência no combate ao coronavirus. “Eu diria em nenhum momento o sistema de saúde pública nunca foi tão testado como agora. A rede de assistência como um todo. E isso impacta muito. Primeiramente tivemos que nos organizar para que os hospitais de Ceilândia terem áreas de isolamento, leitos específicos para atendimento ao covid-19. Dos 38 leitos do HRC, são 28 leitos com suporte ventilatório”, ressaltou.

Hoje, segundo Lucilene Florêncio, o pronto socorro de saúde continua atendendo outros doentes, e os profissionais dão o direcionamento a outras unidades de saúde, como nos casos de cirurgia e ortopedia. Quando não dá tempo hábil para remover para outros Hospitais, é possível fazer no próprio pronto socorro. “Os acidente automobilísticos permanecem e as doenças crônicas, os infartos, hipertensos”, explica. “A população não ficou desassistida no setor de emergência”






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